quarta-feira, setembro 29, 2010
sexta-feira, setembro 24, 2010
Com votos de um bom fim-de-semana*
* e não é que os meus posts mais recentes são todos a desejar bom fim-de-semana!
De origens étnicas diversificadas, esta personagem promete arrasar os corações masculinos e fazer com que as leitoras roam as unhas até fazer ferida.
Um romance com muita paixão, pimenta, piripiri, rúcula e, claro, ENO digestivo.
Over and out
domingo, setembro 19, 2010
Festival de Sensações
Nós riamos e tentavamos prestar atenção ao teatrinho, mas era complicado quando ao nosso lado tinhamos crianças com gargalhadas apetitosas, que se repetiam uma e outra vez. Mesmo ao nosso lado, duas meninas conversavam sobre acontecimentos das férias e uma delas explicava que o homem que viu na praia a nadar "era mesmo muito grande, do chão quase ao tecto da praia!". Do outro lado, um menino no colo do pai perguntava com alguma apreensão "a mão vai morrer?". E eu não conseguia deixar de sorrir.
"Seremos nós marionetas?", perguntavamos em silêncio...
E quando retomavamos o caminho de regresso a casa, pelo meio do jardim, começamos a ouvir pequenas risadas, abafadas mas sem sucesso. Olhamos melhor e apanhamos em flagrante as marionetas de pedra perdidas de riso! Eram 13, a rir uns dos outros, a rir do mundo, e rir de nós. Um menino aproximou-se admirado e, estendendo o dedo de forma hesitante de início, imitou o marionetista no gesto de fazer cócegas na palma do pé do homem pequenino com gargalhada de pedra. E eu podia jurar que vi este ser petrificado inclinar-se ainda mais, acompanhando as nossas risadas.
Eu gostei deste domingo à tarde.
sexta-feira, setembro 17, 2010
sábado, setembro 11, 2010
quinta-feira, setembro 09, 2010
Descolei e senti o estômago a subir à garganta. Depois não queria outra coisa.
Outras alturas houve em que esperei e desesperei... Em terra firme, a vida nem sempre rola como é suposto.
Arrisquei tudo! Experimentei.
Praga, Rua Nerudova
Algarve, algures...
Madrid, Plaza Mayor.
Não sei para onde vou a partir daqui. Para já vou dançar, dançar "'till the end of love"...
segunda-feira, setembro 06, 2010
Obrigada obrigada obrigada!
Amigos, música, muito carinho e sorrisos imensos. Faltou apenas uma princesa... mas mesmo essa esteve no meu coração.
Eu gosto muito de vocês. Mas isso não é novidade...
segunda-feira, agosto 30, 2010
domingo, agosto 29, 2010
segunda-feira, agosto 16, 2010
Am I one?
domingo, agosto 08, 2010
quarta-feira, agosto 04, 2010
...
Se eu o usar durante o dia, o cabelo sabe e o creme já não funciona ou pensa que já é noite e faz milagres?
quarta-feira, julho 28, 2010
sexta-feira, julho 23, 2010
Sugestão de fim-de-semana

A vida é um milagre de Emir Kusturica. 2h 30 minutos de uma beleza sem palavras. O cenário é lindo. As músicas são imensamente divertidas. Os personagens são hilariantes - obviamente, pois é um filme do Kusturica. E o cão, o gato e a burra são de rir até ficar com dores de barriga!! Tentei encontrar um vídeo no you tube para postar, mas não fazem justiça ao filme. Vão ver o filme....
domingo, julho 18, 2010
No meu sotaque, Arto Lindsay
PS - Ignorem o vídeo, que é apenas uma imagem sem sentido. Curtam só a música!!!
sexta-feira, julho 16, 2010
quinta-feira, julho 15, 2010
sábado, julho 10, 2010
Sem comentários...
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade. Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
By Miguel Sousa Tavares
sexta-feira, julho 09, 2010
Aqui e Agora
"Aqui e Agora" de Henri Nowen (texto retirado de http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/)



