domingo, setembro 13, 2009

Noite de revelações

Ontem foi uma noite de grandes revelações!

A prova de degustação d' "O Mouro" revelou-se maravilhosamente recompensadora. Afinal valeu a pena esperar pelo momento certo para esta degustação do nectar dos deuses... O sabor dos bagos de uva Trincadeira, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet invadiu a boca e fez com que essa noite fosse uma boa noite! E foi mesmo, porque O Mouro acompanhou-me durante o resto da noite de forma espirituosa e alegre, julgo que que até hoje.

Rumando ao Parque da Cidade, esperavamos Moby, que afinal diz que é descendente de Herman Melville (ai é?!), o senhor que deu a conhecer ao mundo quem? Precisamente Moby Dick. Depois de estacionados numa zona perigosamente designada de "zona de sucção" (em breve terão provas deste facto tão inverosímel...) tentamos descobrir onde seria a misteriosa entrada para o recinto do concerto. Ao fundo, os sons de Slimmy variam a Circunvalação (o que não deixa de ser estranho, a Circunvalação a ser varrida... e pelo Slimmy...). Lá descobrimos a entrada, mesmo em frente ao edifício transparente, que na verdade já não é transparente, porque tem as montras todas tapadas com posters de publicidade a artigos tão caros que o comum dos portuenses não consegue comprar. Mas adiante! Escalamos uma pequena montanha de terra que antecedia a entrada para o recinto e acompanhamos as multidões (..?) que seguiam marcha para o local da noite.

À chegada viamos Slimmy que envergava uma faixa preta logo abaixo dos mamilos, o que lhe conferia uma sensualidade equivalente a um carapau. Mas o rapaz até canta bem e tem uma banda bem formada, pelo que serviu de bom aperitivo para o senhor Moby.
Neste interrégono, Betty aproveitou para lhe ligar começando por dizer: "Tô Moby? T'a Mobyr?". Foi espectacular.
Slimmy cantou, ou gemeu, Billie Jean, e terminou com um dos sucessos de Moby, cantando no meio da multidão que esbracejava por ele. E depois foi embora. Pronto.

E finalmente chegou a hora! Shôr Moby surgiu com uma banda multi-étnica muito boa, e com uns instrumentos de percussão capazes de fazer saltar até o mais sereno dos espectadores. Trouxe uma senhora fantástica que o acompanhou cantando de forma fabulosa todos os êxitos mais conhecidos, elogiou Portugal e os portugueses, agradeceu umas 1000 vezes em cada música, e fez esta noite acontecer.
Falou de W. Bush arrancando assobios e apupos da multidão, que ele aplaudiu, agradeceu outra vez por Portugal não ter desistido dos E.U.A. nos anos de governação deste homem Bush, e depois dedicou-nos mais músicas. Moby, claramente, não sabe que nós, portugueses, não desistimos de nada nem de ninguém. Contou-nos segredos da sua juventude, tempos em que ficava até de madrugada a escutar música tecno, e falou da política de imigração praticada nos E.U.A. No final, a cereja no topo do bolo foi a sua versão de "Walk on the wild side" de Lou Reed, uma espécie de hino a Nova Iorque.

Foi uma noite fantástica. E está claro, um dia estarei em New York.

4 comentários:

Betty disse...

Foi tão bom! Não conhecia muito bem o trabalho de Moby, só as músicas que passam na rádio, mas posso dizer que fiquei fã. O senhor é um encanto de pessoa. É um excelente profissional e bom comunicador (adoro quando os artistas conversam com o público).
E a companhia foi excelente. Entre miniaturas, um Baileys (original, atenção!), um Sol e um chá, a conversa fluiu naturalmente.

Sem dúvida para repetir...

Li disse...

Moby está, como sempre esteve, bem aconhegadinho no meu coração.
Ele marca incontornavelmente o início da melhor coisa que aconteceu nas nossas vidas...

Madalena disse...

Carapau!?!?!?!

Como sabes que o senhor parecia um carapau se não conheces o peixe, a sua figura?

Foi a Betty que te disse, de certeza!

Ivana disse...

ah
ah ah
ah
.......

ah

piadas giras má-da!