terça-feira, setembro 30, 2008

Nunca traquem as portas ...


Constatação

Já alguma vez tiveram a certeza que uma pessoa nunca vos iria desapontar independentemente do que essa pessoa fizesse ou dissesse?

Eu já! E por uma razão muito simples...

You can´t disappoint me, because whatever you are is exactly what I want.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Gostava de ter escrito estas linhas, mas não as escrevi. Não seria capaz de ser tão assertiva. As palavras (dos outros) têm isso de fantástico; depois de escritas podemos apoderar-nos delas como se fossem nossas. É incrível como, por vezes, os outros conseguem dizer exactamente o que sentimos sem nos conhecer e ironicamente, conhecer-nos melhor do que nós próprios. Sophia é exímia nesse aspecto. Ainda bem que ela me conhece.


Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade, para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com os teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto

Entre a praia e a serra...

(Amar é deixar tudo somente pelo teu olhar, pelo teu beijo, pelo teu toque... por ti.
Diz "Vem!"... e eu deixo tudo.)

quinta-feira, setembro 25, 2008

quarta-feira, setembro 24, 2008

Sonho.....

Fecho os olhos.
Vejo o mar da janela do quarto. Um mar calmo mas forte. O mar é sempre forte. Poderoso. Volto-me para dentro do quarto e sinto o vento que entra pelas janelas abertas. Um vento forte que faz abanar as longas cortinas. Longas cortinas brancas. O quarto é amplo, mas aconchegante. Branco. O meu olhar percorre o quarto. Percorro as paredes despidas e sem cor. A colcha de renda branca. As cortinas brancas. Risos doces interrompem-me o devaneio. Num dos cantos uma manta colorida. Brinquedos coloridos e de variadas formas espalhados no chão. Respiro fundo. Observo-os. Não se apercebem que ali estou. Que os observo. Brincam. Riem. Estão perdidos no mundo deles. São tão pequenos mas neles reside a força de duas vidas. De vidas inteiras. De vidas que vieram de mim. Têm vozes e risos doces. Rostos doces. Rostos de bebés. São tão frágeis e tão fortes. Serão capazes de aceitar todo o meu amor? Continuo a observá-los. Finalmente apercebem-se da minha presença. E riem ainda mais. Risos estridentes e cristalinos. Fecho os olhos. Penso que não me lembro como era tudo antes deles. Divago pelas memórias. Lá fora uma onda rebenta na praia e o som que produz é surpreendentemente tranquilo e calmante......
De repente tocam-me no ombro e tudo desaparece. È o revisor que insistentemente pede para ver o meu bilhete de viagem.....

Nasceu ...

Após a desordem, eis que finalmente foi aprovada a Lei que regulamenta a criação da Ordem dos Psicólogos.

Se será uma coisa boa ou não, o tempo o dirá. Espero eu que sirva para bem mais do que receptor de cotas.
Que sirva, por exemplo, para começar a separar o trigo do joio, no que respeita a profissionais provenientes das milhentas instituições que hoje têm a Psicologia e outras primas (tipo psicopedagogia curativa?!) no 'cardápio'...

Um dos requisitos para inscrição e passagem a membro efectivo na Ordem Psi é possuir uma licenciatura em Psicologia (isto no caso pré-Bolonha) de 5 anos - Check!
O seguinte é realizar um estágio profissional com duração de 12 meses - Check! (há 5 anos atrás!)
Será que conta ou teria que fazer outro? Hum...

De qualquer das formas se calhar já nem interessa dado o meu questionamento acerca do meu estado de alma Psi. Receio que esta notícia não tenha tido o impacto grandioso que certamente teria tido há pelo menos 5 anos atrás, em que acreditava na força das Instituições na defesa dos interesses dos seus membros e na imposição da dignidade da profissão.

Provavelmente não serei membro da Ordem, tal o afastamento contínuo da profissão. De mais a mais, fui-me afiliando noutras Associações e Grupos cujas cotas já me dão despesas que chegue.

Deixo sim, neste espaço virtual, um enorme desejo de que finalmente a Ordem consiga, de uma vez por todas, travar a exploração desumana e vergonhosa dos intermináveis e sucessivos estágios não remunerados que muitos dos nossos Psicólogos se vêem forçados a aceitar, agarrados a falsas promessas de um dia terem a verdadeira paga do seu trabalho e esforço.
Que o estatuto do Psicólogo passe do papel para a rua e que a profissão passe a ser reconhecida e remunerada em confirmidade.
Em suma, que se cuide deles.

E biba a 'Orde' dos Psi's ... mas só os do Minho que eu sou elitista :) : ) :)
É já dia 30 de Setembro que abre portas em Portugal (finalmente!) um Starbucks.
Pena ser em Alfragide ... Lá terei que me deslocar ao Sul para tomar o meu Latte maravilhoso!

De qualquer modo, fica a minha esperança consumista e verdadeiramente lattedependente de que a próxima abertura seja cá na Invicta.


É caro? É.
É saboroso? Absolutamente!

segunda-feira, setembro 22, 2008

domingo, setembro 21, 2008


Chegou o Outono...

Relato da viagem à nuvem de algodão

Notas musicais que lembravam a languidez e sabedoria orientais, a natureza, a terra e as pedras e a água. Notas que me entravam nos poros da pele e iam construindo o bilhete de passagem para aquele mundo onde ficamos quando nos sentimos seguros.
As velas que iluminavam os cantos da sala.
O mundo de odores que tocavam cada parte do meu corpo de forma distinta e que me traziam á boca sabores que ainda tentei inicialmente descortinar.
O toque da massagem que percorria o meu corpo.
A angústia que se esvaía… a respiração que se lentificava…

Estive deitada numa nuvem de algodão. Pena ter acabado.
Obrigado, muito obrigado.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Scriptus

A escrita sempre fez parte do meu ser. No entanto, isso não me torna numa escritora, nem tão pouco contribui para que aquilo que eu escrevo seja algum dia publicado ou sequer lido. Contudo, continuo a escrever como forma, talvez, de passar o tempo e de perceber o quanto é que dentro de mim existe para ser exteriorizado. É curioso que, neste momento, penso no quanto escrevia nos tempos de liceu! Escrevia imenso, quer para a escola, quer para mim. Tinha um diário onde, como qualquer jovem adolescente, relatava intensa e descritivamente os meus amores platónicos e impossíveis. Guardo ainda comigo esses registos, perante os quais não consigo deixar de me comover. Suponho que na altura devesse sofrer bastante com aqueles amores não-correspondidos mas o facto é que, conforme a minha escrita o revela, me escondia tal qual um ‘’patinho feio’’. Era insegura … mas nem por isso consigo deixar de recordar que era feliz. De uma forma generalizada sempre fui uma pessoa feliz. Extrapolando ou não a coisa, parte da minha felicidade reside no facto de possuir esta capacidade de deitar para o papel o que me vai cá dentro. À medida que o tempo foi passando e estava eu já na faculdade, começou a tradição entre as amigas de infância: a de que, por alturas dos aniversários, uma de nós escrevesse um texto e o oferecesse às restantes. E desse compromisso nasceram variadíssimos textos: uns cómicos, outros a roçar o drama e a tragédia. Estávamos a tornar-nos mulheres e essa evolução foi ritmando as palavras de cada uma. Nos momentos de uma maior desilusão perante a vida que deixava de ser tão ‘fácil’ como até aí fora, sabíamos que aí viria um texto comprido, com mais folhas do que habitualmente. O facto de sermos lidas entre nós aumentava a nossa cumplicidade, porque o estado da alma de cada uma apenas era alcançado pela outra através das palavras escritas e não das ditas. E uma vez partilhados esses escritos não era preciso dizer mais nada entre nós … Recordo um texto escrito por mim profundamente magoado com a vida (e altamente exagerado também na sua mágoa) em que comparava a amizade a um barco onde cabíamos nós as cinco e que ondulava nas agitadas águas da vida.
Quando o nevoeiro se desfez e deu novamente lugar ao sol, recomecei a escrever textos cómicos, relatos desenfreados das nossas vidas amorosas, ou na altura, da inexistência delas. Eram as crónicas da (falta de) sexo na cidade, evocando o nome da série de culto. Faziam um enorme sucesso e isso enchia-me de felicidade! E é isso que sinto de cada vez que escrevo algo que percebo que outra pessoa gostou de ler: uma enorme realização pessoal. Uma sensação de dever cumprido. Suponho que isso deveria fazer de mim uma escritora compulsiva mas a verdade é que a simples vontade não comanda a minha escrita. Algo em mim decide quando é que eu escrevo e a forma como o faço.
O certo é que, iniciando a escrita, depois fico embalada, num ritmo de crescendo que só cessa quando já não resta mais nada a ser dito.
Como agora, neste momento, em que me sinto conduzida por mim mesma a prosseguir e a ver onde isto me vai levar. Ainda não sei que rumo irei dar a esta história que quero contar, ainda não planeei os próximos capítulos (tão pouco sequer sei que irá ser dividida em capítulos ou se seguirá sem quebras). Apenas sei que agora não posso parar, nem quero.

‘’Estás a escrever? ’’
Aceno com a cabeça e continuo a escrever.
‘’ É sobre o quê? Posso ler? ’’ – prossegue ele.
‘’Depois, amor.’’ – digo-lhe sem que perceba que depois encontrará aqui registada a sua ‘’interrupção’’. Ele que é a minha inspiração na vida merece concerteza ler tudo o que eu escrevo.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Madonna actua este sábado para 75 mil pessoas ...

Ouvindo na rádio ''... we only got four minutes to save the world...grab a boy, grab a girl...''...

- Então meninas, não cantam? Não gostam de Madonna?
- Não.
- Não?! Porquê?
- Oh, ela é muito velha e para além disso tem cara de não ser nada simpática.

Nessa noite, sessão de Singstar renhido com Rhianna e outros Pop à mistura.
Mas sem Madonna, claro! ;)

Sofas e Mary não sao definitivamente fãs do Hardy Candy da Senhora!
Segredo: eu também não, confesso ...

segunda-feira, setembro 08, 2008

Wall-E


Brilhante!

Wall-E é um dos melhores filmes de animação que já vi.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Este menino tem uma voz deliciosa....

O futuro do Amor

«Meu amor, Pediram-me que imaginasse o que será o nosso amor daqui a 100 anos. Apeteceu-me dizer apenas que o nosso amor será o que sempre foi, o que já era há 100 anos. Mas parece que uma frase não chega. Vou dizer-lhes então que o amor é a razão de ser do ser humano, a que lhe dá sentido.
Um ser que sonha, que ama e que não pode viver sem sonhar nem amar está preparado para as mais terríveis provações, adapta-se a tudo, mas não pode viver sem sentido. Todos os dias oiço histórias de amor. Belas, belíssimas histórias, inscritas nas estrelas que brilham no céu dos amantes.
Têm desejo, fantasia, canções que tocam na rádio só para eles, cheiram a mar, a flores, a roupa lavada, têm frases de livros, brincadeiras e tolices, mistérios e segredos, cortesia e abandono, beijos roubados, suspiros e lágrimas...
Histórias que têm alegria e dor, esquecem o tempo, perdem-se no espaço, erguem muros, derrubam barreiras, vivem de esperança, ganham batalhas, desenham corações, há piscar de olhos, cumplicidade, hormonas aos gritos, companheirismo, bombons, nostalgia, conf lito e intimidade, perdas e lutos, feridas...
Mas também há espaço para o ressentimento, para a mágoa, a loucura, a saudade, abraços e confiança, mensagens escritas, conversas informatizadas, velas, novelas mexicanas, filmes candidatos a Óscar, romances impossíveis, gostos, desgostos, silêncio, conforto, vazio, tolerância...
A esses, juntam-se ainda inocência, incoerência, pele, aconchego, meiguice, riso, tragédia, galanteria, inversão de papéis, mudanças bruscas ou lentas e, amor, têm de tudo as histórias de amor que me contam. Daqui a 100 anos, imagino- as assim, cheias de tudo e cheias de amor.
Nada pára a modernidade, poderemos andar em carros voadores, viver em estações espaciais, informatizar a vida de lés a lés, mas os seres humanos serão sempre seres que sonham e que amam.
Há uns anos escrevi que o amor é um convite, convida sem planos nem manhas.
Um convite destes não se declina. Nem hoje, nem daqui a 100 anos. Não achas, meu amor?»

Maria de Vasconcelos, psiquiatra, romancista e locutora de rádio.

Poderão até passar 1000 anos, mas o ser humano está predestinado a encontrar alguém que o faz tremer, ficar sem fôlego, que o arrebata completamente.
Há coisas que não mudam na condição humana, nisso eu acredito.

segunda-feira, setembro 01, 2008

O 30 especial de Agosto

Era noite em plena Paris. Entre literatura e o aroma inebriante dos grãos do café, entra esvoaçante, os espelhos dourados olham-na com admiração e respeito. Gostam do que vêem.
Para trás vai deixando uma brisa perfumada, misto de feminilidade e requinte.
Esperam-na com expectativa. Arranca sorrisos à sua chegada e entre um colar de flores e chocolates de puro prazer, cantaram-se-lhe os Parabéns com uma simples mas simbólica vela.
Os vinte e oito desejos estavam lançados aos deuses.
Dali para a frente, a vida seria mais zen, sempre bem acompanhada ao som de Elis Regina …
A Ivana aniversariante estava radiosa!