terça-feira, agosto 30, 2011

Para a nossa menina...


Obrigada por seres simplesmente tu - fiel na amizade, constante na simpatia.


segunda-feira, julho 18, 2011

M & M

"E desde então, sou porque tu és
E desde então é
sou e somos...
E por amor
Serei... serás... seremos..."

Pablo Neruda, no poema Talvez.

segunda-feira, junho 06, 2011



Na Ponte Hohenzollern, em Colónia, encontrei o amor simbolizado em cadeados colocados por apaixonados desde 2008. O numero vai crescendo constantemente e a ponte quase se curva com o peso de tanto amor. É a insustentável leveza de amar.

Não sei se é o melhor símbolo, mas pelo rosto sorridente e ansioso dos casais que lá passavam, o negócio da venda e gravação de cadeados em ambos os extremos da ponte é uma boa oportunidade de negócio...

quinta-feira, maio 12, 2011

Douro 7 chaves

Ao fazer a minha passagem diária pelo Público Online encontrei uma deliciosa sugestão para um passeio no Douro. Na sessão FotoGaleria encontra-se uma série de fotografias de Igrejas visitadas por Sérgio C. Andrade que percorreu o roteiro Douro a 7 Chaves. 200km com passagem por sete igrejas e que "obriga" a pedir a santa chave ao seu guardião. Fernando Veludo (nFactos) fotografou a viagem.

Igreja Paroquial de São João de Lobrigos, Vila Real

domingo, maio 08, 2011

Estou pronto para mais um dia!! Bom fim-de-semana



Eu adoro o site A Place to Love Dogs, pela capacidade imensa de me fazer sorrir com as fotos diárias de cães e cachorros!!

domingo, maio 01, 2011

Ainda a propósito do casamento real

A reportagem fotográfica feita pela Agente (infiltrada) Mary está aqui.

Um dos melhores artigos de merchandising que eu vi nestas últimas semanas a propósito do casamento real:


E se tivesse sido assim? (Vídeo da T Mobile, uma operadora de telemóveis)

sexta-feira, abril 29, 2011

Ora depois de terem visto este meu post, a imprensa já começou a comentar o vestido branco de Pippa...
Pfff...copiões!!

Sister-of-the-bride Pippa Middleton looks picture-perfect in white Temperley gown
By Tamara Abraham
Last updated at 12:12 PM on 29th April 2011

Tradition dictates that one should never wear white to another woman's wedding. But the marriage of Kate Middleton and Prince William today was not just any wedding. And Pippa Middleton, it is clear, is not just any maid-of-honour.
The bride's sister, 27, looked the picture of elegance as she guided the young troupe of bridesmaids into Westminster Abbey this morning.
The gown, made by British designer Alice Temperley, was demure enough for the formal occasion without compromising on style, or, indeed, overshadowing the bride.

Read more: http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1381873/Sister-bride-Pippa-looks-picture-perfect-elegant-white-Temperley-gown.html#ixzz1KuRKiGgb




Boda Catarina & Guilherme ... algumas considerações

O segundo acontecimento mais importante do dia, a seguir ao primeiro que é o do Aniversário do meu irmãozinho mais velho, é a boda dos meus caros amigos Catarina e Guilherme.

Apesar da forte amizade que nos une a este casal, tivemos que, com muita pena, declinar o convite para o enlace, dado que, como já referi, um ilustre membro do Clã Silva celebra hoje o seu Aniversário e, como tal, a nossa presença é mais do que obrigatória.

No entanto, e apesar da distância física, consegui aceder às primeiras imagens deste casamento Real que, até ao momento, está a ser uma cerimónia muito bonita, acompanhada por um grupo coral que deve ter sido emprestado pelo Céu!

Apenas uma dúvida: afinal quantas noivas casam hoje naquela abadia?
Catarina, noiva bela e formosa, foi acompanhada ao altar por sua irmã, Pipa para os amigos, que envergava um longo e elegante vestido branco.
A jovem estava inegavelmente bonita, mas porque raios tinha de ir vestida de branco?

É que eu fiquei mesmo baralhada... Então, tanto protocolo e mais não sei quê, que diz que não ninguém se pode dirigir à Raínha e coiso e tal e a irmã da noiva vai de branco?!
Baralhou!!

Como diria o Marcelo:

- Poderia a irmã de Catarina vestir branco na cerimónia, Sôtor?
- Poderia.
- E deveria a irmã de Catarina vestir branco na cerimónia, Sôtor?
- Não deveria.
- Mas poderia, Sôtor?
- Poderia.

Over & Out

(o que todos querem dos Casamento é mesmo ver o vestido da noiva.
Gostei. Estava muito bonito. Gosto sobretudo da parte de cima, acho de uma extrema elegância e assenta como uma luva à noiva. A maquilhagem também está fabulosa, conferindo um ar angelical mas muito natural à Catarina, Cate para os amigos.
O noivo, já agora, também está elegante.
Cá para mim, gostam verdadeiramente um do outro e isso, sim, é o mais bonito de se ver!!)

quinta-feira, abril 21, 2011

Esta tem que ser a notícia do dia........

O site leilões.net colocou hoje a leilão José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, com uma base de licitação de 75 mil milhões de euros. Conta a Rádio Renascença que o anúncio, entretanto retirado, apontava como razão da venda a liquidação do país.

O anúncio descrevia um primeiro-ministro com guarda-fatos e teleponto incluído, “desenrascado, persistente, com boa imagem do lado esquerdo e direito. Licenciado com distinção num domingo e boa capacidade para idiomas como o castelhano e inglês (apenas compreensão e leitura)”.

A compra, dizia ainda o anúncio, dava direito a despesas de envio gratuitas.

A razão do leilão apontava a venda por “liquidação do país (alternativa a empréstimo do FMI)”.

in Público.

quarta-feira, abril 20, 2011

A Tia Babada entra em missão Pascal :)

Os próximos cinco dias vão ser passados na companhia desta bomboquinha de morango, enquanto as manas mais velhas e os pais seguem para a ramboia, vulgo mega férias, na concrete jungle...

Coitadinha da Joaninha, que a vou sufocar em beijinhos e abracinhos e miminhos!!

segunda-feira, abril 18, 2011



Não consigo deixar de me emocionar sempre que revejo este momento do belíssimo UP, da Pixar.

Toca-me lá no fundo, no coração e deixa-o pequenino...pequenino...
É uma animação, é certo, mas ainda assim com traços tão precisos da vida real...porque nos centra no que realmente importa nesta vida: o Amor.



Ser Feliz e fazer Feliz quem me rodeia: eis o meu objectivo nesta Vida.

sexta-feira, abril 15, 2011

Sentei-me e comecei o exercício de observar. E as escadas em frente ao edifício da Ópera em Paris nunca mais foram as mesmas.
Partilho porque achei interessante e muito actual… A busca da felicidade é uma busca permanente da humanidade.
Perante a crise económica e social, é bom constatar que ainda há Chefes de Estado que percebem que um bom plano de acção/ataque à crise passa também por realizar um bom diagnóstico não somente das condições dos mercados mas, sobretudo, das pessoas! Como ter uma economia saudável quando as pessoas estão emocionalmente doentes?

THE HAPPYNOMICS OF LIFE By ROGER COHEN
HTTP://WWW.NYTIMES.COM/2011/03/13/OPINION/13COHEN.HTML?_R=1&SCP=3&SQ=HAPPINESS&ST=CSE


The Brits don’t go in much for happiness. Stiff upper lip is more the thing, and a good laugh if warranted. Trying to be happy just seems like piffle to a practical people. Undeterred, Prime Minister David Cameron has decided to create a national happiness index providing quarterly measures of how folks feel.
His foray into “happynomics” has prompted a deluge of criticism — “woolly-headed distraction” was a mild commentary — at a time when Brits face a year of cuts in everything from public-sector jobs to child benefits. The consensus seems to be that Cameron is going touchy-feely because in reality he’s wielding an ax.
That may be so. But the case for trying to measure the happiness of a society, rather than its growth and productivity alone, has become compelling. When Western industrialized societies started measuring gross domestic product, the issue for many was survival. Now most people have enough — or far more than enough by the standards of human history — but the question remains: “What’s going on inside their heads?”
Little that’s good, it seems. Stress has become the byword for a spreading anxiety. This anxiety’s personal, about jobs and money and health, but also general: that we can’t go on like this, running only to stand still, making things faster and faster, consuming more and more food (with consequent pressures on prices); that somehow a world of more than seven billion people is going to have to “downshift” to make it, revise its criteria of what constitutes well-being.
Just what goes into well-being is confounding. Many of the variables — like love and friendship and family relations — are hard to pin down. But British research has suggested that money itself does not confer happiness, although wealthier people tend to be happier; that employment is critical to self-esteem; that women tend to be happier than men; and that people need something beyond the material for fulfillment.
Starting next month, the government will pose the following questions and ask people to respond on a scale of zero to 10: How happy did you feel yesterday? How anxious did you feel yesterday? How satisfied are you with your life nowadays? To what extent do you feel the things you do in your life are worthwhile?
Scarcely extraordinary, but Andrew Oswald, a happiness economics expert at the University of Warwick, suggested the questions were a good start, although he would have added, “How well have you been sleeping?” — an important mental health indicator — and “How pressurized do you feel your time is?”
The important thing, he argues, it to shift “from the concept of financial prosperity to the idea of emotional prosperity.” Perhaps that’s the 21st-century indicator we need: gross emotional prosperity, or G.E.P.
The Office for National Statistics, which will do the survey, has been conducting an online debate. Answers suggest Brits link happiness to bird song, knowing themselves, the environment, responsible pet ownership, contributing to society, going out into the wild and reading Socrates.
Clearly, happynomics is no precise science, and how the happiness index will link to policy remains to be seen. But the idea is to put value on things that don’t have price tags. Open spaces, clear air, security, release from pressure — these are things of growing importance and scarcity. Then the question becomes: How do you promote them while at the same time creating the jobs needed in all Western societies? Growth is of course a large part of the answer, but it can’t be all the answer any longer.
I was thinking about some recent moments of happiness in my own life. One came walking across Regent’s Park, my skin tingling at the first brush of spring. Another came kissing my daughter goodnight as she slept and seeing how peaceful she was. A third came in Cairo seeing the powerful dignity of the Egyptian people coalescing to bring peaceful change.
These moments were linked to nature, to finding time, to feeling the transcendent power of the human spirit. Emotional prosperity is not the next e-mail in a relentless life.
So I’m ready to give Cameron the benefit of the doubt and even give a wary nod to his related “Big Society” project, also the source of much guffawing. The essence of this idea is that people can give more to one another — British A.T.M.s, for example, would automatically give customers an option of donating to charity. It’s a tough sell in a grim economy, but it captures a need among dislocated people to connect more.
That’s also true in the United States. Liberty is an inalienable right of Americans, along with the “pursuit of happiness.” Note the distinction here, evidence of the wisdom of the founding fathers. The Declaration of Independence guarantees freedom but, when it comes to happiness, only the quest for it is underwritten. Still, perhaps it’s time to measure just how that quest is going.

quinta-feira, abril 14, 2011

«O» vestido



Há vestidos giros e depois há este vestido...
Adoro pela simplicidade, o corte, o pormenor do degradé do dourado ... imagino-me com ares saudáveis do Verão e enfiadinha neste vestidinho!! :P

Preço? Desconheço ... mas considerando que se trata de um Donna Karan acho que deve ser puxadote.
O que vale é que sonho (ainda) não paga imposto!!

segunda-feira, abril 11, 2011

Do Futuro ...

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Miguel Torga

sexta-feira, março 25, 2011

Ecos de Sarah Kay ...

"this world is made out of sugar, it can crumble so easily, but don't be afraid to stick your tongue out and taste it"

Não terei.
Prometo.
Ainda que a voz me teime em falhar quando mais dela preciso.
Ainda que tenha de fazer das tripas coração.
Ainda que tenha que levar com as palavras mais duras de sempre.
Permanecerei em pé.
A cabeça, erguida.
Com o coração disposto a perdoar, porque certas palavras «leva-as o vento».
E as últimas palavras serão ditas com a gentileza de uma brisa primaveril, porque a vida simplesmente muda,
sem aviso prévio,
simplesmente muda.
E amanhã já ninguém se lembra
do mau tempo que fez hoje.
Provarei o doce, sim.
Sem medo.
Confiante.
Prometo.

Nunca te esqueças: estás aqui para ser FELIZ!

quinta-feira, março 24, 2011

Sei que é um lugar comum dizer-se isto ... mas a verdade é que no dia do meu casamento me senti uma verdadeira Princesa!

E, ao ver este breve filme, que basicamente retrata uma noiva momentos antes do casamento, não posso deixar de recordar aquela imensa felicidade e nervoso miudinho antes de chegar ao altar e dar o passo mais bonito das nossas vidas.

The Watchtower from Fig Media on Vimeo.



P.S. Noivinha, falta pouco!! :)

Haja humor para encarar a situação política que o país atravessa!

Mais uma genial letra de Vasco Palmeirim!
Para ouvir a música aqui http://radiocomercial.clix.pt/


Deitado na minha cama
estou chorando à luz das velas
O que é que vão dizer
os meus amigos de Bruxelas?
Tentei convencer a oposição aceitar o PEC...
... Estive a falar pró bonec...

Eram nove menos cinco
Fui a Belém pedir a demissão.
Demorei ainda um bocadinho
Porque o presidente estava de roupão.
Ai estou triste
Sou um 1º Ministre
que pediu a demissão.

Preciso de acalmar
Não gosto de whisky, vou fazer um chá
Preciso de espairecer
vou fazer jogging a ouvir Lady Gaga
A oposição não quis saber de soluções
Cambada de chumbões!

Eram nove menos cinco
Fui a Belém pedir a demissão.
Está uma confusao aqui, mas o Éfe éme i
nao precisa vir, não!
Ai estou triste
Sou um 1º Ministre
que pediu a demissão.

Problemas de expressão ...

Ontem, no Parlamento ...

15h25 Teixeira dos Santos: “A dúvida mina a confiança. A dúvida é como pedra no sapato que fere.”

16h46 Teixeira dos Santos para Bernardino Soares: “O senhor achou que isto [o debate] era tão importante que até usou uma linda gravata.”

16h49 Teixeira dos Santos para Bernardino Soares: “São precisos os ovos todos e eu não quero matar as galinhas».

16h50 Teixeira dos Santos diz que «havia pouca carne» do lado do BPN

É de mim ou é preciso mais objectividade de parte de quem nos Governa?!
Talvez começando por utilizar menos recursos estilísticos na prosa?

segunda-feira, março 21, 2011

Dia Mundial da Poesia

A uma Rapariga

À Nice

Abre os olhos e encara a vida! A sina
Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!
Por sobre lamaçais alteia pontes
Com tuas mãos preciosas de menina.

Nessa estrada da vida que fascina
Caminha sempre em frente, além dos montes!
Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes!
Beija aqueles que a sorte te destina!

Trata por tu a mais longínqua estrela,
Escava com as mãos a própria cova
E depois, a sorrir, deita-te nela!

Que as mãos da terra façam, com amor,
Da graça do teu corpo, esguia e nova,
Surgir à luz a haste duma flor!...

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"


Dedico este poema a todas as meninas deste espaço. Pelo sorriso que permanece nos vossos lábios quando na verdade, às vezes, só apetece esquecer o mundo, pela vossa força em vencer sempre, por se preocuparem com os outros e às vezes se "esquecerem" de vocês, para que essas pessoas possam ser felizes e brilhar.

Por nunca se esquecerem de viver...

sexta-feira, março 18, 2011






E, pronto, agora que o Segredo, a Doutrina foi revelada, toca a aplicá-la!!
Toca a beber este elixir da Felicidade Matrominal!

(cont.)



Manual da Mulher Casada (cont.)




quinta-feira, março 17, 2011

A noiva pediu muito e, como ela mesma disse, como de hoje até ao dia do Casamento apenas faltam 4 meses, urge começar a estudar o Manual!!

Por isso, e para hoje, em especial, revelo as três primeiras letrinhas do Alfabeto...



Vá, começar a estudar o Manual para ser uma rica mulher casada!! :)

(para uma melhor leitura, clicar na imagem)

Finalmente, aqui está o verdadeiro Segredo!!

Depois de lançados livros de enorme sucesso Mundial como «The Secret», o Mundo já ansiava por um novo Manual de savoir faire et vivre.

Como a nossa querida Madalena, Má-da para os amigos e Missy para os mega-amigos, é uma jovem casadoira, eis que decido neste dia solarengo e pré-primaveril, dedicar-lhe este que se antevê como um Mega Sucesso Intergaláctico!! Missy: este é para ti!

Sem mais demoras (rufo de tambores) apresento:



Para já, e como teaser, fica a Capa. Em breve, começarei a desvendar o derradeiro Segredo.

quarta-feira, março 16, 2011

terça-feira, março 15, 2011

Keen on Plastic

Depois de ter estado por terras de Sua Majestade, Alteza Real Elisabete II, eis que descubro que baixou em mim o desejo por plástico...

Passo a explicar... Não fosse a contenção orçamental e a indecisão quanto a cor a escolher e uma das apetitosas malinhas da Furla e um belo par de Melissas teriam regressado comigo para Portugal.

Simplesmente lindos!!
(para mim, claro)



A tremendous revelation!!

Neste fim-de-semana londrino eis que surge a revelação:

Afinal, a Raínha não se chama Isabel, mas sim Elisabete!
Ó bolas, que diabo!
Cá na Tugalândia, Elizabeth é traduzido como Isabel que eu bem vejo na Caras e demais revistas de pesquisa do drama humano VIP.
A explicação veio de seguida: aquando da primeira vinda da Raínha a Portugal não existiria o nome Elisabete, pelo que utilizaram Isabel por ser mais parecido...
E a comprová-lo é que o nome Isabel é exactamente igual em inglês como em português.
(eu até teria outra explicação... no tempo da ditadura ninguém sabia falar «estrangeiro» porque era proíbido...)

Bolas! Depois deste choque, a minha vida nunca mais será a mesma!!
Eu não sei tocar piano mas, se soubesse, esta seria a primeira música que gostaria de aprender a tocar.
Há não muitos anos atrás, adormecia ao som desta música ...
Cada nota tocada é como uma delicada gota de chuva a cair na pétala de um flor, num lindo jardim.
É como estar sentada no alto de uma colina, com o vento a bater-nos gentilmente na face, enquanto espreitamos a cidade lá em baixo, observando a vida que lá acontece, mas apenas escutando o som do ventoa bailar e a nossa própria respiração.
Se me pedissem para descrever o conceito de sublime, punha esta música a tocar. Para mim sublime é isto ...

Billy Elliot



Depois do genial Cats e do emocionante Panthom of the Opera apareceu Billy Elliot.
Fiquei sem palavras. É absolutamente fantástico e inspirador!
Ora bem, que dizer desta visita relâmpago a Londres?
Que soube a pouco?
Que passou por nós mais veloz que o Speedy Gonzalez?
Sim!

Mas também que abrimos os nossos corações, soltamos o verbo e finalmente tivemos tempo para colocar as conversas em dia, para recordar, para sorrir, para partilhar planos do futuro que há-de vir, para nos olharmos olhos nos olhos enquanto partilhavamos as nossas coisas, aquelas que só quem nos conhece desde sempre consegue perceber e alcançar.
O tempo foi veloz porém generoso, porque nos permitiu perceber, no final de tudo, que estamos fortes e que a nossa amizade é como a Stonehenge: forte, robusta, intemporal, enigmática e muito bonita, como nós ... :)

segunda-feira, março 14, 2011

quarta-feira, março 09, 2011

Algures no Bombarral, descobrimos o Éden ...

«O Buddha Eden Garden é um espaço com cerca de 35 hectares, idealizado e concebido por Joe Berardo, em resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, naquele que foi, um dos maiores actos de barbárie cultural, apagando da memória obras primas, do período tardio da Arte de Gandhara.

Em 2001, profundamente chocado com a atitude do Governo Talibã, que destruiu, intencionalmente, monumentos únicos do Património da Humanidade, Berardo deu início, a mais um dos seus sonhos, a construção deste extenso jardim oriental. Prestando, de certo modo, homenagem aos colossais Budas esculpidos na rocha do vale de Bamyan, no centro do Afeganistão, e que durante séculos foram referências culturais e espirituais.

Pretende-se, que o Buddha Eden Garden seja um lugar reconciliação. Sem nenhuma tendência religiosa, abrimos as portas, a todas as pessoas, independentemente, da religião, etnia, nacionalidade, sexo, idade, condição cultural ou social, convidando à união, comunicação e meditação, como forma de redescobrir a felicidade. Ambicionamos, assim, percorrer o caminho contrário à destruição do ser humano e disseminar a cultura da paz.

Esta é uma instituição cultural sem fins lucrativos e ao serviço da comunidade nacional e internacional, que tem como missão sensibilizar o visitante para o conhecimento interior, através do seu jardim em diálogo com um vasto património escultórico, vocacionado para a meditação e promoção da interacção social e cultural, conforme os princípios da solidariedade e da dignidade humana. »


Com alguma dificuldade conseguimos descobri-lo mas a procura por terras do Bombarral valeu a pena!! Deixo algumas das fotos de um Jardim encantador!







Fabuloso! Hands Dancing ...

quinta-feira, março 03, 2011

No Salon!

Ontem, final do dia, no cabeleireiro, esse local fenomenal onde aproveito, enquanto espero que a tinta do cabelinho seque, para colocar em dia a pesquisa sobre o drama humano do socialite (o que é o mesmo que dizer, papar Caras, Lux e outras do género)...

Uma das cabeleireiras, de cabelo ripado e colorido abana-se e cantarola alegremente: Pópó-pópó-póquerefeice-Pópó-pópópóquerefeice!, ... Eis que uma das colegas de profissao, igualmente de cabelo ripado mas com o extra da banhoca abdominal ao léu diz:

- Olha, lá, tou farta de oubire este Cêdê! Já se mudava esta cena!

Ao que a outra responde:

- Olha, por mim muda! Bota lá um fado!

- Fado? 'Tá benhe. Queres Máriza?

- Máriza? Pode sere!

Enquanto passa a vista de olhos no CD ainda sugere:

- Ólha! Queres que bóte Máriza ou Amélia Hoije?

E eu? Depois de arregalhar a pestaninha, prego olho na revista onde se disserta sobre a vida privada da Casa Real Espanhola (pertinente, hein!?) e esforço para conter uma valente gargalhada!

Ah, já me esquecia! Ganhou a Máriza, mas foi sol de pouca dura porque duas músicas depois já estavam a abanar o secador ao som de Black Eyed Peas!

quarta-feira, março 02, 2011

Mea Culpa!

Tinha jurado a mim mesma que, depois do Caminho das Índias, nenhuma outra novela teria sobre mim qualquer espécie de influência.
Que aquilo estupidifica sobremaneira uma pessoa!

Mas um dia lá me sentei no sofazinho a espreitar a nova novela da SIC. Tanto alarido andavam a fazer por causa da parceria com a Globo que eu a modos que fui averiguar a coisa.
O certo é que averiguei em excesso e, quando dei por ela, estava já há uma semana em averiguações!
E daí ao vício, foi um instante!

Agora que aquilo está na recta final (graças a Deus!) sou forçada a tecer algumas considerações:

• Quem, no seu perfeito juízo, consegue acreditar que o totó do João, a existir, não teria já dado uma valente tareia à Diana, de preferência com toalhas molhadas de molde a deixá-la toda negrinha por dentro?
• E que dizer da Diana, a vilã da saga, criada entre gente humilde, pai camionista e mãe florista, de pouca instrução que começa na novela como ajudante de café e que agora é Administradora de uma empresa de Brinquedos e analisa informação financeira e percebe de leis do trabalho a potes? Ah, já sei! Se calhar, entre as malvadezas, tirou meia horinha para ler o ‘’Gestão para Totós’’! Deve ser isso, deve …
• E a bondosa Inês, que tanto escreve num livro no Restaurante ... Será que está a fazer registo dos ‘’Deve’’ e do ‘’Haver’’? Será que ainda não compraram um software para a Contabilidade? Hum… E que dizer dos diálogos com a mãe, em que esta ultima a rejeita e a acusa de tudo (qualquer dia diz que foi ela a responsável pelo ataque às Torres Gémeas) e perante os quais ela não se defende. Nada de uns gritos de revolta, de uns palavrões, nada de nada? Que insossice!
• Já para não falar da rapariga da cidade, corretora da bolsa, que de repente se tornou campeã nas feiras do azeite! Lá está: leu o ‘’Olivais para Totós’’! Certinho!
• Que tanto fazem os Calda Ribeiro: Francisca, João, Rita sentados naquele sofá de sala? Servem de decoração? Não podiam ter colocado uma televisãozinha para disfarçar a coisa, como fazem com a família pobrezinha da Diana? Ah, espera, não dava … eles são intelectuais, não vêm televisão…
• E, como bem dizia a Má-Dá noutro dia, que raio de aberração é aquela em que a Diana «obriga» o João a cumprir os seus deveres matrimoniais? Como é que ele consegue chegar a vias de facto se, supostamente, sente repulsa pela vilã?
• E será só a mim que irrita a entoação excessivamente teatral e arrastada da Lia Gama, a Eunice da trama?

Acho que a coisa mais verosímil mesmo é o Tiago, irmão das actrizes principais, responsável por assassinato na trama, ter escapado à prisão. Aí sim, já é mais condizente com a actuação justiça portuguesa…

E porque é que eu vejo?
Como diria o meu caro amigo Armando Coutinho:

‘’Olha, filha, porque, porque … coiso!’’

Frase do Dia

«Sinto-me nascido a cada momento/ Para a eterna novidade do Mundo ...»

Bonito, não é?

aut. Alberto Caeiro ''O guardador de rebanhos''

sexta-feira, fevereiro 25, 2011


É já amanhã o ultimo dia que se pode ver a peça ''Apanhados na Rede'', no Coliseu do Porto.
Nós já fomos ver e uma coisa é certa: boa disposição é o que não falta!!
Adoro o José Pedro Gomes mas o Jorge Mourato foi imparável!!

Ó pra mim na revista (e não é a Caras!!! LOL)

Aviso de antemão que modéstia é coisa que não existe neste post.

Para além de vaidosa, estou tremendamente feliz por ver publicado algo escrito por mim!
Aqui vos deixo, orgulhosamente, a página 62 da edição de Março da Visão&Viagens na qual falo da minha experiência enquanto Mulher em viagens que fiz.
E, prontos, a modos que olhem estou assim ... :) Espero que gostem de ler!

(notinha final: comentário do meu querido esposo «Eh lá, nesta aqui no deserto já pareces as do Sexo e a Cidade naquele filme que se passa em Abu Dabi!!»
Tão fofinho! :))





O textinho:

Se o facto de ser mulher nunca limitou o meu roteiro de viagem, a verdade é que tenho sempre em atenção os aspectos culturais dos locais que visito, nomeadamente no que diz respeito à condição feminina. E o caricato é que, não raras as vezes, o maior cuidado passa exactamente pela escolha do que colocar na mala de viagem!

Recordo, por exemplo, de ter tido um cuidado especial na escolha de roupas discretas na viagem que fiz à Tunísia. E, ainda assim, e apesar de não ter sentido qualquer espécie de discriminação pelo facto de ser mulher, não pude deixar de notar alguns olhares curiosos.

Creio, aliás, que no normal é a estranheza sentir-se de parte a parte, quando se está em culturas com variantes e costumes diferentes da nossa e eu mesma dei por mim a observar de forma indiscreta as mulheres de burca ...

Nunca esquecerei os olhos esbugalhados de uma nepalesa vidrados nos meus corsários. Para ela, habituada a vestes mais femininas, tal terá sido um duro golpe de moda!

Numa visita à Basílica de S. Pedro, no Vaticano, fui inesperadamente barrada à entrada porque vestia uma camisola de alças que punha os meus ombros a nu. A autorização para entrar só me foi concedida após os ter tapado com um lenço. Apesar da tão apregoada modernidade ocidental, aquele lugar atestou ainda existir um precoceito claramente sexual relativamente à mulher... E quem diz Vaticano, diz uma grande parte de locais sagrados.

Já no Brasil, a experiência de feminilidade foi levada ao rubro! Ser mulher e exibir orgulhosamente o corpo é cultural. O samba, a música, a natureza ... um quase endeusamento da mulher faz-nos regressar com uma sensação de «girl power» renascida!

Admito, porém, que se tivesse nascido loura, a coisa seria diferente e teria um cuidado redobrado nas visitas aos países muçulmanos, onde predomina o mito (?) de que as mulheres ocidentais são trocadas por camelos... Aliás, agora que se fala nisso, já fui discriminada, sim! Por ser morena, fui discriminada numa medina marroquina, porque num momento de descontração em que alegremente dançava entre amigos, um comerciante local apenas ofereceu ao meu marido um mísero par de ténis como moeda de troca pela minha pessoa. Absolutamente injusto!

«...Não me peçam cartão de identidade/Pois nenhum outro senão o mundo tenho», sabiamente o escreveu Sophia de Mello Breyner naquele que considero o poema que melhor espelha a minha relação com o mundo e as viagens. E mesmo se tivesse nascido em corpo de homem, acredito que a minha alma de viajante seria exactamente igual!


quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Constatação parva (ou como se faz uma piada mesmo sêca!!)

A Ana Bacalhau dos Deolinda é fixe porque sai à família!

Dream job ...

Cronista de viagens

Ora aí está uma profissão que me enchia as medidas! Acompanhada do meu querido esposo, percorrer o Mundo, enquanto um fotografava e o outro escrevia. Isso é que era e, não raras as vezes, falamos sobre o assunto entusiasticamente.

Para já, e enquanto tal se encontra no plano estelar dos sonhos, contento-me a ler as belíssimas crónicas do Gonçalo Cadilhe que compõem, todos os meses, a sua 'Geografia das Amizades'. Como gostei particularmente desta, resolvi partilhar aqui...


<strong>Um souvenir do Camboja

Dispenso guia e mapa, alugo bicicleta e compro um guardachuva para me proteger: não sei se vai chover, mas sei que vai fazer sol, e nada melhor que um guarda-chuva para me proteger de mais um dia brutal de humidade e calor na selva do Camboja, na orla do passado, nessa varanda debruçada sobre o fantasma do cosmos que é o reino perdido de Angkor.
O meu deslumbramento é previsto. Primeiro, porque já conhecia os templos de Angkor, aliás, da outra vez que os visitei segui à risca as explicações dos guias, as sugestões dos manuais, os itinerários dos mapas. Acordei cedo, cedo; vinte minutos antes do nascer do Sol estava nas portas do maior templo do conjunto monumental, Angkor Wat, estrategicamente posicionado para ver o espetáculo inevitável da explosão quotidiana de cores e rumores, som e luz, de cada amanhecer nos trópicos; contratei um guia e a respetiva motoreta e passámos o dia a saltar de edifício em edifício, são centenas de templos espalhados por uma área de dezenas de quilómetros, escolhi apenas os mais importantes e imponentes.
Ouvi com atenção o que me explicava o mr. Khumi, profissional e paciente como todos os guias em Angkor, as fachadas decifradas, os relevos incompreendidos, o mistério dos rituais religiosos que se perderam nos séculos.
Tirei fotografias com cuidado, escolhendo as perspetivas que mais me comoviam. Comovi-me. Várias vezes. Assim foi a primeira visita, há uns sete ou oito anos.
Desta segunda vez nem guia nem máquina nem mapa nem nada. Apenas uma bicicleta, um guarda-chuva. As bicicletas são como os diamantes, são para sempre. Talvez porque com elas, o vento na cara e o coração acelerado, chegas longe não apenas no espaço mas também no tempo, à época da tua vida em que eras um cowboy, um viking, um guerreiro das estepes, a bicicleta era o teu cavalo e a tua vida era simples e feliz.
Assim me sinto, simples e feliz, na minha segunda visita a Angkor, um dos lugares fundamentais da Humanidade.
CERCA DE 2 MILHÕES DE TURISTAS VISITAM ANGKOR cada ano, prova de que as viagens se democratizaram e são mais acessíveis que nunca. Dois milhões de seres humanos não são boas notícias para a preservação das estruturas antigas, mas são ótimas notícias para as caixas registadoras dos hotéis, restaurantes, bares, pubs, mercados, lojas de souvenirs, spas, clínicas de massagem, bordéis, mendigos, vigaristas, condutores de tuk-tuk e toda a gente que investiu tempo, dinheiro ou talento em Siem Reap, a cidade que serve de porta de acesso ao complexo monumental. Talvez por serem demasiados anos nesta vida a regressar regularmente a todas as Siem Reap do mundo, a todas as portas obrigatórias de acesso aos lugares fundamentais da Humanidade, já nem ligo. Já não me choca o alinhamento de agências todas a propor o mesmo tour ao mesmo preço, o turismo de massa barulhento e meio ébrio a partir da happy hour dos cocktails e das corona, o artesanato feito em série, as antiguidades baratuchas, a vulgaridade. Já nem ligo, desligo. Foi portanto em piloto automático que a vista reparou na pequenina boutique Bloom, entrincheirada entre lojas de quinquilharias e bares de turistas. Voltei atrás dois passos para reparar melhor. Entrei. E conheci assim a Diana.
A Bloom vende sacos de ração de peixe e de frango transformados em bolsas de senhora, porta-documentos, bases de copo, toalhetes individuais, talvez ainda chinelos de quarto e aventais, já não me lembro de todos os objetos que estão à venda na Bloom a partir dos sacos de ração de peixe e da imaginação de um grupo de mães solteiras do Camboja. A ideia de criar a boutique cooperativa Bloom veio a partir de umas férias que a Diana e o marido Alan passaram em Angkor há seis anos. Uns amigos do casal estavam a trabalhar em Phnom Penh na organização Riverkids e de conversa em conversa a Diana tomou conhecimento de várias situações de miséria desesperada das favelas da capital do Camboja. A que a impressionou mais foi a de mães que vendiam os filhos à nascença para adoção no Ocidente.
"Não vou regressar para casa", declarou a Diana ao Alan. "Vou ficar aqui a lutar contra isto, a aliviar esta pobreza." A "casa", para a Diana, era Singapura e o emprego de general manager do grupo editorial Fairfax. Mas ela estava cansada e infeliz com essa vida que descreve "tão orientada para o consumo materialista". O marido concordou com a mudança, ou melhor, "compreendeu que não valia a pena contrariar-me", conta divertida.
Mas a Diana não queria vir fundar mais uma ONG no Camboja. "O mundo está cheio de ONGs que só servem para manter os problemas, não servem para os resolver", avisa, furiosa.
"Este país é um exemplo do dano das ONGs e da 'caridade' do Ocidente: todos os anos entra 1 bilião de dólares de ajuda internacional para combater a pobreza nos cofres do Estado. Para quê então acabar com a pobreza? Acabar com a principal fonte de rendimentos do Estado?" Num país em que o salário mensal de um empregado de mesa é de 60 euros, sem férias, sem segurança social, seis dias de trabalho por semana, a Bloom emprega dez pessoas que trabalham cinco dias por semana e recebem 70 euros por mês, férias pagas, licença de maternidade e outras regalias sociais. "Quem quiser ajudar a Bloom", conclui a Diana, "não tem que doar dinheiro nem coisa nenhuma. Só tem, simplesmente, que ser nosso cliente." Para ser feliz num dos lugares fundamentais da Humanidade não é preciso muito, basta uma bicicleta ao vento e um olhar seletivo sobre os souvenirs autênticos à venda pelo meio de tantos milhões de turistas, tanta vulgaridade e tanta indiferença à miséria.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

É que estou mesmo a ver as vagas a esgotar rapidamente!!



A ANJE presenteou-me esta manhã com um email de divulgação de um Workshop fenomenal.

Senão, leiam:

WORKSHOP MEDITAÇÃO - NÍVEL I

ENQUADRAMENTO
Sensibilizar empresários e quadros das empresas para a importância crescente da meditação enquanto técnica de apoio a profissionais que acumulam diversas responsabilidades é o objectivo do workshop (...)

Partindo de breve reflexão sobre a ética nas empresas, a formadora Isabel Leal acabará por demonstrar a importância do sistema energético e dos exercícios de respiração enquanto técnicas de apaziguamento, de bem-estar pessoal e profissional e ainda de redução de riscos cardiovasculares e outros estados fisiológicos emocionais e mentais negativos.

CONTEÚDOS
- Código de ética
- As funções físicas básicas
- O sistema energético
- O relaxamento
- A respiração
- A postura
- As mudras, posições de mão
- O poder pessoal
- Os mantras, o poder da palavra
- A lei da atracção - visualizações e concretização
- Meditações guiadas
- Gestão emocional
- Energia de grupo
- Ligação e estímulo do potencial criativo
- Exercícios práticos e criativos

FORMADORA
Isabel Leal
- Formadora de reiki e meditação;
- Palestrante na área de stress management e prevenção de questões cardiovasculares;
- Palestrante na área de novas técnicas de apoio escolar;
- Coaching a equipas de projectos educacionais;
- Participação mensal escrita para revista Zen Energy, 100% Natural e revista Coisas de Criança;
- Colaboração no portal Sapo - Astral, Kids, Zen;
- Escritora.

PREÇOS
Associado: 80 Euros
Não Associado: 100 Euros


Depois de ler isto, fiquei realmente convencida.
Acredito realmente que Administradores e Gestores deste país, tipo Paulos de Azevedo, Américos Amorins, Antónios Mexias e outros que tal, estão de facto a precisar de se enfiar numa sala a escutar alguém a dissertar sobre estes temas (ou não).
De qualquer das formas, vale pela intenção.
E quanto mais não seja, se a senhora falar de ética a coisa não estará totalmente perdida.
Já estou a imaginar todos de olhos fechados e mãos dadas a meditar e a proferir mantras do género:

« Não tratarei os meus subordinados abaixo de cão.
Serei menos cabra para os meus funcionários.
Tentarei reduzir em 10% o nº. de mentiras que digo por dia aos meus fornecedores, funcionários e clientes.
Tentarei reduzir em cerca de 25% os meus julgamentos sobre as pessoas baseados na sua aparência e posses pessoais
Perceberei que o lucro deve apenas passar a ocupar 99,9% dos meus pensamentos ao invés dos 200% actuais.
Tentarei dormir mais em estado ZZZZZZZZZZZZZ e um pouco menos em estado €€€€€€€€€€ »

(Percentagens em mantras?! Ah sim, que isto de Workshops para Administradores e Gestores tem que ter indicadores objectivos!! E se a formadora não se empenhar especificar o retorno do investimento relativamente ao valor pago pelo curso, então aí pode tirar o cavalinho da chuva que não lhe aparece ninguém!!)

terça-feira, fevereiro 22, 2011



Ao olhar para esta imagem, muitas outras passaram de rajada pela minha mente ...

Those happy days when ...

- tomavámos banhos de mangueira no Verão no quintal de casa;

- costurávamos roupinha para a Barbie e fazíamos desfiles de moda;

- riamo-nos às gargalhadas enquanto jogavamos ao limbo nos aniversários;

- organizavamos concursos de dança com música da moda: lambada, dirty dancing (!) ...

- forravamos as paredes do quarto e as portas do roupeiro com posters dos nossos heróis (Patrick Swayze, Tom Cruise, Macaulay Culkin, Luke Perry, Jason Priestley, ...) ;

- ansiavamos por completar a Caderneta de Cromos do Beverly Hills 2010 (havia sempre cromos que nunca saíam no Bollycao!);

- compravamos gominhas e flocos de neve à saída da escola e íamos a «mordiscá-las no caminho até casa;

- enchiamos balões com ar e colocavamo-los no peito e rabo, encenando desfiles de mulheres crescidas e voluptuosas ... A risota era tão grande que doía a barriga de tanto rir!!!

- arriscavamos saltos do tabuleiro superior da Piscina de Espinho e ficavamos dentro de água até a pele nao mais poder enrugar!

- ficavamos horas ao telefone com as amigas a(para desespero dos pais na conta do final do mês!)ainda que acabassemos de ter estado com elas;

- comemoravamos cada aniversário como se fosse o acontecimento mais importante do Mundo, com direito a roupa nova :) e preparavamos surpresas para todas (crónicas, desenhos, ...)

... a lista continua ... e eu sorrio por me saber dona deste tesouro tão valioso. :)

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Às vezes as imagens valem mesmo mais que mil palavras ...

Are you obsessed with the right things, perguntam eles..
Pois ... a verdade é que, muitas vezes, não, não estou ...



Uma boa supresa

Apesar de ter torcido o nariz aquando da escolha, a verdade é que o filme surpreende e cativa.
Gostamos!

A Srª Bigelow mereceu a estatueta!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Até logo, se Deus quiser!

Foi assim que hoje uma senhora se despediu na padaria ao pequeno-almoço.

Não pude deixar de pensar no sentido desta frase, se pensar que há dois dias atrás estava de carro a passar pela Praça do Império, poucos momentos depois de uma árvore antiga ter caído, devido à força da ventania, em cima de uma viatura que, tal como eu, circulava na rotunda.
O condutor faleceu.
Penso que, no seu caso, Deus parece não ter querido que ele tivesse mais um «logo» nesta vida ...

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

«Geração à rasca» ...

Ontem passou na SIC uma reportagem intitulada «Geração à rasca».

Bastante sensacionalista, extremamente deprimente mas reconheço que … realista, também.

Revejo-me nesta geração também ontem denominada como «Geração Deolinda».
A geração genialmente apelidada por este grupo musical como «Geração Casinha dos Pais». Pais que lutaram para que os seus filhos pudessem ter acesso àquilo que eles mesmos se viram privados na altura em que eram novos.
Pais que incentivaram e financiaram os seus filhos a prosseguirem estudos, crentes de que o «canudo» seria garante de estabilidade financeira e estatuto social privilegiado.

Pais que nunca sonharam ter os seus filhos a morar sob o mesmo tecto aos vinte e cinco, trinta, trinta e cinco anos, senão mais!
Pais que admiro porque persistem na luta pelo sonho dos seus filhos, trabalhando com afinco para ajudar os seus filhos no que for preciso (apesar de alguns deles poderem estar já na reforma). Pais que motivam, que alimentam a auto-estima debilitada de jovens a quem um dia prestaram ilustre homenagem na imposição das insígnias e chamaram de «senhores doutores» mas que nem uma resposta são dignos de ter quando respondem a anúncios de emprego.

Pais que me abordam e me entregam em mãos o Curriculum dos seus filhos, com olhos de gratidão antecipada postos em cima de mim, que pouco ou nada posso fazer por si, mas que em mim parecem depositar todas as esperanças do Mundo.
Tenho o maior respeito por esta geração que luta com muitas dificuldades em todas as frentes. A quem negam trabalho por falta de experiência e a quem negam trabalho por excesso de qualificações.

Custa-me muito passar os olhos por milhares de candidaturas que forçosamente tenho que excluir porque as vagas são limitadas. Guardo todas essas candidaturas pelo respeito que me merecem e tento (embora às vezes admita que não consiga por constrangimentos de tempo) responder a todas.
Sei que o texto é «chapa 5» que as pessoas estão fartas de ler que a sua candidatura fica em base de dados mas pelo menos acredito que dei um feedback à pessoa por detrás do papel, do email …

Acredito que quem está, como eu, numa posição mais confortável, empregada, com remuneração, enfim … que pode de alguma forma levar adiante alguns dos seus sonhos ao invés de os adiar continuamente por falta de condições, tem o dever de se esforçar um pouquinho mais.
Sei que andamos em tempos em que apetece fugir desta realidade e subitamente encontrar-nos debaixo de um chaparro a escutar o zumbido de abelhas. Tenho a noção de que não só os meus níveis de motivação andam na rua da amargura, como também andam os da esmagadora maioria dos meus colegas. Sei que o salário é sofrível e que está congelado há anos sem que ninguém dê uma única satisfação para que tal aconteça (até porque os resultados anuais têm sido positivos). Sei que vivemos tempos de crise instalada, mas custa-me ver que mais do que financeira, vivemos uma crise em termos de solidariedade e de entre-ajuda. É um salve-se quem puder, um baixar de braços colectivo, um querer gritar mas nem isso fazer porque o mais certo é todos ouvirem mas ninguém deitar a mão …

A Inês Pedrosa dizia numa das suas belas crónicas de fim-de-semana que temos que dar alento a estes jovens, porque tal como ninguém adivinhava a revolução tecnológica espantosa que aconteceu em tão pouco tempo, a mesma incerteza e imprevisibilidade se pode aplicar aos tempos vindouros. E que, por isso, mais vale ter esperança que esses serão de prosperidade, de emprego, de novas oportunidades. Tento abraçar esta ideia e não a largar, segurá-la com firmeza!

Numa altura em que as audiências se concentram num programa que procura o talento em Portugal só me ocorre pensar que esta geração é talentosa, só é pena que todos teimem em negar-lhes palco…

A reportagem de ontem terminou ao som da genial letra dos Deolinda e pensei para comigo que até nisto eles têm razão: «Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?/ Há alguém bem pior do que eu na TV.»

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Quando...

- dou por mim a fazer listas mentais de supermercado às oito e meia da manhã à semana, e troco a hora de almoço por uma ida ao Modelo;

- entro no site da Vaqueiro mais do que três vezes por semana e faço pesquisas por «ingrediente»;

- acho fantástica a minha nova aquisição composta por um Kit para limpar os vidros lá de casa e, pior, falo disso a toda a gente como se fosse a descoberta do século!

- anseio por um ferro de caldeira e começo a imaginar-me, feliz, a passar camisas a ferro com zero vincos!

- levo e dou raspanetes quando algum de nós leva comida para a cama sem levar um pratinho para não deixar migalhas.


... percebo que baixou completamente em mim a:





Soooocooooorrrroooooooo!

Uma visão tragico-cómica sobre as relações amorosas.



É fantástico aquilo que se pode encontrar no Youtube ...

terça-feira, fevereiro 15, 2011

É do BEST!


"Do Jeitinho que És (Ispantosa)"

Música fofinha do dia de S. Valentim


É favor praticar o amor!


Letra: Vasco Palmeirim
Música original: Bruno Mars, 'Just The Way You Are'.


DOWNLOAD, AQUI: http://http//radiocomercial.clix.pt/podcast/index.aspx?id=12


Os seus olhos, seus olhos
Piscam muito devido a um tique nervoso
O cabelo, o cabelo
Cheira a flores do campo. Ou será quitoso?
Ela é linda...
E eu digo-lhe todo o dia!

Eu sei, eu sei
Que aquilo que quero é tê-la ao meu lado
Pegar na mão dela
Que tem cheirinho a refogado

E sempre que ela me pergunta ¿estou bonita?¿,
É isto que eu digo:

Quando vejo tua face
Não há nada que eu mudasse

Porque és Ispantosa
Do jeitinho que és.

Quando te vejo à frente
Tu sorris e eu noto que te caiu mais um dente
E mesmo assim és ispantosa
Do jeitinho que és.

As suas unhas, suas unhas
São cortadas só com uma broca
O seu riso, o seu riso
É relativamente parecido com uma foca

Ela é linda
E eu digo-lhe todo o dia
E quando ela vai à rua
De chinelos e peúga
Ela mostra a todos o seu charme
E a sua verruga
E sempre que ela me pergunta ¿será estou bonita?¿, eu diiiiigo:

Quando vejo tua face
Não há nada que eu mudasse
Porque és Ispantosa
Do jeitinho que és.

Quando te vejo à frente
Tu sorris e eu noto que te caiu mais um dente
E mesmo assim és ispantosa
Do jeitinho que és.

És ispantooooooosa
Marabilhosa
E foi o Umberto Eco que escreveu o Nome da Rosa
ai foi, foi!

Porque afinal quem vê caras não vê corações! E, quem feio ama, bonito lhe parece! And so on, so on and so on!

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

« A vida normal por Carla Machado
PUBLICO, 24.8.2006


Todos passamos a vida a desejar a vida que não temos. Queixamo-nos do emprego, dos colegas que são chatos, do chefe que não nos dá valor, do muito que trabalhamos e do ordenado que é fraco.Reclamamos do tempo, que chove e não se pode ir à praia, que não chove e faz mal à agricultura, do sol que é pouco ou demasiado, do suor, do frio e do vento, do calor que nunca mais se vai embora e do Verão que nunca mais chega.A família cansa-nos, mas odiamos quando esta nos ignora; dizemos mal do amigos sem os quais não sabemos passar; suspiramos pelo fim do serão em que as visitas se vão embora, mas despedimo-nos combinando um novo jantar.Estamos fartos dos filhos, mas passamos o tempo a falar deles e a mostrar as suas fotografias aos amigos. O barulho que fazem enlouquece-nos, mas o silêncio da sua ausência é insuportável.Queixamo-nos do marido ou da mulher, que não são como dantes, que nos irritam, que não nos surpreendem, mas suspiramos quando nos faltam e reclamamos quando fazem alguma coisa com a qual não contávamos.Estamos no Algarve a suspirar pela frescura do Minho, no Minho damos por nós desejosos da brisa costeira, na cidade irrita-nos o artificialismo e em Trás-os-Montes formigamos com a ânsia de fugir à ruralidade.E do país, todos nos queixamos do país até ao momento em que "lá fora" concluímos com um orgulho disfarçado que realmente "comer, comer bem, só mesmo em Portugal".De queixume em queixume, passamos pela vida muitas vezes sem deixar verdadeiramente que a vida nos atravesse. E só quando somos roubados ao quotidiano que tanto maldissemos damos conta do tempo que perdemos nos lamentos sobre o tempo que os outros nos fazem perder.Há pouco mais de um mês, numa consulta que era suposto ser de rotina, foi-me diagnosticado um tumor. Felizmente benigno, como soube após 24 horas de espera. E, tal como seria de prever, naquele momento inicial em que o espectro de algo mais grave ainda não tinha sido afastado, o meu pensamento imediato foi: "Mas afinal porque é que eu estou aqui, afundada em Braga a trabalhar, em vez de ter já há muito tempo fugido para Bora-Bora?" Passado contudo tal instante, e nas 23 horas que se seguiram, foi da vida normal que tive saudades antecipadas. A vida normal: trabalhar, ir ao cinema, abraçar quem amo, rir-me das pequenas parvoíces do quotidiano, ver a minha filha a dormir e sentir o seu cheiro.A vida normal está aqui mesmo ao lado. E aposto que Bora-Bora tem imensos mosquitos.»


Descubro este texto hoje, quando há apenas três dias atrás recebi a notícia trágica do desaparecimento precoce da autora deste texto. Uma mulher admirável, uma guerreira.
É na adversidade que nos deparamos muitas vezes com a lucidez.
Palavras carregadas de sabedoria que vou tentar recordar e aplicar diariamente.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

A desmancha prazeres ...

Verdadeiramente hilariante!
Caso para dizer: Are you really talking serious?!

Encontrei esta pérola algures na web e achei que devia partilhar … Um alerta à comunidade!
Quase que aposto que quem escreveu este fabuloso artigo usa um número de soutien pequenino … mas isso já sou eu a congeminar …

Melhor é mesmo ler e tirar as próprias conclusões …

«Peito grande pode causar muitos problemas!Apesar de muitas mulheres sonharem ter o peito grande, este também tem muitos pontos fracos
Muitas mulheres queriam ter o peito grande, mas muitas vezes não sabem que ter o peito grande também tem desvantagens.

O peito grande não cabe na palma da mãoApesar de muitos homens acharem o peito grande muito atractivo e excitante, é pouco prático no que respeita a brincar com ele durante o sexo.
O homem consegue segurar peitos pequenos e médios na sua palma da mão, massajá-los e brincar com eles; fazê-lo com peitos maiores é ligeiramente mais difícil porque a palma da mão não é suficientemente grande.

O peito grande pode ser um obstáculo durante o sexoSe o peito for demasiado grande, pode tornar-se um obstáculo durante as relações sexuais. O tamanho pode tornar determinadas posições sexuais impraticáveis. Por exemplo, na posição de missionário, o homem não consegue pressionar o seu corpo contra o da parceira se ela tiver o peito grande. O problema também poderá surgir se a mulher quiser colocar a cabeça do parceiro no peito, no calor da paixão, porque ele terá dificuldade em respirar.
(…) »

Confesso que a primeira desvantagem é realmente arrasadora para quem pensa colocar umas próteses de silicone. Aliás, depois deste artigo e deste argumento, antevejo uma ida massiva a clínicas para realizar cirurgias de redução mamária! Ou então, e depois disto, não será só o tamanho de outras partes do corpo que contam. Afinal, o tamanho da palma da mão do parceiro (ou, parceira!) é fundamental!

Gosto sobretudo do cuidado em fornecer um exemplo ilustrativo do segundo argumento. Penso que só assim não restam dúvidas de que isso de bustos generosos é uma coisa de tal modo nefasta que chega a ser perigosa, ao ponto de sufocar alguém!!
Cuidado!!

Nasa apresenta: o Sol em 3D



Fico fascinada com a beleza da Natureza ...
Estas imagens são absolutamente assombrosas.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Several notes to self...

Urge visitar aqueles que mais amamos com regularidade.
Dizer-lhes o quanto gostamos deles, o quanto significam para nós.
Telefonar, escrever, email(ar) para aqueles que estão distantes no espaço mas não no nosso coração; diminuir distâncias e matar saudades.
Regar o nosso jardim de afectos com muito amor e dedicação.
Cuidar bem de nós, cuidando bem dos outros.
Aceitar-nos como somos, com defeitos e virtudes.
Agradecer a vidinha santa que temos, apesar de nos queixarmos de coisas tão simples como o facto de o tipo da padaria nos ter servido uma 1/2 leite fria ...
Perceber o quão abençoados somos por termos saúde, um lar, uma família, amigos …
Não são aceites desculpas, nem adiamentos.
Porque só temos uma vida, uma oportunidade.
E vale a pena esforçarmo-nos por não a desperdiçar antes que seja tarde demais.

(O mundo viu desaparecer hoje mais uma grande Mulher. Que deixou a sua marca em muitas pessoas, incluindo a mim, que tive o privilégio de a ter conhecido. Mais uma estrela no firmamento …)

Nada como começar a manhã percebendo que temos um herpes no canto da boca!

Die, evil herpes, die!!

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Coisas que vejo por aí ...

A adolescente imberbe entra no salão. Pedem-lhe que aguarde pela sua vez. Senta-se, pega num catálogo de penteados e desfolha-o, descontraída.
Na sua mente, bailam imagens do penteado que vai alterar definitivamente o seu visual, que a irá catapultar aos olhos do rapaz mais lindo do liceu…
Eis que chega a sua vez.
Colocam-lhe uma bata, pedem-lhe que se sente. Enquanto lhe lavam a cabeça, continua a sorrir a pensar naquela mudança e na reacção dos outros …
Será o máximo!
De toalha enrolada na cabeça, encaminham-na para uma cadeira.
À sua frente, um espelho reflecte a sua imagem. Decide que aquele é o momento da despedida do seu antigo eu.
No reflexo surge a imagem daquela que será a fada madrinha da transformação.
«Então, como vai querer cortar?» - pergunta, enquanto lhe desembaraça o cabelo com um pente.
Os seus movimentos são bruscos e sente algum desconforto perante a pouca gentileza … Responde.
«Franja, a direito!»
E, de repente, aquilo que seria idílico transforma-se num cenário horrendo.
«Franja a direito?! É que vai-lhe ficar horrível!»
Subitamente, os olhos enchem-se de água.
Perplexa, emudece enquanto o ser grotesco continua:
«Ah, não faça isso, que horror! Olhe vamos é cortar escalado e dar volume que isso é que se usa…»
A voz regressa e, de fininho, diz:
«Pronto, olhe, deixe lá. Corte só as pontinhas, se faz favor… »

Da perfeição do Cisne Portman ...



Eu só queria ser perfeita”, diz a personagem de Natalie Portman a certa altura de “Black Swan” ...
A desilusão enlouquece as pessoas. Os perfeccionistas perseguem objectivos com tal obsessão que perdem o sentido da realidade …
Cisne Negro dá pinceladas numa possível esquizofrenia de Nina, e vai apresentando aos poucos o seu mergulho num processo psicótico cada vez mais profundo. A partir de certo momento, ela não consegue mais distinguir entre a realidade e a alucinação, e passa a agir indistintamente em função de qualquer uma das duas como se fossem a mesma coisa.
Com a música envolvente de Tchaikovsky, percebemos na bailarina, o tempo todo, a rapariga perfeita construída socialmente: um cisne branco frígido, estéril e incapaz de aproveitar todo o seu potencial expressivo; e o cisne negro que se debate pela liberdade, agressivo, destruidor, erótico, e completamente estético.
O lado bom e o ruim convivem com a mesma pessoa.
Cisne Negro representa talvez um medo comum de que a fronteira entre o bem e o mal não seja nítida, de que para realizar coisas boas e belas podem ser necessários actos que sejam feios ou condenáveis.
Óscar para melhor filme? Duvido. Mas quanto a Melhor Actiz, será uma injustiça se Natalie não levar a estatueta para casa.
Em seis meses, ela sem dúvida transformou-se no Cisne Perfeito!

sábado, fevereiro 05, 2011

Directamente do meu fim-de-semana britânico...

.. aqui ficam algumas cenas deliciosas do Family Guy. Não sou fã da série, mas acho que nestes excertos estão talvez dos melhores momentos da série. Naquilo que é talvez um grande cliché acerca da cultura britânica!!!





quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Anseio pelo fim-de-semana ...

Expectativas em alta para ver e ouvir :



A música é absolutamente sublime.

Dá que pensar ...

O meu pai tem 74 anos e faz diariamente a pé o percurso que vai do Marquês ao Cais de Gaia.

Nas suas palavras, apesar de o frio convidar a ficar em casa «-Não se pode fazer a vontade ao corpo».

Eu tenho 30 anos e queixo-me de andar mais de cinco minutos a pé ...

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

...

Vocês sabiam que hoje é o Dia Mundial das Zonas Húmidas?

Já festejaram?

A Mulher que calçava sapatos de homem

Tirando os aspectos negativos de ter que andar de autocarro todas as manhãs (que são alguns, é certo, mas aos quais sobrevivo) confesso que acho divertido o facto de começar a conhecer as pessoas que, de segunda a sexta, me acompanham na viagem.

Entre elas, existem duas senhoras muito castiças, mas destaco a mulher que calça sapatos de homem.
Não é jovem, podia ser minha mãe. Usa roupas femininas, banais mas nos pés traz sempre calçado tipicamente masculino.
Num dia, mocassins pretos em verniz, noutros sapato de atacador em camurça castanha, entre outros modelos.
Dou por mim a olhar para os pézitos desta senhora curiosa por saber o seu sapatito do dia e, sobretudo, a pensar que ela tem uma ganda pinta!!

Nos restantes momentos da viagem em que não vou entretida a olhar para os pés dos passageiros, fecho os olhinhos e «medito» :)

Saudosismo ...



Este Vitinho é uma ternura!

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Ainda sobre cabelos (como é possível?!)

Hoje de manhã, ao finalizar o penteado, abro a gaveta da casa de banho, tiro a laca para fora e «Tzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz» no cabelinho.

Ao meu lado, atónito, com metade de cara barbeada e a outra metade coberta de espuma, o meu rico marico, diz-me:

- Laca?! É oficial, tu estás mesmo COTA!!

Depois de me partir a rir, respondi:

- COTA mas impecavelmente penteada, ah pois!!

segunda-feira, janeiro 31, 2011

E, de repente, saímos da nossa zona de conforto e mergulhamos na tela, num sub-mundo clustrofóbico, intenso e sufocante. Um mundo nada «Biutiful»
Uma obra-prima. Um soco no estômago.
Não tenho palavras para Javier Bardem neste filme. Fiquei com um nó na garganta tão grande!
Um colosso de talento.
Depois dos geniais Mundo Cão, 21 Gramas e de Babel, é imperativo assistir a Biutiful.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Ora, diz assim o meu horóscopo de hoje ...

« Tempo de arrumar o passado e tudo aquilo que já não faz sentido nesta sua fase de vida.
E a paz que encontrará dar-lhe-á uma serena disponibilidade para o futuro.»

Pronto, é desta que não me escapo a arrumar o roupeiro! Bem, algum dia tinha que ser! LOL

Surreal!

Hoje 12h35 - Atendo o telefone. Do outro lado da linha, um candidato que faltara à entrevista de emprego que tínhamos marcado para hoje, às 10h30 ...

Candidato: Está, daqui é o XPTO, nós tínhamos uma entrevista hoje às 10h30 ...

Eu: Pois tínhamos!

Candidato: Pois, sabe é que eu ... baldei-me! É que baldei-me completamente!! E só agora fui ao computador e percebi que me tinha esquecido da entrevista!

Eu: (muda e perplexa)

Candidato: Ouça, quando é que podemos reagendar isso?

Eu: (continuando muda e perplexa, decido reagir) Não podemos! Neste momento, não disponho de agendamento para breve. Não se preocupe, quando for necessário, nós ligámos, ok?! Passar bem, bom dia!!


E é isto. Quando penso que já vi tudo, aparecem-me estas «pérolas». Eu bem sei que a honestidade é uma virtude mas no que diz respeito a esta situação, já se tinha arranjado uma desculpa esfarrapada ...(não?!)

Lovely ...

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Agora a sério...

São Pedro, o frio é bom durante uns tempos, usamos acessórios bonitos, mas agora já chega. Não dá para aumentar só um bocadinho a temperatura? Assim congelo os neurónios e não consigo ser produtiva como a patroa quer.

Atentamente,

B.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

ADOREI


Pessoal do Bacalhau e outros afins,


ADOREI ver os "DEOLINDA" no Coliseu do Porto.


Foi sensacional, horas depois do concerto ainda cantarolava e dançava.


MUITO OBRIGADA pelo Presente!

sexta-feira, janeiro 21, 2011

domingo, janeiro 16, 2011

Mesmo com atraso...

Para a menina com um coração de mel, mando um beijo, soprado nas asas de uma borboleta cor de prata. É um privilégio caminhar contigo.
Parabéns!

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Dos Agentes Imobiliários (com quem me tenho cruzado)

Antes de dizer o que quer que seja, não posso deixar de manifestar a minha total perplexidade para com as reacções ao meu último texto.
Digamos que a intenção de mudar as águas do Bacalhau foi um pouco mais além e atrever-me-ia a dizer que não só as mudei como as agitei!
Estas reacções não só vieram comprovar que a temática capilar não só é uma preocupação nacional como também além-fronteiras!
:) Obrigadíssima!
Mais recentemente, tenho direccionado a minha energia para a temática imobiliária.

Dado que tenho um imóvel para arrendar ou (preferencialmente) vender, lidar com agentes imobiliários tem sido uma experiência constante e, diga-se, muito reveladora.

Como diriam os americamos atrevo-me a resumir «in a nutshell» esta interacção como «desastrosa».

Se tivermos em linha de conta que hoje em dia que a procura de empregos é tremendamente superior à oferta dos mesmos, om lógico será esperar o máximo profissionalismo e eficiência dos profissionais que connosco se cruzam. Tudo, claro, em busca da sobrevivência, que é como quem diz, da conservação do empreguinho...
Certo?
Errado!
Não generalizando e cingindo-me apenas à minha experiência com meia dúzia de profissionais da área imobiliária, devo dizer que observo exactamente o oposto.

Em todos eles, consegui isolar uma série de características que são absolutamente o oposto daquilo que eu considero (ainda) ser o perfil de um profissional competente.
Ora a saber:

- Tremenda Falta de Pontualidade (é que não há uma única vez que não leve seca!!)

- Ineficiência Total na Gestão de Contactos
(« Desculpe, apercebi-me agora que estava a ligar para o seu numero profissional e que me havia pedido para lhe ligar para o número pessoal...»)

- Incapacidade de Gestão de Tempo e de Prioridades
( «Ah, vem a caminho para a reunião? Ai! Peço desculpa mas esqueci-me completamente! Podemos adiar? ... Não?! Então, então, pode ser para depois do almoço que está quase a ser?» ou
« Amanhã tem o meu email na sua caixa de correio, se calhar ainda mesmo hoje à noite!» (pois, até hoje ...)

- Ausência de Ética
(«Sim, claro que está em boas mãos, apenas andamos dois meses sem publicitar o seu imóvel com a informação correcta porque, pronto, a culpa foi da sua comercial que por acaso agora até já nem trabalha connosco... Mas agora com a nova vai correr tudo bem!!»)

- Deficiente escuta activa ou amnésia
(«Ah,afinal o valor do condomínio não é o que andamos a publicitar. Ah, tínhamos dito isso? Ah....ZZZZZZZZZ)

Isto tudo para dizer que parte das brancas mais recentes já têm explicação!!

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Resgatado do fundo do baú...

O texto abaixo foi resgatado do fundo do baú … Foi escrito meses antes de fazer 30.
Agora, ao relê-lo, concluo que nada do que escrevi faz sentido ...
Deve ser da maturidade de quem tem já 30 anos e 3 meses, suponho?!
De qualquer modo, como diria a minha cara amiga Maria, eu mesma me admiro com a minha capacidade para dissertar sobre cabelos.
Terei passado certamente ao lado de uma bela carreira de cronista da área capilar, decerto...
LOL


Dizem que a entrada nos trinta assinala o auge feminino. Estou a escassos meses de completar essa idade - que é para mim mais bizarra estranha do que os costumes dos habitantes da Patagónia - e posso jurar que sinto tudo menos que caminho para o pódio.
Conversando um dia destes com mais duas amigas sobre celulites e coisas afins, cheguei à conclusão de que se me fosse concedido um derradeiro desejo ao génio da lâmpada todo o meu agradecimento recaíra no facto deste me voltar a conceder o meu cabelo de adolescente, com zero brancas pelo meio. Na verdade, de todos os males da idade, as brancas vieram desestabilizar a minha vida de tal maneira que grande parte da minha vida gira em torno de contagens decrescentes até à próxima coloração. Se, por um lado, o ritual do tingimento dos fios capilares é para mim como que uma tortura, por outro lado, o resultado é uma bênção. É como se passasse dos cinquenta novamente para os vinte (vinte e seis, vá).
O pior é que desde os últimos tempos que a coisa se tem vindo a agravar. O milagre das tintas parece estar a desistir de mim, porque ultimamente saio do cabeleireiro já com duas ou três brancas a brilharem no alto da minha cabeça, orgulhosas do facto de terem adquirido uma misteriosa imunidade face ao poderoso químico que parece tingir tudo (orelhas, testa, toalha (!)) menos o que deveria.
Mas isto não é tudo. A agravar a situação, o meu cabelo, outrora farto, ameaça tornar-se numa fina película a cobrir-me a nuca. Cai de tal forma frequente e descontrolada que, por onde passo, pareço deixar um rasto de cabelos atrás de mim. Mais uma vez, recorrendo à ciência capilar, tenho feito uso e abuso de todas as mezinhas que apanho pela frente, desde pozinhos multi-vitamínicos solúveis até às típicas ampolas que me dão cabo da paciência porque demoram demasiado tempo a aplicar e, sobretudo, porque obedecem a rotinas, um sacrifício e convite irresistível à desistência.
Sempre detestei rotinas e desde que casei que tentei impedir que estas se instituíssem nas nossas vidas. Não existe dia fixo para visitar os parentes, para estar com os amigos, ir ao cinema e muito menos (!) para actividades do casal … Como a rotina dos cinco dias úteis de trabalho tem um peso esmagador na minha vida penso que no facto de não existir rotinas na minha vida pessoal encontrei uma bóia de salvação da insanidade total. Pelo menos assim o quero acreditar.
Estava a falar do meu cabelo e comecei a perder o rumo da conversa. Isso em mim é tão habitual que algumas pessoas já me disseram que sou muito faladora ou uma ‘’fala barato’’. Nunca cheguei a perceber as exactas percentagens de crítica e de elogio subjacentes nessa apreciação, mas a verdade é que cada vez mais me estou nas tintas para o que os outros pensam sobre mim.
Até porque, se há uma coisa de útil em envelhecer, é a dita sabedoria. A minha, apesar de embrionária, diz-me que serei mais feliz se deixar de considerar as opiniões sobre minha pessoa que são proferidas por pessoas pelas quais não tenho profunda admiração e que me despertam vontade súbita de tirar a sesta. E a verdade é que até me tenho dado razoavelmente bem seguindo esta teoria.
No fundo, o que de bom têm as nossas crenças é que são como os leggings, um dia estão na moda, no outro estão fora dela. E é por isso que acredito cada vez mais que as pessoas mais felizes tendem a mudar de opinião mais vezes e a ter cada vez menos certezas na vida. Porque ao ritmo de mudança que hoje experienciamos tudo é posto em perspectiva de forma tão veloz que se não somos flexíveis e preferimos ver a coisa apenas ‘’à nossa maneira’’ quando dermos por ela, estamos sozinhos e infelizes.
Nada disto faz sentido se pensado no abstracto. Um exemplo em concreto: a questão da despenalização do aborto. Se há uns anos tinha uma opinião, hoje tenho outra que é o oposto. O que aconteceu dentro de mim? Aprendizagem. Já é positivo, significa que pelo menos o meu sedentarismo crónico ainda não atingiu o meu cérebro.
Ora, voltando ao cabelo parece passar-se o oposto. Parece que quanto mais tempo passo a cuidar dele, menos conhecedora dele me torno, porque por um lado, e apesar de todos os meus esforços e serúns milagrosos, as pontas continuam a espigar e, por outro, quanto mais prancha alisadora lhe ponho em cima, mais o estafermo teima em encaracolar.
Desistir seria admitir um fracasso e penso que ainda sou demasiadamente jovem para assumir tal peso nas costas. Até porque, uma vez que se fala nelas, diga-se que a entrada nos trinta não estão a correr nada bem nesse campo. No espaço de dois anos, um médico comunicou-me que tinha um ombro mais acima do que o outro (o que é aborrecido para usar tops), ameaçou-me com uma hérnia discal que posteriormente foi desconfirmada mas que me obrigou a passar pela experiência claustrofóbica e ensurdecedora de uma ressonância magnética e pelo trauma de picadas e choques de agulhas da electromiografia ao braço esquerdo. Como se não bastasse sentir-me como um fruto que apodrece, eis senão quando um personal trainer me encosta literalmente a uma parede, olha para a minha curvatura lombar e prenuncia o meu fim: ‘’Você com essa lordose (i.e. curvatura pronunciada no final das costas, na zona do cóccix) e da maneira como tem essas costas ao terceiro mês de gravidez vai para casa e fica de cama até ao final’’. Não satisfeito ainda adicionou mais pesticida à fruta já de si podre e rematou: ‘’E que dizer dessas clavículas assim sem massa muscular e só osso? Num acidente a 50 à hora, fica paralisada na certa’’.
Há que ser muito resiliente e, como dizem os brasileiros, ouvido duro para ignorar estas sentenças apocalípticas. Mas a verdade é que não só consegui ignorá-las como direccionar toda a minha atenção e preocupação para o meu drama capilar. Afinal de contas, o cabelo embeleza sobremaneira uma mulher.
Bom, ainda acerca de génios da lâmpada e de concessão gratuita de desejos, creio ter desiludido a minha barriga da perna que não se viu contemplada com uma atençãozinha do génio omnipotente.
A verdade é que, se há capítulo virado definitivamente no meu livro de aflições femininas e que não transita para a década dos trinta, é a que contempla a temática pernas e toda uma secção dedicada à barriga da perna, gémeos incluídos. Palavras como: presunto, troncos de árvore e garrotes deixaram de ter duplo significado e de estar associadas à justificação pela qual me recusava a usar qualquer tipo de roupa (vestido, saias, calções) que não cobrisse as minhas pernas. Presunto passou apenas a ser uma iguaria saborosa em combinação com melão e os troncos de árvore passaram a ser única e exclusivamente isso mesmo: troncos de árvore. E, já agora, garrotes são apenas pedaços de madeira que evito pegar para não infligir ainda mais danos nas minhas já de si desidratadas e degeneradas vértebras lombares
A partir do momento em que ultrapassei essa barreira todo um novo mundo se abriu perante mim, ou melhor, perante os meus joelhos que passaram a ver mais vezes a luz do dia.
A parte menos boa da coisa é que me tornei viciada em vestidos. Lisos, floridos, a direito ou plissados, não interessa. Os meus olhos estigmatizados e recentemente míopes brilham com vestidos. E o facto é que tendencialmente os compro não muito justos, com a desculpa de vão ser roupas úteis no período da gravidez.
Porque a mudança é uma constante da vida, a gravidez antevê-se não só como um estado de graça a curto-prazo …
Sim, o meu cabelo irá ficar ainda mais fraco, e sim, as unhas e os dentes ficaram fraquinhos. A circulação irá piorar e as pernas se já antes inchavam com o calor e o cansaço irão nessa altura duplicar de tamanho. Ainda assim, teimo em caminhar nesse sentido.
Mas como antes dos trinta anos tal não irá acontecer, resta-me discorrer sobre temas tão centrais como cabelos, vestidos, drenagem linfática e carreira. Porque graças a Deus, de Amor estou bem servida e porque a felicidade não cabe nas palavras.
E chegada ao fim da página, percebo que a subida ao pódio nos trinta anos não passa por ter uma cabeleira farta, nem tão pouco umas pernas Olívia Palito. O que mói o juizinho, o que aborrece mesmo é entrar nos trinta anos e perceber que tudo permanece aborrecidamente igual aqui neste cubículo estéril de inspiração, entusiasmo e vida em que a motivação é um pequeno punhado de notas que ao final do mês servem, pelo menos, para comprar tinta de cabelo.

Das coisas que eu não aprecio nos dias de chuva ...

... o meu afro-penteado.

Desço o elevador de manhã com o cabelo imaculadamente liso, escorrido, chapinha nota 10.

Chego à estação de comboios e toda eu sou caracoís e juba.

Esta fase da Tina Turner ou passa rápido ou começo a trazer o Babyliss para o emprego!

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Oi?

Só para dizer que não gosto quando me tocam à campainha e assim que eu respondo Bom dia/ Boa tarde, a pessoa fica a olhar para mim em silêncio. Deve estar à espera que eu adivinhe qual dos elementos que habitam a minha bela maison eu devo chamar. E se eu disser que mamã e/ou papá não está, continuam em silêncio. Ah, agora devo adivinhar se a pessoa quer deixar recado ou não. (Tão lerdinha que eu sou.)

terça-feira, janeiro 04, 2011

Constatação

Temos imensos seguidores!!

segunda-feira, janeiro 03, 2011

A modos que vim cá mudar as águas ao Bacalhau, que é como quem diz, encetar o Ano Novo para o rapaz que ultimamente, coitadinho, anda em estado de coma profundo...
Ninguém sabe se é do frio que congela os dedinhos de quem tecla, mas o que é certo é que o rapaz ainda respira.
Bom Ano Bacalhau!!