quarta-feira, março 02, 2011

Mea Culpa!

Tinha jurado a mim mesma que, depois do Caminho das Índias, nenhuma outra novela teria sobre mim qualquer espécie de influência.
Que aquilo estupidifica sobremaneira uma pessoa!

Mas um dia lá me sentei no sofazinho a espreitar a nova novela da SIC. Tanto alarido andavam a fazer por causa da parceria com a Globo que eu a modos que fui averiguar a coisa.
O certo é que averiguei em excesso e, quando dei por ela, estava já há uma semana em averiguações!
E daí ao vício, foi um instante!

Agora que aquilo está na recta final (graças a Deus!) sou forçada a tecer algumas considerações:

• Quem, no seu perfeito juízo, consegue acreditar que o totó do João, a existir, não teria já dado uma valente tareia à Diana, de preferência com toalhas molhadas de molde a deixá-la toda negrinha por dentro?
• E que dizer da Diana, a vilã da saga, criada entre gente humilde, pai camionista e mãe florista, de pouca instrução que começa na novela como ajudante de café e que agora é Administradora de uma empresa de Brinquedos e analisa informação financeira e percebe de leis do trabalho a potes? Ah, já sei! Se calhar, entre as malvadezas, tirou meia horinha para ler o ‘’Gestão para Totós’’! Deve ser isso, deve …
• E a bondosa Inês, que tanto escreve num livro no Restaurante ... Será que está a fazer registo dos ‘’Deve’’ e do ‘’Haver’’? Será que ainda não compraram um software para a Contabilidade? Hum… E que dizer dos diálogos com a mãe, em que esta ultima a rejeita e a acusa de tudo (qualquer dia diz que foi ela a responsável pelo ataque às Torres Gémeas) e perante os quais ela não se defende. Nada de uns gritos de revolta, de uns palavrões, nada de nada? Que insossice!
• Já para não falar da rapariga da cidade, corretora da bolsa, que de repente se tornou campeã nas feiras do azeite! Lá está: leu o ‘’Olivais para Totós’’! Certinho!
• Que tanto fazem os Calda Ribeiro: Francisca, João, Rita sentados naquele sofá de sala? Servem de decoração? Não podiam ter colocado uma televisãozinha para disfarçar a coisa, como fazem com a família pobrezinha da Diana? Ah, espera, não dava … eles são intelectuais, não vêm televisão…
• E, como bem dizia a Má-Dá noutro dia, que raio de aberração é aquela em que a Diana «obriga» o João a cumprir os seus deveres matrimoniais? Como é que ele consegue chegar a vias de facto se, supostamente, sente repulsa pela vilã?
• E será só a mim que irrita a entoação excessivamente teatral e arrastada da Lia Gama, a Eunice da trama?

Acho que a coisa mais verosímil mesmo é o Tiago, irmão das actrizes principais, responsável por assassinato na trama, ter escapado à prisão. Aí sim, já é mais condizente com a actuação justiça portuguesa…

E porque é que eu vejo?
Como diria o meu caro amigo Armando Coutinho:

‘’Olha, filha, porque, porque … coiso!’’

4 comentários:

Júnior Ahzura disse...

Não tem como, as novelas entram em nossas mentes de alguma maneira inexplicável!

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Ivana disse...

Você é estrondosamente fabulosa!

Ultimo Utópico Urbano disse...

Petacular! Só me consigo rir.

Madalena disse...

Petacular! Só consigo rir!