quinta-feira, dezembro 13, 2007

Árvore de Metal. Perdão! Natal, Natal...

Numa notícia no JN no início do mês lia-se o seguinte:


"A árvore é patrocionada por um banco, mas os comerciantes da Avenida da Liberdade não esperam tirar grandes dividendos. "Não vai ser nenhuma árvore das patacas", disse Orminda Gonçalves, proprietária da "Baratinha". O representante do "MillenniumBCP" tem uma opinião diferente, tendo por base o que sucedeu nos três anos de experiência anterior, em Lisboa. "Não é informação oficial, antes uma estimativa, mas os números apontam para um crescimento de 30%", disse Paulo Fidalgo."A árvore revitalizou por completo a Baixa pombalina", argumentou o director de comunicação do "MillenniumBCP". No Porto, os comerciantes estão na expectativa. "Pode trazer alguma gente, que até compre alguma coisinha, mas não vai ajudar nada aos comerciantes, porque a avenida está em coma, ligada à máquina". Quem fala assim é Orminda Gonçalves. Transmontana de nascença e portuense de criação, usa da franqueza tripeira e da contundência das gentes do Marão. "Esta zona vivia das pessoas que passavam. Tiraram daqui os autocarros e a rua ficou sem gente". "

Mais à frente sufoco de novo:

"A sala de visitas da cidade está transformada num monte de ferros", desabafou António Guimarães. "Olho das Cardosas e não vejo a Câmara". No quiosque do café "Garça Real", na praça D. João I, vai conferindo a fortuna, falta dela no caso, nas raspadinhas, pouco entusiasmado com a pista de gelo instalada na Praça D. João I. "Parece pequena", diz Rui Oliveira, enquanto avia cervejas e meias-de-leite."

Depois das árvores centenárias abatidas, depois da calçada portuguesa arrancada do chão da Avenida e depois da piscina sem vigilante em frente à Câmara, temos uma prenda de Natal mágica... A árvore de metal que ilumina os sem abrigo da baixa do Porto nas noites frias de Dezembro. Viva a solidariedade!

4 comentários:

Ivana disse...

E esta hein????

Carminho disse...

Engraçado ver como o pensamento imediato que tive no outro dia em frente à dita cuja é partilhado por muitos...

Eu chamar-lhe-ia Monstro de Metal.
Foi com essa impresão com que fiquei, enquanto olhava estupefacta para aqueles que estavam a tirar fotos ao Monstro com o belo do telemóvel.

Sinto saudades de uma Avenida lindíssima que via do alto da camioneta que me levava e trazia de Braga e que me arrancava suspiros. Das estatuazinhas rodeadas de verde e flores, dos velhinhos que se sentavam nos bancos...
Sem duvida um cenário muito diferente este de 1998/99 daquele que há duas semanas encontrei no percurso que fiz de Sta. Catarina aos Clerigos.

Madalena disse...

É que a dita é mesmo feia, sem graça.

Até as pombinhas desapareceram da praça, isto dev querer dizer alguma coisa!

Maria disse...

Aqui fica a opinião da emigra:

Aquando da minha recente (parece que foi há tanto tempo já) visita à Invicta não pude deixar de ir à Baixa do Porto. Tinha muitas saudades. Tenho memórias muitas da Rua de Santa Catarina, da Av. dos Aliados, da Rua do Breyner, da Praça dos Leões, da Praça da Batalha, .... Dessas ruas todas que percorri tantas vezes, uma vezes ia sozinha e caminhava acelerada; outras ia acompanhada das amigas todas que se deslocavam a bordo de um 53, dum 9 ou 59 em grupo para comprar uma t shirt para uma das jovens ou para decidir uma prenda de aniversário; outras ainda ia só com aquela amiga para passear e da última vez tinha ido com o meu principe porque a Baixa faz parte de qualquer visita ao Porto. Desta vez fui com a minha mãe e curiosas passamos pela dita árvore. Dita árvore. Nada mais tenho a dizer. De Natal não tem nada. E acredito que a Baixa do Porto merecia melhor. aliás merecia ser melhor tratada. e não tem sido. E depois ainda se admiram do abandono que a tem atacado. A Baixa, a não a árvore!!!
Tenho dito..