Desengane-se aquele que diz que já viu tudo nesta vida, pois está redondamente enganado.
Está uma pessoa a laborar, como habitualmente, sentada no seu cubículo-aquário, a pensar com os seus botões como é que a vida a fez aterrar ali há mais de seis anos quando, de repente, escuta um grito assustador vindo de quatro secretárias mais à frente, no openspace. Acordamos, sobressaltadas, e apenas olhando em frente rapidamente tomamos consciência que esta vida é uma caixinha de surpresas.
Do antes solitário e enfadonho tecto, pendia naquele momento uma perna, que se balançava a um ritmo frenético. Assim, sem mais nem menos, surgira, fracturando o tecto, aterrorizando as pessoas que, sossegadamente, labutavam. E que perna era esta? De onde vinha, para onde queria ir com aquele balanço todo? Aquele gingar frenético e perturbador?
Pois bem, aquela perna, solitária e encarcerada, pertencia à Administradora. Não era uma perna qualquer, era tão somente a perna que mandava nas pernas de todos nós. Era a perna-mor, a perna que nos paga o salário, a perna no topo do organigrama. Passado o susto e o espanto iniciais, a questão seguinte foi: que fazia aquela perna ali? Porque não estava ela a administrar, a gerir o negócio?
Pois bem, no andar superior, já um monte de pessoas acudia à dona da perna, que estava numa espécie de esparregata olímpica desastrosa, com, literalmente, uma perna in e outra out, não da moda, mas do tecto que - a propósito - no andar de cima, era chão.
Após alguma ajuda, a perna balançante desapareceu e abandonou o cosmos. Os terráqueos do rés-chão ainda estavam incrédulos com o sucedido. Alguns entraram em pânico e teceram futurologia apocalíptica ‘’Qualquer dia, o tecto desaba em cima de nós!’’. Outros, mais imaginativos, correram a espalhar a notícia, empolando o sucedido ‘’A perna rasgou o tecto e quase que tudo caía em cima de nós, pedaços enormes caíram em cima da minha mesa e, por sorte, não me atingiram’’. Outros, mais pragmáticos e um pouco pervertidos, limitaram-se a questionar ‘’Ela estava de saia ou de calças?’’ O certo é que, até ao momento, ainda não consegui perceber se aquilo foi uma nova modalidade radical que a Chefe estava a tentar implementar – o leg ceiling – ou se foi uma nova forma de espionagem industrial que correu menos bem. Uma coisa é certa: se o objectivo era introduzir novidade, foi plenamente atingido. Por isso, não se esqueçam que, anytime, anywhere, BIG LEG is watching you ….
Sabem aqueles arrepios 'gostosos' que nos dá na espinha? Escutar esta música faz-me arrepiar, fechar os olhos por uns momentos e, automaticamente, sorrir. Como se o arco-íris me abraçasse por instantes. Porque há músicas que fazem a diferença, mesmo!
domingo, abril 25, 2010
Instantes de liberdade
Mergulho na memória E encontro o meu futuro. As imagens sucedem-se E iluminam a minha história: Danço Bowie com sapatos vermelhos de verniz. Dou uma gargalhada no metro. Pergunto “estás Feliz?” Leio David Mourão-Ferreira e espero. Como a sobremesa no início da refeição. Aponto no mapa aquele país. Abraço e desespero. Saboreio aquele camarão. Falho e tento outra vez. Naufrago. Volto ao porto de abrigo E respiro. Uso a palavra e pinto m cravo vermelho. -“Escuta!” – grita-me a liberdade – “Acorda!” “Nunca te deixes adormecer. Mas, por favor, Nunca deixes de sonhar.”
225g de farinha de trigo 1 colher de sopa de fermento em pó pitada de sal 1 colher de chá de açúcar 2 ovos grandes, batidos 30g de manteiga, derretida e fria 300ml de leite manteiga para fritar
Porção: 11 panquecas
Mistura-se tudo no liquidificador e 1 minuto para cada lado na frigideira :)
Não preguei olho esta noite. Passei-a às claras, no escuro do nosso quarto. A minha cabeça transformou-se em chumbo e os meus lábios na secura de uma ameixa murcha. Ao meu lado, o jarro de água está vazio. Os comprimidos já não fazem efeito. Sinto-me sem vontade de nada. Ao meu redor apenas luz, mas não me sinto tranquila. Acho que me sinto até agoniada com este excesso de luz. É como se tudo na minha vida se resumisse a duas cores – o negro da noite e o branco das paredes, dos lençóis, da luz que entra por entre as amplas janelas… Uma espécie de código binário apossou-se de toda a minha vida. Só os opostos existem: ora me sinto feliz, ora desolada; umas vezes sei que quero o Mundo, noutras, quero deixar de existir nele. Olho para o meu roupeiro e tudo é preto e branco/ e preto. Preto para a noite - porque é sóbrio e elegante, porque seduz. Roupa branca para usar durante o dia – porque contrasta com o negro dos meus cabelos, porque combina com a minha pele alva e os meus olhos azuis. Lembro-me de teres sussurrado que eu era o teu pedaço de céu, porque era clara e suave como as nuvens, tinha o azul celeste espelhado nos olhos e a escuridão da noite cravada nos cabelos. Foi nesse dia exacto que me rendi a ti. Em que te tornei estrela do meu céu. Queria tanto poder sonhar contigo, mas a insónia dos últimos tempos não o consente. A minha mente está exausta e drogada em demasia para conseguir ir lá atrás buscar esses pedaços de ser e de nós. Desde que partiste que não durmo. Não consigo preencher o vazio que deixaste na cama. Ando nela às voltas, tentando manter quente o teu lugar, como se isso te tornasse mais presente. Mas de nada serve. Preciso de ti, do teu abraço, da tua respiração, do teu sossego.Branco é a cor da pureza. Pela lógica, será o preto necessariamente impuro? Respondo que não. Que é na escuridão, na absoluta cegueira que se descobre a pureza. É negra a cor da manta que a cobre e protege, a oculta e refugia de tudo aquilo que a possa contaminar, perturbar até. Tal e qual o nosso casamento – a união entre a força e a vulnerabilidade. Entre a brancura do meu vestido e o negro do teu solene fraque. Pelo menos, foi isso que senti no momento em que a minha mão te foi entregue pela do meu pai. Não pensei muito sobre o assunto nessa altura mas, passados os primeiros tempos, esse desconforto começou a surgir e a questionar-me “Alguma vez terás sido dona de ti própria? Ou és forma humana de frágil cristal que simplesmente mudou de vigilante?” Assaltam-me a mente todas as formas de mulher que gostaria de ter sido. Uma negra de lábios volumosos e cabelos curtinhos, rentes à nuca, enrolada em tecidos artesanais, coloridos e rudes, com os pés gastos pela rua e as palmas das mãos brancas e marcadas pela apanha de algodão no campo. Avassaladora nas suas paixões, quente em todas as estações do ano e com olhos avelã, esbugalhados, que lançam uma infinita doçura em tudo o que contemplam! Terei certamente um lado sádico, mas gosto do contraste entre o negro da pele e o vermelho intenso do sangue. Imagino o sangue a jorrar pelo dedo que se magoa por entre os campos de algodão. Sem achaques e com naturalidade, esta mulher leva o dedo à sua boca e suga o sangue até este estancar. Por entre a terra e as plantas do algodão, vêem-se gotas de sangue e projectam-se figuras sem nome. Comigo, nunca nada se passou assim. Raras foram as vezes em que os meus pés provaram a terra. Lembro-me de me ter magoado muito poucas vezes na infância, tal era a vigilância cerrada da minha ama. Talvez um arranhão no joelho que cedeu numa escada trapaceira, ou um pequeno corte na folha branca de papel na qual tentei, em vão e numa casual tentativa, iniciar a escrita do meu diário. Recordo o fascínio por mim sentido ao ver um menino da escola a sangrar do nariz. Não percebia porque é que isso acontecia, mas divertia-me com a cena da professora sobressaltada, a correr em sua direcção com um lenço de papel para impedir que o sangue espirrasse em cima dos seus livros e das fichas de trabalho. Chegara mesmo a perguntar à minha mãe porque motivo não sangrava mais vezes e, ela, com a sua fleumática frase habitual: ” Delírios, Maria Madalena… delírios… deixe-me sossegar a cabeça”. E eu assim ia. Não deixa de ser curioso o facto de sempre me ter vestido de branco e negro e de nunca ter comprado algo em vermelho. Podia ter comprado aquele vestido que vira numa montra algures um dia, cujo escarlate me saltou ao olho. Mas disseste-me que o jantar de aniversário dos teus pais merecia algo mais discreto. Um vestido preto – um básico, ‘’ Intemporal como tu” – disseste-me. No entanto, vinguei-me de ti nessa noite e ofereci um grande ramo de rosas vermelhas à tua mãe. Frescas, em botão, atadas em fio do norte. Sussurraste-me à sobremesa que havia sido “ precipitada” na escolha “Podias ter-me pedido ajuda na escolha, querida. A mamã aprecia outro tipo de flores. Olha, por exemplo, umas violetas ou até mesmo uns jarros. São mais neutros e ligam bem com tudo”. Pois, e passam verdadeiramente despercebidos, com sua aparência insípida e marginal. Mas deixa, já te perdoei isso e tanto mais. Não esqueci, mas perdoei. Agora que aqui estou, com preguiça da vida e com carência de incontáveis horas de sono, olho para a poltrona que está perto da porta do quarto. Mais ao lado, encostada, repousa uma caixa de cartão branca. Estranho… não me recordo de a ter colocado ali, nem sequer de antes a ter visto. O que terá dentro? Começa a crescer uma curiosidade, estranha até, perante uma simples caixa de cartão branca. Mas o corpo não se levanta para ir lá e saciar esta comichão que sinto! De repente, uma reserva de energia – das últimas, talvez – toma-me e estou em pé, descalça, junto à caixa. Sento-me com ela ao colo na poltrona. Ao levantar a tampa, eis perante mim a luz que ansiava! Um ramo de lírios brancos! Lírios, a flor da pureza! Desço as escadas desenfreadamente e dirijo-me ao jardim e lá o encontro – o negro que me protege, o calor da minha cama, a estrela do meu céu, o guardador da minha fragilidade. Havia regressado. “ Fizeste-me tanta falta. “ – disse-lhe, enquanto repousava no seu abraço. Não me respondeu que também lhe tinha feito falta a si, mas os (de)lírios disseram-no em todas as vozes.
Como falar deste assunto sem me babar? Só mesmo colocando um bibe ... Já está! Então, é assim: nos meus serões SIC Mulher, ando há algum tempo a ter autênticos ataques de gula!
Sem aviso prévio, ela apareceu, com aquele sotaque e ar aristocrático. Mas o que me prendeu de imediato foi a capacidade narrativa da senhora, aquela paixão que coloca nas palavras ao descrever o paladar dos temperos, os cheiros das especiarias, a textura dos ingredientes... Falo de Nigella e dos seus Bites fenomenais. Adoro a cozinha, os utensílios, a forma como ela pica grosseira e despreocupadamente a salsa! Amo o facto de ela não ter os ingredientes ali todos à mão, como os Chéfs de culinária enfadonhos que falam apenas em linguagem de kilogramas e nunca de afectos, de sensibilidade, de paladar!! Sim, eu provo a comida durante o processo! É obrigatório!! Nigella vai mais além: ela come os ingredientes enquanto cozinha! Ela corta um apetitoso chouriço de colorau às rodelas e não resiste a meter de imediato uma rodela à boca! Derreto-me sempre quando vejo as maravilhas que ela prepara para os seus dois filhos pequenos e com os sorrisos de todos à volta da mesa, a partilharem refeições feitas pela mãe, carinhosamente. As famílias são assim, sentam-se à mesa juntas, comem juntas, convivem juntas. Outra coisa que eu adoro na Nigella é o despojamento e o ''estou-me nas tintas'' com que ela ataca o frigorífico à noite, para roubar uma colherada generosa do gelado que tinha feito nesse dia. Quantos de nós não o fazem? :) Sabe pela vida :) Identifico-me com esta cozinha: saudável, gulosa, terna, cuidadora, afectuosa.
Cinema é melhor para a saúde do que pipocas! Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que pessoas influentes. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor que nada!
terça-feira, abril 20, 2010
Aquela que parecia a saga interminável, entre aulas, exames, trabalhos infinitos, estágios e orais, terminou hoje!
Daqui envio aquele beijo especial à minha ESTRELA maior...
E sim, é favor de darem os Parabéns que ele está bem a merecê-los!!! :)
(claro que é bem provável que ele me mate depois de saber que eu ando aí a gritar ao Mundo a notícia mas, que querem (?!); ao menos, morro feliz :))
"UM DIA, O MAIS PROVÁVEL É TORNARES-TE NUM CHATO, DEIXARES DE SAIR À NOITE E COMEÇARES A LEVAR-TE DEMASIADO A SÉRIO. NESSE DIA, VAIS COMEÇAR A VESTIR CINZENTO E BEJE, PEDIR PARA BAIXAR O VOLUME DA MÚSICA E DEIXAR A TUA GUITARRA A APANHAR PÓ. VAIS TORNAR-TE POLITICAMENTE CORRECTO, SOCIALMENTE EVOLUÍDO, ECONOMICAMENTE CONSCIENTE. VAIS ACHAR QUE TENS DE IR PARA ONDE TODA A GENTE VAI E ASSUMIR QUE TENS DE USAR FATO E GRAVATA TODOS OS DIAS. NESSE DIA VAIS DEIXAR DE BEIJAR EM PÚBLICO, AS TUAS VIAGENS SERÃO MAIS VEZES NO SOFÁ E DORMIRÁS MENOS AO RELENTO. É OFICIAL VAIS ENTRAR NA IDADE DO CHINELO E DEIXAR DE SER QUEM FOSTE ATÉ ENTÃO. VAIS DEIXAR DE TE SENTAR AO COLO DOS AMIGOS E VAIS ESQUECER-TE DE COMO SE FAZ UM QUANTOS-QUERES OU UM BARCO DE PAPEL. VAIS FICAR NERVOSINHO SE NÃO TROCARES DE CARRO DE QUATRO EM QUATRO ANOS E DESATINAR SE O HOTEL ONDE ESTIVERES NÃO TE DER TOALHAS PARA O TEU MACIO E HIDRATADO ROSTO. VAIS TORNAR-TE MUITO CRESCIDO E COMEÇAR A PREOCUPAR-TE COM TUDO E COM NADA E A NÃO FAZER NADA PORQUE “VAI-SE ANDANDO” E A VIDA É MESMO ASSIM. VAIS DIZER NÃO MAIS VEZES, VAIS TER MEDO, VAIS ACHAR QUE NÃO PODES, QUE NÃO DEVES, QUE TENS VERGONHA. VAIS SER MAIS TRISTE. NESSE DIA, O MAIS PROVÁVEL É QUE TAMBÉM DEIXES DE BEBER REFRIGERANTES. AQUI FICA UMA IDEIA: QUANDO ESSE DIA CHEGAR, NÃO LHE FALES.
O meu Porto é, e sempre será, o mai lindo lugar do Mundo. No entanto, há que reconhcer que o Bairro Alto também é mágico.
Este fim-de-semana foi vadio, preguiçoso, guloso e ... delicioso! Embrulhados numa mantinha (oferecida, genialmente pelo Hotel!) bebericamos um fumegante cappuccino ao som de Nouvelle Vague, enquanto as conversas corriam livres, fluídas e divertidas!
A paisagem, o local e a companhia foram ímpares. Lounge do Hotel do Bairro Alto Hotel: uma autêntica maravilha! Recomendo!!
Cá fora, na Praça de Camões, um conceito da visionária Catarina Portas: um kiosque de refrescos. Abrigado, povoado de gente animada e colorida. Do que a gente precisa!
Receita de bombons de chocolate caseiros: - 250 gr de chocolate negro de culinária - 200 gr de leite condensado - 40 gr de manteiga - 200 gr de chocolate branco
Partir a tablete de chocolate negro aos pedaços e derreter em banho maria. Juntar o leite condensado e mexer muito bem, depois juntar a manteiga e voltar a mexer. Colocar em pequenas formas para bombons ou se preferir em cuvetes de gelo. Levar ao frigorífico por algumas horas. Antes de retirar os bombons do frigorífico, levar o chocolate branco a derreter em banho maria. Retirar os bombons das formas e passá-los no chocolate branco em cima de papel vegetal ou de um prato untado com um pouco de óleo. Deixar solidificar, levar de novo ao frigorífico, retirar, levar num pratinho para o sofá num lindo e fofo pratinho da Loja Gato Preto, dar e receber bombons na boquinha. Lambuzar-nos todos!
A city with unlimited offers. A different life within the city. A city with unfinished projects and never ending wishes. So many different things to see, feel, live,….. Museums to visit. Streets and corners to discover slowly and patiently, as if that was the purpose of our life. Delicious food to be tasted in every street market, restaurant or cafe. New and exotic friends to make. Culture to be absorbed as if it was food to the soul and mind. Art given to us through our eyes to comfort our soul and mind. In every new painting, every new gallery, every new artist, a smile. Oh, delicious sense of comfort!!! Yes, all this makes me smile. Street art, street markets, street life, street smiles. Our young faces smiling. Our youth dreams and hopes. Life was an eternal journey full of adventures and colourful dreams. Street and markets and green parks so full of beautiful people and beautiful lives. But, then it doesn't always have to be beautiful ….. Unless it’s beautiful…. And when it is beautiful it almost makes me cry!!! It´s like my mind, soul and body are too little and hopeless to hold all that beautifulness.
Aqui fica uma sugestão de fim-de-semana para quem gosta dos filmes do Wes Anderson (Eu, eu, eu....), para quem gosta de animações e gargalhadas. Já deve estar nos clubes de vídeo.... (Eu "não" faço downloads, mas também está disponível aí..., por aí)
Era uma vez dois Coelhinhos da Páscoa feitos de Chocolate de Leite: o Dentuças e o Orelhudo. Ambos eram amigos e viviam na prateleira do expositor de Páscoa do Modelo de Chelas. O Dentuças era o mais falador, passava horas seguidas a conversar para todos os outros coelhinhos da prateleira.
- Ei, ó malta! Ouvi dizer qu’este ano ‘tá tudo na expectativa d’ir passar a Páscoa a casa da Fátima Lopes! Isso é que era baril!» - disse o Orelhudo, o coelho mais cusco da prateleira e com as orelhas mais antenadas sempre receptivo às novidades. - Baril?! Fisga-se, a tipa é meio dread, com aquele cabeço preto cortado à tigela à frente e à Morticia Adams quem vê de costas! Eu cá ficava cá todo a tremer de medo. A casa dela deve ser só cenas satânicas e tal, aposto que nem o compasso se atreve a tocar à campaínha!» - respondeu o Dentuças, enquanto se imaginava a trincar as cenourinhas que estavam dispostas no corredor bem mesmo à sua frente. - Ei, pá, não é dessa que ‘tou a falar! É a do ‘’Modelo por perto, tudo certo!’’! A gaja da TV, a que a era das manhãs e passou p’as tardes! A que faz montes de publicidade. Aquela do Perdoa-me e do All You Need is Love que tinha um corte de rapaz à guna mas que todos diziam ser a ‘bomba’ da SIC.. - Desculpa lá, ó Orelhudo! Como queres que saiba essas tretas, man!? Eu fui fabricado nem fez dois meses e queres que saiba essas cenas todas do antigamente? Se não fosse o expositor das revistas estar aqui no campo de visão da prateleira eu nem sabia quem era o Modelo, pá! - És mesmo inculto… Bom, diz que este Ano a coisa está complicada para o nosso lado. É que os putos agora preferem os Ovos de Chocolate da Hanna Monta-todas e dos Carrinhos, do Nódinhas, e essas tretas. Ficam fascinados com a embalagem, querem é o presente que lá vem dentro e depois nem ligam ao chocolate. - Óh! Isso são boatos, ó Orelhudo! Tu ouves mais do que aquilo que devias e depois misturas tudo… Não ligam ao chocolate!? Quem é a criança que é capaz de resistir ao melhor chocolatinho de leite? Ainda por cima, a coelhinhos fofinhos como nós? - Pois é, mas é o que tenho ouvido por aí. Aliás não achas estranho que ainda não tenham feito reposição da nossa prateleira? A esta altura, véspera de Páscoa já devíamos estar na prateleira de uma casa qualquer e não aqui enfiados. Estavam os dois coelhinhos de chocolate em amena cavaqueira quando de repente, passa uma velhinha corcunda e, de uma só enfiada, pega nos dois pelas orelhitas e os enfia no carrinho de compras! Dali ao tapete de compras foi um instantinho, passaram no leitor de código de barras – ‘’Ai que isto queima, puxa!! – e foram parar ao saquinho de plástico. Dentro do saquinho de compras da velha, comentaram: - Topaste que tínhamos desconto de 50% em cartão, meu tono? – ripostou o Orelhudo. - E daí? Tu é que estavas todo pessimista e como vês fomos comprados! – respondeu o Dentuças. - És mesmo totó. Temos desconto para sermos vendidos mais facilmente. Eu tinha razão. Os ovos não tinham desconto nenhum e vendiam como cachorros quentes depois de uma ida à disco-night!! – rezingou o Orelhudo. - Ó, tu és mas é um Kalimero, sempre a queixares-te da vida! Vais ver que teremos uma Páscoa rodeada de crianças gordas e gulosas, como se quer! – disse, confiante, o Dentuças… Chegados ao dia de Páscoa, estavam os dois amigos roedores pousados em cima da mesa de almoço da velha. Estranhando que a velha tivesse almoçado sozinha, Dentuças desistiu do seu amuo para com Orelhudo e comentou baixinho: - Orelhudo, não aparece cá mais ninguém? Orelhudo olhou para Dentuças e respondeu, ainda bastante amuado: - Mais ninguém?! Já viste a quantidade de crianças gordas e gulosas que estão aqui, todas a disputarem-nos entre si? Eu já te disse que fomos tramados pelos Ovoso da Páscoa! Ninguém quer saber de Coelhos, pá! Enquanto terminava de almoçar, a velha foi até à cozinha, fez um chazinho de cidreira e trouxe-o para a sala. Sentou-se na sua poltrona e ligou o televisor. Estava na RTP, mas ela pegou no comando e colocou na SIC Gold, um canal revivalista. Curiosamente, estava a passar uma repetição do programa ‘’Perdoa-me’’ apresentado por Fátima Lopes. - Aiii, que rico programinha para esta tarde pascal. Bem me disse a Gertrudes na quermesse que a Fatinha passava na SIC Gólde. Que riqueza, tão cachopa que ela era! Aterrorizados, Dentuças e Orelhudo rezaram para que aquele não fosse o seu fim quando viram a mão da velha a retirar a placa e a sorrir na sua direcção enquanto a outra mão os agarrava pelas orelhas. Foi apenas o tempo do diabo da velha os desembrulhar da prata e quando deram por ela as suas últimas palavras foram:
Acabo de "enfardar" dois Ferrero Rocher, duas natas e um brigadeiro juntamente com uma caneca de leite com chocolate. E soube-me tão bem. Agora, das duas uma, ou durmo como um bebé com a barriguinha cheia ou a coisa corre muito mal e passo a noite acordada e amanhã estou com umas olheiras de meter medo ao susto. Vou torcer para que seja a primeira.
E tudo isto porque é sempre bom beber um leitinho antes de dormir.
Embora não seja espectadora assídua e ferranha da Novela Perfeito Coração, o facto é que costumo assistir a alguns episódios antes de passar a Viver a Vida, essa sim novela da qual me confesso algo viciada.
Como a novela é bastante básica e a trama se desenrola a passo de caracol em coma, é fácil apanhar quer a história, quer as 'imperfeições' da coisa.
Vejamos:
- existe uma personagem, escultora residente em Berna e amiga da sofredora central da tramóia, que, em todos os capítulos que eu vi, aparece no seu estúdio, vestindo os mesmos calções de ganga e a mesma camisola de alças e, curiosamente, a moldar a argila sempre recorrendo aos mesmos movimentos. Das duas uma: ou a cena foi gravada uma só única vez e foi repartida aos pedaços para ir usando cada um de quinze em quinze dias lá no meio da historieta (forma inteligente de não ter que remunerar a actriz por mais de um mês consecutivo) OU a actriz representa uma escultora que apenas tem uma peça que, por ser um sucesso fenomenal de vendas, tem centenas de encomendas e por isso tem que fazer centenas de réplicas ... Quanto aos calções e à camisolita, posso sempre assumir que é uma escultora poupadinha e, ao mesmo tempo, não muito adepta do asseio pessoal...
- existe um atelier de arquitectura no qual 3 arquitectos e 1 engenheira trabalham alegremente numa única mesa de trabalho que faz lembrar as mesas da sala de jantar das nossas casas. Estiradores, cavaletes, réguas enormes e rolos gigantes de papel não se vêem em lado nenhum ... Apesar de estarem sempre a dizer que estão cheios de trabalho, os rapazes e raparigas são uns autênticos baldas! Sempre que acontece algo aborrecido basta-lhes enrugar ligeiramente a testa e dizer a seguinte frase: ''Não estou com cabeça para isto''. Seguidamente, perante o olhar bondoso do patrao do atelier, pegam na bolsa ou no casaco, pedem desculpa de forma sofrida e retiram-se.
O mesmo parece acontecer num outro contexto laboral retratado na novela - um Banco. Mais uma vez, a frase 'Não estou com cabeça para isto' serve de pretexto a administradores e secretárias para dar o pisga do trabalhinho ...
Mesma coisa no salão de cabeleireiros... na mercearia, e no Café Gourmet! Neste último, a coisa é ainda melhor, porque a patroa é que aconselha a funcionária a ir embora, deixando-a com o trabalhinho todo para si: ''Madalena, tu não estás nada bem. Já vi que hoje não estás com cabeça para isto. Vai-te embora, que eu fico aqui a tomar conta do café''...e ainda lhe diz, a benemérita: ''Toma, pega nestes 100 eur e vai à consulta de psicologia que te vai fazer bem''.
E eu fico ali, em frente ao televisor, a papar aquilo e penso se essa não será a frase mágica a utilizar em dias como este, em que todos estão aqui corpo presente mas de mente ausente, a ansiar pelas seis e meia para irem emborita gozar o fim de semana prolongado.
Infelizmente, a realidade é diferente da ficção. Os patrões foram à vidinha deles e não só não mandaram ninguém para casa mais cedo como também nem desejaram Boa Páscoa. Se calhar eles é que não estão com cabeça para a coisa ... e foram arejar um bocadinho... É, se calhar foi isso mesmo.
E agora desculpem, ''Não estou com cabeça para isto'' ;) Fui!
Hoje vou caminhando para este fim-de-semana prolongado ao som desta musiquinha (escutada bem alto aqui no cubículo)
Este é um presente de Natal atrasado. Algo que fui preparando à medida que o tempo e a imaginação me foram permitindo ... Penso, contudo, que agora até saiba melhor. É o meu presente de natal/ano novo para o Bacalhau. Espero que gostem de revisitar o ano que passou e que continuemos a encontrar-nos por aqui ...
Os carros corriam de forma louca, as ruas estavam riscadas com os traços deixados pelos faróis que voavam a poucos metros do chão. A noite chegava, lenta, escorrendo pelos muros, pelos recantos da ponte. E depois do abraço: - Foste o melhor que me aconteceu – sussurrou-lhe. Como o rio, começou a andar, afastando-se dele. Ele ficou de braços e ombros caídos, como dois ramos de uma árvore que no Outono percebe que o tempo de Verão está a terminar. Alma despida, olhar de náufrago. Antes de virar a esquina ela estaca. Vira-se para ele, rodando o vestido de seda azul petróleo, e sorri na sua direcção. -És o melhor de mim – ele devolveu.
Aqui vai mais uma historinha, desta vez mais picante ...
Os dias de chuva convidavam sempre a um passeio mais demorado na Fnac da Baixa. Lá deixava-se estar horas a fio, a absorver as novidades culturais: livros, CDs, filmes … Tudo parecia ser interessante e tudo apetecia levar para casa! De repente, tocam-lhe no ombro. Volta-se, surpreendida: - Olá, bem me parecia que eras tu! Estás lembrada de mim, certo? O queixo caiu-lhe nesse momento. Pensou, num flash imediato, que tinha morrido e que estava no céu. Se se lembrava dele? Se se lembrava dele?! Como se pode esquecer de alguém que povoou a nossa mente anos a fio, mais propriamente desde os vinte e um aos vinte e seis anos? Como esquecer alguém que num mês consecutivo nos ofereceu promessas e juras de amor eterno e, de repente, sem aviso prévio (como devia ser de lei!) nos deixa de telefonar, de responder aos nossos sms’s que tudo desculpam e tudo inventam para não nos fazer crer que fomos abandonadas? Como podemos esquecer alguém que era demasiadamente lindo e culto e perfeito (ainda que hoje saibamos que esse é um conceito que apenas existe no abstracto e nunca no real), que num dia nos deu o céu e no outro nos tirou o chão? Que nos fez mergulhar no abismo, nos fez gastar rios de dinheiro em conversas ao telefone com as amigas a tentar esmiuçar cada palavra dita, escrita e até não dita mas sugerida por qualquer expressão dele? Como esquecer aquele cheiro, aquele perfume que procurava nas perfumarias como que um cão faminto que fareja junto do lixo? Olhei-o nos olhos e, quase a hiperventilar, respondi: - Ah, olá! Claro que me lembro de ti, há quanto tempo! Tudo bem contigo? ( Se por fora tinha a noção que estava tudo controlado, por dentro tudo em mim se embrulhava. Subitamente queria tudo: fazer xixi, popó, beber água, não, melhor ainda, um copo de vinho, por favor!! Socorro, dêem-me um estalo já, por favor!!) Giro de morrer, com aqueles olhos semicerrados e sorriso insinuante, o bestial que passara entretanto a besta (ou já seria o contrário a esta altura da conversa?! Ai, Deus me acuda!!) devolveu: - Sim, está tudo porreiro! Há quanto tempo mesmo! Ainda noutro dia pensei em ti, já nem sei exactamente qual foi o motivo e, olha, aqui estás tu depois de tanto tempo. Estás diferente, estás com óptimo ar. (Óptimo ar? Ar? Estou com cara de estar com flatulência, é isso meu parvalhão?! – pensei): - Ah, sim, é possível que tenha mudado, em cinco anos é natural, não é? Tu por acaso pareces-me igual… (mente irresistível, queria eu dizer mas felizmente os ano, para além da idade, deram-me algum juízo) - Pois, olha queres ir tomar alguma coisa ali ao bar e falamos um bocado? É que preciso de um café, ainda não tomei nada hoje! Com aquele sorriso hipnótico, qualquer tansa (grupo no qual me insiro) iria. Fui, quer dizer, fomos e lá tomamos um café. Ficamos a conversar sobre tudo e mais alguma coisa – faculdade, empregos, projectos, e coisas que tal … Claro que houve memórias piegas (sobretudo vindo da minha parte) que, sem saber como, quando dava por elas, já estavam ditas, como se fosse uma cuspideira sentimentalona. O facto é que em cinco anos tudo estava mudado excepto uma coisa: não nos tínhamos conhecido realmente. E quando sublinho o realmente, aproveito para transcrever o que ele disse: - Sabes, eras uma miúda gira mas tímida demais para a altura. Agora estás muito mais natural, descontraída, estás uma mulher! E uma mulher muito atraente, deixa-me que te diga. Foi pena não nos termos conhecido melhor, acho que devíamos ter muita química, entendes o que quero dizer?
- Ainda vamos a tempo, se ainda quiseres tirar essa dúvida. (Ai, boca maldita! Que diabo se apoderou de mim nesse dia fatídico, eu cá não o soube, mas ao recordar essa conversa em tudo a resvalar para o engate e cheia de jogos de sedução, tudo me leva a crer que o meu café tinha pó e não era adoçante de certeza…)
A cena seguinte passou-se entre os lençóis. Sim, fomos conhecer-nos melhor. Pensava eu que tinha a situação controlada, porque eu agora é que ia mostrar-lhe o que tinha perdido, a musa que ele tinha desperdiçado, a deusa, a … e eis que…
- Adoro essas tuas curvinhas. Essas dunas no teu rabo e coxas. Parece que estou a atravessar o Dakar, eu e o jipe todo-o-terreno. Sempre achei a celulite sexy, sabes?
(som de disco de vinil do Barry White arranhado)
Penso que devo ter morrido e ido directamente para o inferno naquele instante. Porque fiquei a ferver por dentro. Foi como se estivesse ao lume, como se fosse uma chaleira de água quente a apitar, a respingar de água! Qual água, qual quê?! A destilar raiva!! Muita raiva! Raiva em quantidades que incomensuráveis! Qual raiva?! Aquilo era ódio dentro de mim! Toda eu odiava aquele ser! Não consegui, porém, soltar uma única palavra. Emudeci. As horas, dias, anos (!) passados a massajar as coxas e as nádegas com Liposculptor, com Adelgaisto e Celu-aquilo! As massagens – que massagens!? – tareias que a esteticista me deu sessões seguidas pagas a ouro! As sessões de velasmooth, drenagem linfática, mesoterapia, tudo e tudo e tudo!! E, para quê?! Se morri e chegara ao inferno, ao menos que o Demónio, o Sr. Belzebu me desse uma única explicação para tamanho vexame. Levantei-me e arrastei aquele lençol comigo. Enrolei-me nele, peguei nas minhas roupas espalhadas pelo chão, enfiei-me na casa de banho, vesti-me em nanossegundos, atravessei o quarto e saí.
Para trás deixei sozinho na cama, um canalha frustrado que tem um fetiche com mulheres com celulite. Olhei-o, com raiva e ele, estupefacto com a minha reacção, ainda perguntou: - Mas, que se passa? Disse alguma coisa, fiz algo de errado?! Que tens, diz-me?!
Mas uma única certeza ficou – não seria com esta mulher, quiçá uma casca de laranja ambulante, mas acima de tudo, muito MULHER e orgulhosa da sua condição, que ele se iria satisfazer. - Tens a pi__ pequena. – respondi-lhe, munida da dignidade que ainda me restava – E fina também. Lamento, mas não senti absolutamente nada. Boa sorte para ti ...
Bati com a porta e saí. Enquanto andava e abanava orgulhosamente o meu rabo celulítico pela rua, reflecti no que realmente acabara de se passar. Nem precisei de mentir. Afinal, ele era só fogo de vista. Muitos hão-de ainda chorar e penar e implorar pela travessia deste deserto!
(aviso: qualquer semelhança com a vida real é pura ficção)
Como a minha Joaninha é baptizada amanhã e, como queríamos fugir aos presentes tradicionais e de certa forma impessoais, decidimos - Tios babadíssimos - oferecer algo não só personalizado mas que entrasse, de certa forma, no mundo mágico da nossa pequeninha (que, por acaso, hoje comemora 6 mesinhos!).
Meti mãos á obra e depois de algumas pesquisas na net encontrei o site da Pinta Estrelas.
Há coisas que estão destinadas para ser e este é um bom exemplo.
Como adorei desde logo as telas que a Ana Sofia Caetano expunha no site, por serem tão ingénuas, de certa forma abonecadas e a lembrar o traço de desenho típico dos pequeninos, percebi logo que queria que ela pintasse uma Estrela para a minha estrelinha ...
Enviei-lhe uma foto, disse-lhe as cores que gostava que ela utilizasse e, basicamente, disse-lhe que gostava que ela pegasse nas características da bebé (olhos grandes e azuis, cara redondinha com bochechinhas de algodão doce) e a inserisse num mundo mágico, cheio de alegria e fantasia.
Hoje, pela manhã, recebi as imagens da tela, da Joaninha que vem a caminho para surpreender a minha Joaninha.
Como AMAMOS o resultado final aqui o partilho convosco e deixo aqui os contactos pintaestrelas.com.sapo.pt
Há dias assim como o de hoje, em que tudo o que habitualmente me faz cócegas, parece-me de repente tomar a proporção devastadora de uma Catterpiller. Ela persegue-me com a sua força destruidora, querendo fazer de mim o seu tapetezinho, fininho, fininho... Antes que me passe a ferro, vim cá desopilar ou, como diz o outro ser irritantezinho do anuncio ''deitar cá pra fora!'' .
Então é assim: temos cá uma senhora já na casa dos ''enta'' e muitos que, à parte o seu trabalho ligado às contas e números, tem actividades extra-laborais das quais adora pôr-me a par durante as pausas (dela, claro) da manhã. Gosto dela, é extremamente simpática e não me importo nada de a ouvir. Contudo, porém, todavia, hoje foi a gota de água! Passo a explicar: para esta senhora, os males da vida terrena curam-se à custa de coisas esotéricas ... tudo, mas TUDO MESMO, se resolve com as mezinhas dela e das suas amigas, pseudo-qualquer coisa com o título de Doutora lá pelo meio ...
E eu ouço, ouço, ouço pacientemente (!) esta senhora a contar-me que anda deprimida, à beira de um esgotamento (já estive mesmo á beirinha de lhe explicar que esse termo é aplicável às questões de saneamento urbano e não às de saúde mental, mas não quis estragar-lhe o ''barato'') e que se não tivesse sido um telefonema para a Drª X, que lhe disse que uma das suas amigas lhe roubava as energias e que por isso é que estava assim e que tinha que, imediatamente, comprar a pedra Y e usá-la sempre dentro do soutien (??? junto às marufas é que dá resultado???!!) provavelmente nem força tinha para vir trabalhar.... E eu tento dizer-lhe que não deve tomar Xanax dia sim, dia não, que não se deve auto-medicar e que deve ir ao médico mas ela diz-me que sente mesmo é que precisa de ir limpar a aura... E eu reviro os olhos e tento fazê-la ver que fazer coisas de que gosta (ela gosta de pintar e fá-lo bem) pode também dar-lhe momentos de prazer, e tento fazê-la rir com os meus disparates (e por vezes até consigo :)) e desafio-a a comer dos meus chocolatinhos negros que tenho sempre na minha gaveta no trabalho mas ela agora até isso recusa, porque a tal ''Dra'' lhe disse que o chocolate ''suja''. Como assim ''suja''? - perguntei eu (quase receando a resposta que vinha por aí). Sim - diz-me ela - o chocolate suja a nossa energia, não a deixa purificar-se. Ó meus amiguinhos, pelas alminhas!! Tentei explicar-lhe que o chocolate é um excelente regulador de humor e que um quadradinho de chocolate podia sujar-lhe, no máximo dos máximos, os dedinhos ou a roupinha!!
Todas as manhãs ela desce as escadas e faz um cházinho - verde, claro - que ''limpa'' a aura, ou que quer que isso seja. Quer um cafézinho, eu tenho cápsulas? - pergunto-lhe, enquanto tiro o meu ''Roma'' cheiroso da Nespresso e a vejo salivar perante o aroma do café. Obrigada, mas não posso tomar café que fico toda a tremer - diz-me ela. Eu tenho descafeinado, quer? - insisto no erro. Não, obrigada, mas também não posso, disseram-me que faz mal o descafeínado. Mal a quê? - perguntei, já impaciente e farta daquelas ideias estapafurdias - Que mal pode ter num dia um inocente descafeínado? Ah, sabe que o descafeínado é sujeito a tratamentos ... Foi aí que desliguei e não ouvia o resto da explicação ''científica'' acerca dos malefícios do descafeínado...
Bom, e que dizer do tarôt?! Esta senhora ''põe'' as Cartas do Tarot a pessoas que lhe pagam para isso?! A ''ciência'' do tarôt - como ela lhe chama - revela aquilo que o universo nos quer revelar, naquele momento - esclareceu-me ela noutro dia. Tal pôs-me a cogitar que, se o Universo decidir fazer blackout no dia específico em que eu pago 50 mocas para me dizerem se sempre vou ganhar o Euromilhões ou não, estou tramada porque fico sem as 50 mocas e levo as mãozinhas a abanar para casa.
Desafiadora, um dia disse-lhe: se consegue ler para os outros, porque não pode pôr as cartas do Tarôt para si e encontrar essas respostas que tanto procura? Ah e tal não dá porque isto e mal aquilo e mais aqueloutro... Traduzido em miudos é, à boa maneira americana, bullshit. Caquinha de treta, é o que é. E lá anda ela metida em cursos ao fim-de-semana de aperfeiçoamento de tarôt, de mesa radiónica (um tabuleiro energético), de reiki e de feng-shui!! Pagos, claro, bem pagos!! Apetece-me só dizer-lhe: Minha senhora, pegue nesse dinheirinho e faça férias cá dentro! Vá a museus, a Jardins, pinte, dance as suas danças de salão que tanto adora mas das quais desistiu porque o dinheiro nã chega para tudo (mas para os cursitos da treta tem que chegar!!).
E hoje, depois de ontem lhe ter dito que tenho uma simples parede da sala com cores azul-turquesa e verde-alface, ela hoje traz-me o seu Manual do Curso que fez de Feng-Shui (que traz na capa uma bússola e tudo para, segundo ela, fazer as ''medições dos espaços'' ...) e começa a mostrar-me que não é bom ter posto o verde na sala porque traz ''energia'' em excesso e que o azul forte inibe o apetite e que eles até recomendam que os obesos pintem a sala de azul forte porque ficam com menos apetite (isso até eu também ficava! Bolas! Uma sala pintada quase de preto põe qualquer um sem vontade de viver, de comer!!). E como eu hoje não estou propriamente ''católica'', fico passada com aquilo tudo e digo-lhe que estou-me nas tintas para aquilo e que o que interessa é que as cores da minha sala me agradam completamente. E ela diz-me que aquela ciência ajuda muito as pessoas a sentirem-me mais energizadas nos seus espaços de vida. E eu respondo, ironicamente, que aquela 'ciência' é relativa. E ela contra-argumenta a dizer que é uma ciência milenar e que os chineses são fantásticos. E é aí que ela me cala. Eles são fantásticos sim, penso eu, a recordar-me do fantástico chop-soy de gambas que jantei no sábado que passou. Calo-me porque a respeito e se ela quer acreditar naquela teoria toda, então que acredite.
Se para ela todos nós somos fontes de energia, que atrai e que repele energia, se isso para ela a conforta de algum modo, lhe sossega as inquietações e toda a ânsia e dúvidas que traz dentro de sil, então que seja. Ainda que eu pense que para ela e para os seus ''Mestres'' somos não seres humanos mas antes centrais eléctricas ambulantes, isso não interessa nada. Se a racionalidade não a deixa dormir e o esoterismo a apazigua, então que assim seja. Que não seja eu a cortar-lhe o ''power''.
Era uma vez, uma formiga, que todos os dias chegava cedo à oficina e desatava a trabalhar. Produzia e era feliz. O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisiona-la!? E, contratou a barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios. A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga. De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas. O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito. Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática. A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo! O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete. A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de um computador e de uma assistente ( que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada. Foi nessa altura, que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático ao ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a Unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes, e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes concluía: “Há muita gente nesta empresa”. O leão despediu a formiga, porque “andava muito desmotivada e aborrecida.”
(mais uma canção, mais uma história ... Bom fim-de-semana!)
Ela: Às vezes, sinto que estou a desperdiçar a minha vida estando com ele.
A amiga: Ele ama-te, consegue-se percebê-lo na forma como te olha, do modo como te trata …
Ela: Como me trata?! Ele recusa-se a casar comigo!
A Amiga: (silêncio) Não sabia que querias casar, que isso era assim tão importante para ti…
Ela: E não é! O casar pela igreja, a cerimónia, a festa, …, isso tudo até dispenso porque realmente cada vez mais acho que é um desperdício de dinheiro que faz falta para outras coisas! Mas é o gesto, o pedido formal de que eu seja mulher, companheira dele para sempre. Algo que me mostre que ele vai estar sempre lá para mim da mesma forma que eu estou lá para ele e que não ande alguns dias com dúvidas sobre nós, noutros aparentemente feliz! Ele Diz-me que sou promíscua, que tive muitos relacionamentos anteriores fugazes e não consegue perceber como pude andar com alguém sem intenção de que fosse algo para durar. Ele nunca imaginou casar com uma mulher assim. Diz que se guardou para a mulher ideal e que, embora me ame, eu não sirvo as medidas dele, desse sonho de ‘’mulher perfeita’’!
A Amiga: Não imaginava …
Ela: Pois não, não imaginavas. Ninguém imagina o que eu passo! Estou condenada a relações amorosas falhadas! (silêncio) ... acho que já não aguento mais isto. Esta relação pela metade. Este querer e não querer! Já passei dos 30 e tenho medo de não aguentar, de explodir, de sair de casa ... tenho medo de ficar sozinha ....
Um estudo da 'London School of Economics and Political Science' revela que um QI elevado deixa os homens mais propensos à monogamia. Diz o estudo da Universidade britânica que homens com um QI mais alto dão maior importância a valores como a monogamia e a verdade. "A análise empírica [...] mostra que homens mais inteligentes valorizam mais a monogamia e a exclusividade sexual do que os homens menos inteligentes", afirmou o Dr. Satoshi Kanazawa, responsável pela investigação, ao 'The Guardian'. O mesmo especialista afirmou também que esta relação entre inteligência e monogamia tem a sua origem na evolução da espécie, tendo em consideração que os seres mais inteligentes são os que têm maior capacidade de adaptação a novos modelos comportamentais. A monogamia e a fidelidade são valores adquiridos ao longo dos tempos, visto que o homem primitivo era potencialmente promíscuo. O mesmo estudo, que se centra exclusivamente no género masculino, revela ainda que o ateísmo e o liberalismo são valores mais defendidos entre os homens mais inteligentes. A pesquisa não revela, contudo, se esta correlação se pode estabelecer também nas mulheres.
(Comentariozinho .... É claro que os inteligentes traem menos! Conseguem antecipar mais rapidamente as terríveis consequências do acto! Até porque sabem que não há mulheres burras, mas tão somente mulheres que se fazem de burras para agradar aos homens ... )
E hoje temos que felicitar a C. por ter alcançado mais um patamar na sua vida. Foram muitos dias e muitas noites de trabalho, mas finalmente o esforço foi recompensado. Parabéns!
Ainda bem que gostaram da Paperplain. Acreditam que ela tem apenas 19 anos e que parte da músicas foram gravadas quando ela tinha 16?? Espero que estejam a receber e gostar do meu Music list semanal. Espero feedback!
Fiquem com:
www.myspace.com/shekeepsbees (Blues Vs. Country Vs Songwriter Vs. Guitar Vs. Drums)
Sempre amei por palavras muito mais do que devia são um perigo as palavras quando as soltamos já não há regresso possível ninguém pode não dizer o que já disse apenas esquecer e o esquecimento acredita é a mais lenta das feridas mortais espalha-se insidiosamente pelo nosso corpo e vai cortando a pele como se um barco nos atravessasse de madrugada e de repente acordamos um dia desprevenidos e completamente indefesos um perigo as palavras mesmo agora aparentemente tão tranquilas neste claro momento em que as deixo em desalinho sacudindo o pó dos velhos dias sobre a cama em que te espero
Gosto muito da Alice Vieira. Sobretudo das suas histórias para a gente pequena. Rosa, minha irmã Rosa foi um livro que marcou gerações e ainda hoje os mais pequenos podem deliciar-se com a sua escrita. Desconhecia os seus poemas, daí que hoje me tenha apetecido postar um deles. Gosto do jogo com as palavras, gosto da mensagem. As palavras são perigosas sim, pelo menos algumas. Mas se umas caem sobre nós como pedras, outras caem como plumas carinhosas.... ... Não será a arte de comunicar um dos grandes desafios da Humanidade?
O meu Salta-Pocinhas já fazia uns barulhos estranhos, mas desde que há uns dias iniciei funções num novo local de trabalho, a coisa agravou-se. A estrada é do pior que há, é só altos e baixos, buracos e remendos e o belo do paralelo. Por isso, além do som que brota naturalmente do meu rádio, agora faço as viagens com mais um som... só ainda não decidi se é uma "guinchadeira" ou uma "chiadeira", ...mas é uma "irritadeira".
Era sábado e havia outra festa de anos. O que ela gostava de aniversários. Era a desculpa para tantas coisas. Era a desculpa para comprar um top novo. Era a desculpa para usar brilhantes na cara. Era a desculpa para sair de casa depois do jantar e dizer que vinha tarde, apesar dos pais ficarem a resmungar: “Outra vez!!!” - já não os ouvia ao sair porta fora. Era a desculpa para ir à Batô e dançar aquelas músicas todas que ela adorava. Era a desculpa para beber Baileys e Pisang Ambon. Estava há muito decidido que os Sábados com festas de aniversário eram os melhores dias. E agora ela apressava-se a colocar os brilhantes no rosto pois sabia que estava atrasada. Tinha comprado dois tops e demorou imenso tempo a escolher o eleito daquela noite. E sabia que daí a pouco iria ser chamada para sair. A buzina do carro do pai da amiga recém parado em frente a casa dela ia dar o sinal. E ela ia sair a correr com aquele sorriso e aquela ânsia de se divertir com os amigos e ser feliz. Afinal quando se é adolescente, parece que o mundo pode acabar a qualquer momento e temos que viver a vida ao máximo. O lema é, obviamente, Carpe Diem. Tinha sido a lição mais bela do Clube dos Poetas Mortos: Aproveita o Dia. Vive ao máximo. Ou numa adaptação livre dela e das amigas, Aproveita a Noite. O que importa é viver com intensidade. Sentir-se intensa é uma necessidade. Mas voltando ao carro do pai da amiga, não há tempo a perder, porque ainda faltava ir buscar as outras amigas. Dentro de minutos, aquele carro estará cheio de gargalhadas e muito energia. E chegadas à entrada da Batô todas saem ansiosas e a amiga pede ao pai :”Vem só às 5h30, que mais tarde é que fica bom”. E as amigas apressam-se a entrar, a pendurar os casacos e a avaliar o ambiente. Quando ouvem os primeiros Ti ti ti tit tu tu tu..... And here's to you, Mrs. Robinson, Jesus loves you more than you will know (Wo, wo, wo, God bless you please, Mrs. Robinson, apressam-se a encontrar um lugar na pequena pista de dança. Os sorrisos soltam-se. E a noite de Sábado à noite estava só a começar. Look around you, all you see are sympathetic eyes, Stroll around the grounds until you feel at home………
O táxi parou. O homem parou o taxímetro: Eight dollars, miss. Estendeu-lhe dez - Keep the change - e saiu. O taxista ainda demorou a arrancar, inebriado com o perfume que passeava, libertino e perturbador por toda a viatura. Aquela mulher! Durante a curta viagem, não conseguiu deixar de a olhar, de soslaio, pelo retrovisor. O cabelo negro, comprido, selvagem. A pele morena, os traços indígenos, entrecortados por um verde marinho profundo do olhar. O vestido, justo ao corpo, denunciava um decote suculento e revelava as pernas atléticas e brilhantes. Sentiu-se guloso daquela mulher! Ainda ficou um bom bocado a vê-la a afastar-se, rua afora. Anna caminhava por uma rua de South Beach, iluminada pelas luzes quentes e cheia de gente dispersa pelos lounges, entretida entre sessões de manicure ao ar livre e martinis. Black is the night, my heart, my soul - pensava ao escutar a música que parecia não só percorrer a sua mente, como o seu corpo, como um abraço forçado, à bruta. A agitação da noite boémia condizia com o seu estado de espírito. No começo da Ocean Drive, chegara à discoteca. Entrou e logo se entregou aos ritmos e à bebida. A regra era apenas uma: libertar-se! Black is the night, black is all I see… Quem disse que a escuridão da noite não pode ser a nossa melhor companhia?
(o mote está dado: colocar uma música a tocar, inspirar-se e deitar uma história cá para fora, partilhar histórias saídas do nada, dos cantos recônditos da nossa mente ... e lê-las ao som da música ... bale?! )
Estas foram as palavras de um jovem em relação à minha pessoa. Seriam motivo de felicidade não fosse o facto de terem sido proferidas por um aluno do 4º ano... e ele não se estava a referir às minhas excelentes qualidades enquanto docente. Adoro esta vida! Cada dia é uma surpresa.
Como apreciadora de colagens, resolvi largar as asas da minha imaginação e tentei criar uma imagem que tivesse um pouco de cada uma de nós, jovens tutoras deste Bacalhau.
Espero que gostei de clicar e deparar-se com esta imagem, só para dar as boas-vindas à Primavera por quem apetece gritar de despero! Divirtam-se com cada imagem, eu certamente diverti-me a embonecar este blog!
Na minha modesta opinião, algumas pessoas deviam ser impedidas de conduzir.
Os sinais indicadores de mudança de direcção existem por alguma razão, caso contrário, não fariam parte da viatura e todos os veículos seriam mais baratos. Melhor ainda, é dar sinal para a direita e virar para o sentido oposto.
Quando eu tinha 16 ou 17 anos ofereceram-me um CD com os best of desse ano, ou coisa parecida. A verdade é que eu não conhecia muitas das músicas. A Common People dos Pulp estava lá. E eu não conhecia os Pulp, nem a Common People. Mas algo havia nesta música que me alegrava. Tinha aquele não sei o quê, talvez fosse a batida brit pop que me fazia dançar imaginariamente. Durante a década que se seguiu nunca mais pensei nos Pulp ou na Common People. Entretanto a banda acabou, em 2002 e há 2 anos atrás vi o vocalista, o Jarvis Cocker a passear em Brick Lane. E agora os Pulp vieram parar ao meu walkman (sim, o meu telemóvel chama-se Sony Erickson Walkman) e a Common People é a música oficial do meu fim-de-semana. Ouçam lá a música e digam-me se não é uma delícia. Eu adoro a parte eu que ele diz que levou a menina ao supermercado. Aqui fica uma sugestão para um date. A mim até me parece bem. Logo que não seja o Tesco de Bethnal Green. Muito bom, mesmo muito bom.
Muito lindo este filme!! Vale mesmo a pena. Do Senhor que fez a Viagem de Chihiro / Spirited Away, My Neighbour Totoro e a Princesa Mononoke, entre outros.
Agora que uns já não podem e que a outros restam apenas uns escassos meses até «expirarem» a validade do dito cujo, eis senão quando a Movijovem comunica a toda a nação que o Cartão Jovem é agora extensível a todos os moços e moças com idade até 30 anos. Agora sim, sinto-me ''Mais Jovem'' (ou não...)
sábado, janeiro 23, 2010
Será que ser Presidente da República não lhe dá o suficiente para viver e o Senhor agora faz anúncios a "instant relief for sensitive teeth"? As parecenças são extraordinárias e foi mesmo isto que eu pensei!!! :)
Há duas semanas a disposição era esta: a de abraçar o Mundo ...
Casas de Santana
O pôr-do-sol mágico
O maravilhoso Pico do Areeiro
A levada prometida ...
O mar da tranquilidade
A Natureza arrebatadora
O azul imenso!
A árvore mais linda ...
O mergulho no horizonte infinito
A energia da cor
O Amor à solta num Jardim
O verdadeiro luxo: VIVER a VIDA
O voo da partida, a promessa de voltar.
Adoramos ser surpreendidos por esta Ilha. A boa notícia é que, já a partir de Março, a Transavia.com inaugura o voo Porto-Funchal com partidas de Domingo a 4ª feira, com um preço imbatível de lançamento: 40€. Apetece fugir para lá, não?
Até lá, um excelente fim-de-semana !
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Ao som desta música, a ti dedicada neste Dia Especial, envio um abraço caloroso e amigo de Parabéns, com o desejo sincero que a vida te continue a sorrir.
No Inverno chove. É algo que aprendemos como sendo um dado adquirido, desde tenra idade. Há Invernos em que chove mais e Invernos em que chove menos. Pacífico. De uma forma geral, acontece todos os anos haver, devido às chuvas mais intensas, problemas de escoamento de águas, inundações de vias que geram, invariavelmente, o caos no trânsito. Acontecem acidentes, filas intensas, lentidão na circulação e, consequentemente, atrasos ao trabalho para a maioria das pessoas. Que todos nós sabemos disto, é ponto assente. E, para quem como eu, preza a pontualidade, percebe com imensa facilidade e rapidez de raciocínio que uma forma de evitar estes atrasos é sair de casa com maior antecedência. Programar o despertador para uma hora mais cedo, levantar a essa mesma hora, entrar no carro, conduzir na calma, passando aqui e ali por algum problemazito de menor e …voilá! Chegar ao emprego com atraso zero! Ali, limpinho, registo de ponto imaculado! Simples, não? Pois então, porque é que as pessoas se atrasam de manhã quando chove mais?! **
Esta questão parece ter intrigado deveras a minha Chefe que, cansada de tanto atraso matinal e, achando óbvio todo o racional acima exposto, decidiu presentear-me esta manhã com um email, cujo texto reproduzo abaixo:
Acho que tem sido um exagero os atrasos dos colaboradores em dias de chuva. A primeira, segunda vez ainda posso aceitar, mas consecutivamente parece-me que é falta de planeamento e que já acham que não tem problema chegarem atrasados com a justificação da chuva. Na minha opinião, sabendo que a previsão do tempo para o dia seguinte é “chuva” (intensa ou não) deve existir a preocupação de sair mais cedo de casa para enfrentar o trânsito. Como tal não tem acontecido vais passar a enviar ao final do dia a previsão de tempo para o dia seguinte. Obrigada.
Apesar de lisonjeada com tal nobre tarefa a mim atribuída vi-me, no entanto, forçada a declinar o convite para ser 'menina do tempo' aqui na empresa uma vez que a acumulação de tarefas poderia ser contra-producente para mim. E, para além do mais, o meu objectivo nunca foi enriquecer, pelo que dois trabalhos, logo, dois salários, não é coisa que me atraia. De maneira que, de forma humilde, respondi a este amável email, agradecendo a oportunidade dada, mas que tal teria que ficar para uma próxima oportunidade dado que o meu trabalho actual – lidar com pessoas com o respeito e dignidade que elas me merecem – me ocupa 100% do meu tempo. E, para além disso, ser a 'menina dos recursos humanos' é um estatuto que me levou ainda um tempo considerável a adquirir e, costuma-se dizer que ''em equipa ganha, não se mexe ''. E então, depois, o que respondeste ao email? – perguntarão. Ora bem, se bem me recordo, escrevi um textinho a dizer que a piada era gira mas que eu ia guardá-la para amanhã me rir (porque sou poupadinha) e fiz um gesto muito feio para o monitor antes de clicar no ‘’enviar’’... Ah! E pedi a Deus que me desse uma dose extra de paciência que estou a precisar dela!!
** parece que por vezes, as coisas ficam más ainda durante a noite e por isso levantar mais cedo não adianta. Melhor mesmo é dormir na empresa ou - ainda melhor!! - fazer jornada contínua!!!