quinta-feira, dezembro 02, 2010

Uma parábola sobre liderança - Luís Fernando Veríssimo

Uma empresa entendeu que estava na hora de mudar o estilo de gestão e contratou um novo gerente geral.
Este veio determinado a agitar as bases e tornar a empresa mais produtiva.
No primeiro dia, acompanhado dos principais assessores, fez uma inspeção à toda empresa.
No armazém todos estavam trabalhando, mas um rapaz novo estava encostado na parede com as mãos no bolso.
Vendo uma boa oportunidade de demonstrar a sua nova filosofia de trabalho, o novo gerente perguntou ao rapaz:
- Quanto é que você ganha por mês?
- Trezentos reais, porquê?... Respondeu o rapaz sem saber do que se tratava.
O administrador tirou OS R$ 300,00 do bolso e deu-os ao rapaz,
Dizendo:
- Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça e não volte aqui nunca mais!
O rapaz guardou o dinheiro e saiu conforme as ordens recebidas. O gerente então, enchendo o peito, pergunta ao grupo de operários:
- Algum de vocês sabe o que Este tipo fazia aqui?
- Sim Senhor ... Responderam atônitos OS operários.
- Veio entregar uma pizza e estava aguardando o troco.

"Há pessoas que desejam tanto mandar, que se esquecem de pensar"

(Obrigado Li pelo mail)

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Fernando Pessoa


Porque ontem não houve tempo, aqui fica a minha homenagem a alguém que sabia muito. Alguém que se sentia "muitos" e brilhantemente os deu a conhecer.

Identifico-me bastante com as suas palavras, por isso não consigo escolher o meu poema preferido.

Estejam à-vontade para o fazer...

terça-feira, novembro 23, 2010

sexta-feira, novembro 19, 2010

sábado, novembro 13, 2010

You Can Dance if You Want....



.. e eu quero!!!

Inauguro o meu fim-de-semana a dançar pela casa ao som dos loucos anos 80!!!

PS - Eu estou sempre a dizer mal dos anos 80, mas quando vou a Brick Lane, sinto me transportada no tempo para essa década dourada do "xunga". São as lojas vintage, são as lojas de coisas em segunda, terceira e quarta mão (e fiquemos por aqui)... São os arty-pop, trendies, Bricklanes, Dickheads, .. (you name it) e estamos de volta aos 80´s. A parte mais louca é que às vezes penso que gostava de ter sido teenager nos anos 80 e não nos 90.... Devia ter sido muito mais giro!!!

quarta-feira, novembro 10, 2010

Amigo Oculto.............

Feito o sorteio, mesmo sem a presença do do Governador Civil primo da Rainha Betinha, resta começar a pensar nas prendas e ir às compras!!!!
Com amizade...
P&J ou J&P (prós amigos)

sexta-feira, outubro 22, 2010

Bom fim de semana ao sabor da ondulação do mar da Bahia ... :)

A seguir a Nova Iorque, o nosso destino de eleição é, sem dúvida, o Brasil.
A Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, Búzios, Porto Galinhas, Recife, Costa do Sauípe e Salvador da Bahia.
Já tive o privilégio de visitar todos estes lugares cheios de luz, vida e beleza.
E esta musiquinha fez-me revisitar esses dias de paraíso vividos em Salvador.
Dá-nos vontade de aproveitar a vida, contagia de alegria, liberdade!!

Fortemente recomendável!!

domingo, outubro 17, 2010

Nine

Ok, é um filme musical baseado num musical da Broadway... mas tem o Daniel Day-Lewis e este homem consegue ser fantástico em todos os personagens que encarna - é brutal. E tem umas quantas belas senhoras a fazer-lhe companhia: a Dame Judi Dench, a Diva Sophia Lorenn, a Penélope Cruz, a Nicole Kidman, a Kate Hudson e a Fergie. Apesar das cantigas e musiquetas, vale a pena.

E fiquei com tanta vontade de ir a Itália!!!!!!!! Já que não posso voltar no tempo e viver nos magnificos anos de ouro das divas italianas do cinema.

segunda-feira, outubro 11, 2010

«Como te sentes com 30 anos?»

Essa foi a pergunta que mais me fizeram no passado dia 08.

Com esta música dos meus amados Pearl Jam respondo ...




Em tranquilidade, feliz, completa, bem comigo mesma e com os outros.
Porque a sabedoria do passar dos anos tem vindo a mostrar-me que o dia a dia é muito mais poderoso do que jamais sonhariam os nossos sonhos.
Como disse John Lennon, a vida é o que acontece enquanto fazemos planos.
E eu quero vivê-la sem perder nadinha da fita!!

sexta-feira, outubro 08, 2010

quinta-feira, outubro 07, 2010

Sãozinha ilustra conto infantil. Uma pareceria de sucesso. A não perder!


A história que vou contar-te passou-se há muitos anos, na cidade do Porto. Ora escuta. Era uma vez um menino sem tempo para ficar quieto. Quando se cansava de ler ou de brincar sozinho, uma névoa toldava-lhe os grandes olhos castanhos. Sabia que apenas o deixavam sair se fosse para ir à escola, ou a recados à mercearia do senhor Carvalho ou à «loja das miudezas», como a mãe chamava a uma locanda onde uma doce senhora de olhos vesgos vendia carrinhos de linhas, botões, colchetes, fivelas e elásticos. Por isso, o João – era este o nome do menino passava horas sem fim à janela.

É assim que começa o Conto da Travessa das Musas, uma história de encantar e um desfiar de memórias e outras histórias. Um livro para pais, avós e netos .....




APRESENTAÇÃO DIA 9 de OUTUBRO, na BIBLIOTECA MUNICIPAL DO PORTO, pelas 16:30, com a presença do autor JOÃO PEDRO MÉSSEDER e da ilustradora MANUELA SÃO SIMÃO.À apresentação seguir-se-á uma actividade/workshop dinamizada por Manuela São Simão.

terça-feira, outubro 05, 2010

Nos meus vôos não há nada disto.....



E se as hospedeiras do seu voo fizessem a demonstração de segurança com coreografia à Lady Gaga e música à medida? Se apanhar um voo na Cebu Pacific, das Filipinas, poderá viver essa experiência. No YouTube, o vídeo tornou-se viral e é mais um fenómeno net. Ao som de "Just Dance", as hospedeiras dançam os conselhos. A companhia sublinha que os passageiros recebem primeiro as habituais e sérias recomendações de dança e que depois é que chega a dança. Segundo uma responsável pelo marketing da empresa, Candice Iyog, citada pela CNN, a dança tem sido muito apreciada pelos passageiros e, por isso mesmo, será introduzida em mais voos: “Não pomos em causa a segurança em nada do que fazemos”, sublinha, “apenas queremos divulgar a cultura da diversão”. O detalhe: o vídeo original no YouTube já ultrapassou 6,5 milhões de visualizações em cinco dias, sendo referenciado como disponibilizado por um passageiro da Cebu e não pelo seu departamento de marketing. Pelo YouTube, encontram-se já outros vídeos relacionados, como um que dá a entender tratar-se dos ensaios das hospedeiras para a dita coreografia - também neste caso, colocado no portal por um utilizador e sem referência ao marketing da Cebu. Seja como for, o certo é que melhor e mais barata publicidade como a que se consegue com vídeos que têm a sorte de se tornarem virais (e notícia em sites e blogues como este...) não há.

In Fugas

Oliveira e a República

Manoel de Oliveira é mais antigo que a República e está de melhor saúde.

sábado, outubro 02, 2010

Marjorie Miller

Miller was an illustrator of children’s stories and periodicals around 1924-1935.





Lindo. Vejam mais aqui.

quarta-feira, setembro 29, 2010

sexta-feira, setembro 24, 2010

Com votos de um bom fim-de-semana*



* e não é que os meus posts mais recentes são todos a desejar bom fim-de-semana!
Depois da heroína Sandra Priscila, tive hoje o insight: o nome da próxima protagonista da sequela de «Querido, mudei de emprego» será Naomi Roxana.

De origens étnicas diversificadas, esta personagem promete arrasar os corações masculinos e fazer com que as leitoras roam as unhas até fazer ferida.
Um romance com muita paixão, pimenta, piripiri, rúcula e, claro, ENO digestivo.

Over and out

domingo, setembro 19, 2010

Festival de Sensações


Enquanto as crianças faziam ali ao lado marionetas, a partir de tudo o que o mundo dos homens geralmente deita fora, do outro lado do jardim decorria uma das três histórias do espectáculo "Petites histoires sans paroles", integrado no Festival Internacional de Marionetas do Porto. No meio de tantas avanturas, um saco devorava as marionetas que lhe apareciam. Uma aventura em que uns salvam outros, em que as marionetas descobrem quem as manipula, em que o som dos pássaros completavam na perfeição o som que o músico extraía do seu laboratório musical. Lembrei-me de pessoas assim, que devoram quem as procura conhecer, e depois lembrei-me de pessoas que nos salvam.




Nós riamos e tentavamos prestar atenção ao teatrinho, mas era complicado quando ao nosso lado tinhamos crianças com gargalhadas apetitosas, que se repetiam uma e outra vez. Mesmo ao nosso lado, duas meninas conversavam sobre acontecimentos das férias e uma delas explicava que o homem que viu na praia a nadar "era mesmo muito grande, do chão quase ao tecto da praia!". Do outro lado, um menino no colo do pai perguntava com alguma apreensão "a mão vai morrer?". E eu não conseguia deixar de sorrir.





"Seremos nós marionetas?", perguntavamos em silêncio...


E quando retomavamos o caminho de regresso a casa, pelo meio do jardim, começamos a ouvir pequenas risadas, abafadas mas sem sucesso. Olhamos melhor e apanhamos em flagrante as marionetas de pedra perdidas de riso! Eram 13, a rir uns dos outros, a rir do mundo, e rir de nós. Um menino aproximou-se admirado e, estendendo o dedo de forma hesitante de início, imitou o marionetista no gesto de fazer cócegas na palma do pé do homem pequenino com gargalhada de pedra. E eu podia jurar que vi este ser petrificado inclinar-se ainda mais, acompanhando as nossas risadas.

Eu gostei deste domingo à tarde.

sábado, setembro 11, 2010

A banda sonora do meu fim-de-semana ....



PS - 3€ em qualquer FNAC perto de si!! lol

PS 2 - Bom fim-de-semana

quinta-feira, setembro 09, 2010

Tenho acontecido ultimamente. Senão, vejamos:

Descolei e senti o estômago a subir à garganta. Depois não queria outra coisa.


Outras alturas houve em que esperei e desesperei... Em terra firme, a vida nem sempre rola como é suposto.





Arrisquei tudo! Experimentei.







O mundo é uma casca de noz, tenho dito amiúde. Mas também é preciso passar as passas do Algarve para poder viajar e conhecê-lo…

Praga, Rua Nerudova




Algarve, algures...






Madrid, Plaza Mayor.


Não sei para onde vou a partir daqui. Para já vou dançar, dançar "'till the end of love"...











segunda-feira, setembro 06, 2010

Obrigada obrigada obrigada!

A minha festa de aniversário (sim, foi uma grande festa!) foi a melhor que podia alguma vez ter imaginado.

Amigos, música, muito carinho e sorrisos imensos. Faltou apenas uma princesa... mas mesmo essa esteve no meu coração.

Eu gosto muito de vocês. Mas isso não é novidade...

segunda-feira, agosto 30, 2010

domingo, agosto 29, 2010

No ano em que a Joaninha turns 30 todos lhe pedem que volte, que volte.
Bata asinhas e regresse.
Que o sonho comanda a vida e é tempo de ele assumir os comandos.

Feliz Aniversário amora.
love u

segunda-feira, agosto 16, 2010

Am I one?



O Pedro diz que SIM, depois de eu ter lido as 586 páginas d' O Jogo do Anjo em menos de 6 dias. :))))))

quarta-feira, agosto 04, 2010

...

Comprei um produto para o cabelo, mas só quando cheguei a casa reparei que o mesmo deve ser usado à noite antes de deitar.

Se eu o usar durante o dia, o cabelo sabe e o creme já não funciona ou pensa que já é noite e faz milagres?

quarta-feira, julho 28, 2010

SÉTIMO MANDAMENTO

INVESTE NUMA PROLE NUMEROSA
(E ACEDERÁS AO FANTÁSTICO MUNDO DE NEVERLAND)

sexta-feira, julho 23, 2010

Sugestão de fim-de-semana


A vida é um milagre de Emir Kusturica. 2h 30 minutos de uma beleza sem palavras. O cenário é lindo. As músicas são imensamente divertidas. Os personagens são hilariantes - obviamente, pois é um filme do Kusturica. E o cão, o gato e a burra são de rir até ficar com dores de barriga!! Tentei encontrar um vídeo no you tube para postar, mas não fazem justiça ao filme. Vão ver o filme....

domingo, julho 18, 2010

No meu sotaque, Arto Lindsay

Deixo-vos com a minha obsessão do momento....



PS - Ignorem o vídeo, que é apenas uma imagem sem sentido. Curtam só a música!!!

quinta-feira, julho 15, 2010

sábado, julho 10, 2010

Sem comentários...

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade. Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

By Miguel Sousa Tavares

sexta-feira, julho 09, 2010

Aqui e Agora

"É difícil viver no presente. O passado e o futuro continuam a atormentar-nos.
O passado com remorsos, o futuro com preocupações. (...)
Mas piores que as culpas, são as preocupações.
As nossas preocupações enchem-nos a vida de "o que será se": o que será se fico desempregado; o que será se o meu pai morrer; o que será se não tiver dinheiro suficiente; o que será se a economia enfraquece ainda mais; o que será se estala uma guerra?
(...) os verdadeiros inimigos da nossa vida são os "deverias" e os "ses".
São eles que nos puxam para um passado que não se pode modificar e para um futuro imprevisível.
Mas a vida real tem lugar aqui e agora."

"Aqui e Agora" de Henri Nowen (texto retirado de http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/)

quarta-feira, julho 07, 2010

Confissões de uma fala-barato 2

Estou velha. Quem o diz não sou eu, mas sim a minha sobrinha de doze anos que, com a docilidade (?!) típica da adolescência mo informa.
Tudo aconteceu a meio de uma refeição entre família e de tal forma imprevista e abrupta que quase me engasguei com o pedaço de pão que tinha na boca. Foram precisos bastantes copos de água para fazer passar não o pão, mas sim o nó de estupefacção com que fiquei pela goela abaixo.
Vamos por partes. Na sequência de uma cena típica de negociação parental em que o tema é idade suficiente para sair à noite só com as amigas e uma vez que não se chegava a um número consensual, eu, tia preocupada com o bem-estar emocional das pequenas (embora agora um pouco já algo para o crescidas) resolvi intervir e prontificar-me para mediar a integração no meio nocturno, com peso e medida. Basicamente disse:
‘’Se não queres ir com os pais, porque até compreendo que tenhas vergonha e tal, podes ir comigo, hã? Fingimos que somos irmãs, hein? Boa?’’ – propus com a melhor das intenções e com o pretensiosismo desmedido típico da tia ‘’porreiraça’’.
Do outro lado, um redondo ‘’Não quero’’.
‘’Como assim não queres?’’ – questionei, espantada mas ainda descontraída.
‘’Contigo não quero ir! É a mesma coisa que ir com os meus pais, olha!’’ – a diabrete atirou.
Olhando em redor, perante pais, avós, irmã mais nova e bebé incluído, e vendo que escutavam atentamente o diálogo em silêncio e aguardando pela minha resposta, balbuciei:
‘’Por acaso não estás a dizer … ha, hum …. que sou …. velha demais … para ir contigo sair?
Do outro lado, o disparo fatal.
‘’Sim, és’’
Este ‘’Sim, és.’’ foi dito com a despreocupação típica de quem come batatas fritas molhadas em gema de ovo, sem sequer parar para olhar-me nos olhos.
Vinda do meu lado esquerdo, como se não bastasse, ainda recebi uma cotovelada do meu esposo que, em plena violação aos votos matrimoniais e passo a citar ‘’…. na saúde, na doença, na vez em que constatas que estás a envelhecer, etc …’’, me diz:
‘’Pimba, toma! Quiseste armar-te e agora ouviste o que não querias!’’
Fiquei muda. Os olhos fixaram um ponto naquela mesa e nem sequer tive coragem de olhar as pessoas que estavam à mesa que, para disfarçar começaram a fazer barulho com os talheres e a falar coisas sem sentido com a bebé.
Na minha mente, bailavam afirmações cruzadas, vozes de indignação, de interrogação, de espanto:
‘’ Como é que é possível? Eu só vou fazer trinta anos, mas até nem pareço nada! As pessoas nunca me dão a minha idade, dizem sempre que pareço ter muito menos!! Será que estou a ficar com rugas? São as brancas, de certeza, estas malditas brancas que dão ar de velha! Buuuuuáááááááááa´!!!’’
Foi o fim da picada. A partir daí, penalizações nas prendas de Natal, aniversário e Páscoa seriam garantidas. A tia jovem e mãos-largas iria dar lugar à tia cota e forreta.
No calor da emoção, essa foi a sentença imediata para aquele tiro à queima roupa.
Em minha defesa, após ponderação, digo o seguinte:

Posso não estar preparada para mais nada nesta vida mas sei que: para mudar fraldas, aquecer biberões, apaziguar choros ou proferir baboseiras monossilábicas e sem sentido (e em voz alta !!) estou amplamente qualificada. Há doze anos atrás, esta mesma sobrinha que hoje me qualifica como ‘’fora do prazo de validade’’ não se importava nada com a minha idade. Para ela, o importante é que eu lhe garantisse o rabinho enxuto, o biberão na temperatura ideal e a horas condizentes com o seu relógio interno e, de preferência, colinho quentinho na hora de dormir.
Aliás, minto. O colo não era só na hora de dormir. Na fase dos seis meses, iniciou-se uma obsessão doentia de percorrer todos os cantos da casa. Como ainda não caminhava cabia-me a mim a função de garantir o transporte. Pois se existem os sightseeing bus., eu era para ela uma espécie de sightseeing arm. E posso jurar pela minha morte que aquele peso bruto alapado no meu braço esquerdo horas seguidas de indicador em riste a apontar o caminho por onde queria ir, contribuiu decisivamente para a minha desgraça lombar. Pondero, inclusivamente, atribuir aos colos excessivos o desnivelamento dos meus ombros. Ah pois é!
Estas crianças de hoje em dia são umas ingratas, umas egoístas, umas, umas jovens … eu sei lá!
E eu? E eu, hã?
Eu ... derreto-me com o olhar terno delas, com sorriso delas, com o abraço delas, com as ‘’graxas’’ delas para as levar ao cinema e a comer porcarias que os pais proíbem …
Persisto no erro e continuo a amá-las incondicionalmente. Tenha trinta, quarenta, cem anos.
E nada pode reverter essa situação.
Porque as crianças não mentem e ela não mentiu.
Apenas me relembrou que, com a idade dela, também sonhava com o dia em que podia ir à discoteca só com os meus amigos!! E, já na altura – e a memória não me falha – os tios, por mais que os adorasse, não estavam incluídos nessa saída!

Que calor!

Uma espreguiçadeira ou, vá, uma rede dependurada entre duas àrvores frondosas, o mar a meia dúzia de passos e um suquinho de maracujá na mesinha ao lado...

segunda-feira, julho 05, 2010

Dreams do come true!

Contdown para o realizar de um sonho. Depois de NY, só faltava mesmo este!!! :)
Até lá, trabalho, conduzo, cozinho e respiro ao som da minha banda do coração.
A que me faz sentir completamente ALIVE!!!

sexta-feira, julho 02, 2010

Confissões de uma fala-barato

Dizem que a entrada nos trinta assinala o auge feminino. Estou a escassos meses de completar essa idade - que é para mim mais bizarra e estranha do que os costumes dos habitantes da Patagónia - e posso jurar que sinto tudo menos que caminho para o pódio.
Conversando um dia destes com mais duas amigas sobre celulites e coisas afins, cheguei à conclusão de que se me fosse concedido um derradeiro desejo ao génio da lâmpada todo o meu agradecimento recaíria na benção deste me voltar a conceder o meu cabelo de adolescente, com zero brancas pelo meio. Na verdade, de todos os males da idade, as brancas vieram desestabilizar a minha vida de tal maneira que grande parte da minha vida gira em torno de contagens decrescentes até à próxima coloração. Se, por um lado, o ritual do tingimento dos fios capilares é para mim como que uma tortura, por outro lado, o resultado é uma bênção. É como se passasse dos cinquenta novamente para os vinte (vinte e seis, vá).
O pior é que desde os últimos tempos que a coisa se tem vindo a agravar. O milagre das tintas parece estar a desistir de mim, porque ultimamente saio do cabeleireiro já com duas ou três brancas a brilharem no alto da minha cabeça, orgulhosas do facto de terem adquirido uma misteriosa imunidade face ao poderoso químico que parece tingir tudo (orelhas, testa, toalha (!)) menos o que deveria.
Mas isto não é tudo. A agravar a situação, o meu cabelo, outrora farto, ameaça tornar-se numa fina película a cobrir-me a nuca. Cai de tal forma frequente e descontrolada que, por onde passo, pareço deixar um rasto de cabelos atrás de mim. Mais uma vez, recorrendo à ciência capilar, tenho feito uso e abuso de todas as mezinhas que apanho pela frente, desde pozinhos multi-vitamínicos solúveis até às típicas ampolas que me dão cabo da paciência porque demoram demasiado tempo a aplicar e, sobretudo, porque obedecem a rotinas, um sacrifício e convite irresistível à desistência.
Sempre detestei rotinas e desde que casei que tentei impedir que estas se instituíssem nas nossas vidas. Não existe dia fixo para visitar os parentes, para estar com os amigos, ir ao cinema e muito menos (!) para actividades do casal … Como a rotina dos cinco dias úteis de trabalho tem um peso esmagador na minha vida penso que no facto de não existir rotinas na minha vida pessoal encontrei uma bóia de salvação da insanidade total. Pelo menos assim o quero acreditar.
Estava a falar do meu cabelo e comecei a perder o rumo da conversa. Isso em mim é tão habitual que algumas pessoas já me disseram que sou muito faladora ou uma ‘’fala barato’’. Nunca cheguei a perceber as exactas percentagens de crítica e de elogio subjacentes nessa apreciação, mas a verdade é que cada vez mais me estou nas tintas para o que os outros pensam sobre mim.
Até porque, se há uma coisa de útil em envelhecer, é a dita sabedoria. A minha, apesar de embrionária, diz-me que serei mais feliz se deixar de considerar as opiniões sobre minha pessoa que são proferidas por pessoas pelas quais não tenho profunda admiração e que me despertam vontade súbita de tirar a sesta. E a verdade é que até me tenho dado razoavelmente bem seguindo esta teoria.
No fundo, o que de bom têm as nossas crenças é que são como os leggings, um dia estão na moda, no outro estão fora dela. E é por isso que acredito cada vez mais que as pessoas mais felizes tendem a mudar de opinião mais vezes e a ter cada vez menos certezas na vida. Porque ao ritmo de mudança que hoje experienciamos tudo é posto em perspectiva de forma tão veloz que se não somos flexíveis e preferimos ver a coisa apenas ‘’à nossa maneira’’ quando dermos por ela, estamos sozinhos e infelizes.
Nada disto faz sentido se pensado no abstracto. Um exemplo em concreto: a questão da despenalização do aborto. Se há uns anos tinha uma opinião, hoje tenho outra que é o oposto. O que aconteceu dentro de mim? Aprendizagem. Já é positivo, significa que pelo menos o meu sedentarismo crónico ainda não atingiu o meu cérebro.
Ora, voltando ao cabelo parece passar-se o oposto. Parece que quanto mais tempo passo a cuidar dele, menos conhecedora dele me torno, porque por um lado, e apesar de todos os meus esforços e serúns milagrosos, as pontas continuam a espigar e, por outro, quanto mais prancha alisadora lhe ponho em cima, mais o estafermo teima em encaracolar.
Desistir seria admitir um fracasso e penso que ainda sou demasiadamente jovem para assumir tal peso nas costas. Até porque, uma vez que se fala nelas, diga-se que a entrada nos trinta não estão a correr nada bem nesse campo. No espaço de dois anos, um médico comunicou-me que tinha um ombro mais acima do que o outro (o que é aborrecido para usar tops), ameaçou-me com uma hérnia discal que posteriormente foi desconfirmada mas que me obrigou a passar pela experiência claustrofobia e ensurdecedora de uma ressonância magnética e pelo trauma de picadas e choques de agulhas da electromiografia ao braço esquerdo. Como se não bastasse sentir-me como um fruto que apodrece, eis senão quando um personal trainer me encosta literalmente a uma parede, olha para a minha curvatura lombar e prenuncia o meu fim: ‘’Você com essa lordose (i.e. curvatura pronunciada no final das costas, na zona do cóccix) e da maneira como tem essas costas ao terceiro mês de gravidez vai para casa e fica de cama até ao final’’. Não satisfeito ainda adicionou mais pesticida à fruta já de si podre e rematou: ‘’E que dizer dessas clavículas assim sem massa muscular e só osso? Num acidente a 50 à hora, fica paralisada na certa’’.
Há que ser muito resiliente e, como dizem os brasileiros, ouvido duro para ignorar estas sentenças apocalípticas. Mas a verdade é que não só consegui ignorá-las como direccionar toda a minha atenção e preocupação para o meu drama capilar. Afinal de contas, o cabelo embeleza sobremaneira uma mulher.
Bom, ainda acerca de génios da lâmpada e de concessão gratuita de desejos, creio ter desiludido a minha barriga da perna que não se viu contemplada com uma atençãozinha do génio omnipotente.
A verdade é que, se há capítulo virado definitivamente no meu livro de aflições femininas e que não transita para a década dos trinta, é a que contempla a temática pernas e toda uma secção dedicada à barriga da perna, gémeos incluídos. Palavras como: presunto, troncos de árvore e garrotes deixaram de ter duplo significado e de estar associadas à justificação pela qual me recusava a usar qualquer tipo de roupa (vestido, saias, calções) que não cobrisse as minhas pernas. Presunto passou apenas a ser uma iguaria saborosa em combinação com melão e os troncos de árvore passaram a ser única e exclusivamente isso mesmo: troncos de árvore. E, já agora, garrotes são apenas pedaços de madeira que evito pegar para não infligir ainda mais danos nas minhas já de si desidratadas e degeneradas vértebras lombares
A partir do momento em que ultrapassei essa barreira todo um novo mundo se abriu perante mim, ou melhor, perante os meus joelhos que passaram a ver mais vezes a luz do dia.
A parte menos boa da coisa é que me tornei viciada em vestidos. Lisos, floridos, a direito ou plissados, não interessa. Os meus olhos estigmatizados e recentemente míopes brilham com vestidos. E o facto é que tendencialmente os compro não muito justos, com a desculpa de vão ser roupas úteis no período da gravidez.
Sim, gravidez que cada vez mais se antevê como um estado de graça a curto-prazo …
Bem sei que o meu cabelo irá ficar ainda mais fraco e que as unhas e os dentes ficarão fraquinhos. A circulação irá piorar e as pernas se já antes inchavam com o calor e o cansaço, irão nessa altura duplicar de tamanho. Ainda assim, teimo em caminhar nesse sentido.
Mas como antes dos trinta anos tal não irá acontecer, resta-me discorrer sobre temas tão centrais como cabelos, vestidos, drenagem linfática e carreira. Porque graças a Deus, de Amor estou bem servida e porque a felicidade não cabe nas palavras.
E chegada ao fim da página, percebo que a subida ao pódio nos trinta anos não passa por ter uma cabeleira farta, nem tão pouco umas pernas Olívia Palito. O que mói o juizinho, o que aborrece mesmo é entrar nos trinta anos e perceber que tudo permanece aborrecidamente igual aqui neste cubículo estéril de inspiração, entusiasmo e vida em que a motivação é um pequeno punhado de notas que ao final do mês servem, pelo menos, para comprar tinta de cabelo e vestidos.

Carminho gosta disto .... LOL

quinta-feira, julho 01, 2010

sexta-feira, junho 25, 2010

Novo Best- Seller Tuga, por Carminho Porcini

Depois de ler os Livros ''Comer, Orar e Amar'' e o ''Sexo, Intrigas e Glamour'' creio estar na posse do segredo por detrás destes sucessos literários.

Senão vejamos:


Sinopse ''Sexo, Intrigas e Glamour'':
Bette Robinson está prestes a fazer algo de absolutamente impensável: despedir-se do emprego no banco onde trabalha há cinco anos sem ter quaisquer outras perspectivas de carreira… E agora? Um pouco por um feliz acaso, Bette conhece Kelly, dona de uma empresa de Relações Públicas especializada em organizar os eventos mais estrondosos de Nova Iorque. Num ápice, Bette vê-se dominada por um mundo exuberante de festas de arromba até de madrugada, acesso às zonas VIP dos mais famosos clubes nocturnos e o convívio com as celebridades mais desejadas do momento... Uma viagem guiada pela Manhattan nocturna e um retrato divertido e inteligente do universo da beautiful people.


Sinopse ''Comer, Orar e Amar''
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e realizada, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.

Basicamente, nestes dois livros fala-se de:

1) Mulheres: existem duas mulheres que, a dada altura, mudam radicalmente a sua vida e partem em busca da Felicidade, do Amor e, já agora, da Espiritualidade (sem que, no entanto, deixem para isso de vestir e comer bem).

2) Mudança Radical

3) Cidades empolgantes e glamorosas: NY, Roma, Bali, ...

4) Dinheiro, Haute Couture, Media e ''beautiful people''.

Ora, posto isto e sem mais demoras, apresento-vos o mais recente best-seller tuga:


Sinopse de ''Querido, Mudei de Emprego''

Sandra Priscila tinha tudo para viver uma vidinha tranquila na Tugalândia: um empreguinho das nove às seis, um ordenado de seiscentos euros que lhe caía certinho na conta rendimento BES Cristiano Ronaldo, um carrito que não lhe dava muitas arrelias não fosse ter que o aspirar de quando em vez quando, roupinhas catitas da Zara com acessórios Parfois a condizer … Já para não falar no marido, um rapaz às direitas que amava Sandra Priscila do fundo do seu coração.
Mas Priscila queria mais, sonhava com mais!
Um dia, o seu marido, inconformado com a infelicidade de Sandra Priscila resolveu intervir decisivamente na vida da sua querida e estimada esposa.
Escreveu uma carta à SIC Mulher e candidatou-se pela mulher ao ‘’Querido, mudei de emprego’’.
Daí à realização do sonho foi um saltinho. Estava Sandra Priscila no seu guiché a atender mais um cliente rabugento, eis senão quando irrompe por lá adentro a Sofia Carvalho e um camera-man (jeitoso, por sinal) que a informa que irá ser vendada e conduzida numa Toyota van a local incerto.
Ainda que desconfiada, Sandra Priscila assentiu (sempre era melhor que permanecer no guiché) e deixou-se ir.
Já no local, eis que a loura platinada conta até três e retira a venda a Sandra Priscila. À sua frente, o mar. O programa presenteava-a com um novo emprego: em cima da praia da Luz, um gabinete novinho em folha, com uma fantástica exposição solar, um mini-bar cheio de Evian fresquinha e petiscos deliciosos, uma mesa Philip Starck com um novíssimo Mac Air, um Iphone, um Ipad e um Ipod todos eles com o nome Sandra Priscila gravado.
Em cima da mesa, um contrato de trabalho vitalício com um salário anual de seis dígitos. Para finalizar, um horário de trabalho das 10h00 às 15h00, com duas horas de almoço. A função: analisar as principais revistas de moda nacionais e comentar os mais bem vestidos.
Emocionada, Sandra Priscila agarrou-se ao pescoço de Sofia que, enojada com tamanha proximidade, logo mandou entrar o marido de Sandra Priscila e comunicou que toda a surpresa havia sido preparada por ele.
Sandra Priscila agradece ao marido a surpresa e promete não mais se esquecer de encomendar o jantar para os dois.
Rapidamente ambientada às suas novas funções, Priscila decide dar um passo mais à frente e nem decorrido um mês, decide divorciar-se do marido, alegando ‘’incompatibilidade de estilos de vida’’, nomeadamente em termos profissionais (o marido era vigilante nocturno num condomínio residencial).
Sandra Priscila havia subido na hierarquia social e sentia que era hora de mudar a todos os níveis. Se conseguira chegar até ali, porque não ir mais além, encontrar-se a si e, já agora, porque não, ao Amor?

E a capa será esta:



Tem letras cool e coloridas, tem uns Loubotins a apelar ao ''do chiquê!'', tem um rapaz de sonho da Abercombrie a apelar ao romance ... Tem tudo para vender bem!
Daqui a um ano serei eu, Carminho, a viajar com o meu amado Bilha pelo Mundo a gozar os eurinhos que as vendas me vão render!! :)

Smile or Die: a importância de manter o realismo e os pés assentes no chão

Numa altura em que se fala tanto em Psicologia Positiva e no livro ''O Segredo'' e na suposta importância de pensar positivamente para atrair coisas 'boas', aqui vai um banho de realismo num mundo cada vez mais surreal ...

Vale a Pena!

terça-feira, junho 22, 2010

"Abraça a Mudança"

No final do ano de 2009, aquando de brindes e desejos para 2010, a querida Betty brindou dizendo "Abraça a mudança!". Muitos sorrissos e risos se deram nesse momento. Todos concordamos que era um óptimo lema para 2010.

O que eu acho é que ninguém estava à espera que o mesmo fosse tão verdadeiro!

Hoje 6 meses volvidos das comemorações de Ano Novo, depois de muitos acontecimentos completamente imprevisto e de algumas novidades, posso concordar com a Betty: este ano é o ano de "Abraçar a Mudança!"

Estou ansiosa pelos outros 6 meses.

sexta-feira, junho 18, 2010

Continuando il giro di Roma ...

Entramos na Piazza Navona, uma das muitas praças romanas, mas a que mais nos agradou.
À entrada deparamo-nos com a Embaixada do Brasil (em Roma estão sedeadas centenas de diferentes embaixadas) e em frente, com um simpático grupo de músicos a tocarem temas conhecidos da bossa nova brasileira.
A Fonte dos 4 Rios de Bernini (um dos escultores preferidos do Vaticano) encheu-nos a vista com a sua beleza e proporcionou-nos o refrescar tão ansiado por quem andava a conhecer a cidade a pé debaixo de um calor que ultrapassava os 30 graus!
Por toda a Cidade, existem bicas onde centenas de turistas, como nós, se reabastecem de água. É potável, fresquinha e, por incrível que pareça, muito saborosa!
É também na Piazza Navona que encontramos reunidos artistas fantásticos, cujas aguarelas (sobretudo) eram verdadeiras obras de arte.
Aliás, em Roma respira-se talento no campo das Artes!!
As gelatarias animam-se com as gentes e esperar na fila por um gelatto italiano valeu bem a pena! De Stracciatela, como não poderia deixar de ser!

Nesta cidade parece não existir hora fixa para as refeições. Nas imensas esplanadas plantadas por toda a cidade, assistimos a pessoas a almoçar e a jantar fora das horas habituais. Efeitos dos fusos horários.
Por isso, desde as nove da manhã que ver pizzas acabadinhas de sair dos fornos a servirem de montra nas confeitarisa se tornou um cenário habitual.

Passear pelas ruas estreitas e mais escondidas de Roma é uma verdadeira delícia. Nelas encontramos desde lojas de artesanato variado a antiquários, livrarias, lojas de bicicletas (não fosse este, a par das Vespas, o veículo privilegiado de locumoção em Roma), lojas de roupa e, sobretudo, bairros floridos e incrivelmente acolhedores, com pessoas nas janelas a quem, por simpatia, se acena e que nos devolvem o gentilmente o cumprimento.

Não há pressa nestes caminhos, até porque a estrada de paralelos escorregadios não o permite. E é nesse vagar que se saboreia esta dolce vita e esse dolce fare niente tipicamente romanos.

Alguns exemplos do que vos falo....

Piazza Navona




















Explorando a Cidade e os recantos roma(nticos)