sexta-feira, julho 28, 2006

Um verdadeiro cartoon...


Olá

Quem me conhece bem sabe que a uma sexta-feira é tarefa quase impossível moerem-me o juízo no local de trabalho.

Quem me conhece ainda melhor sabe que, como boa profissional e ainda por cima desta área intitulada 'RH', procuro ser um role model interno em termos de profissionalismo, respeito pelos colegas e que tenho um elevado controlo ao nível de linguagem... Ok, sou moderada no local de trabalho, trato os outros como gosto de ser tratada (i.e. com respeito) e basicamente sou uma rapariga pacífica.

Mas hoje conseguiram!!! Não sei se culpa do calor que me deixa mais sensível a radiações negativas, se o cansaço acumulado e a urgência de férias me afectaram a habitual atitude de puro fleuma face a pessoas mau carácter que só cá andam a destilar azedume... Não sei, mas acontceu! Uma unica pessoa foi capaz da proeza de me deixar com os cabelos em pé...

Meus amigos, porque é que a arrogância não paga imposto? Ãh, digam-me?
Porque é que existe sempre alguém nas empresas que é aparentado lá do senhor das chamas e do tridente? Ãh?

Sim, enfureci-me ... mas o que salvou a situação foi o facto de ter sido uma conversa ao telefone...
Desliguei a chamada...respireir, pedi socorro, acudiram-me com um 'desopila' e lá acalmei...

Passado uns momentos, tive o confronto 'face to face' e, já recuperada, respondi com a minha cara de quem acaba de ganhar o Euro Milhões. Apercebi-me que foi uma migalha...que a dita pessoa maléfica não ia levar a melhor. Que se ela é amarga eu sou doce, docinha!!

Sim, fui cínica...(confesso) Mas teve de ser... apetece chegar a casa e perguntar à mãe como quando se tem 4 anos: 'Mãe, porque é que há pessoas más?'...

Enfim, como rir é o melhor remédio para situações 'tragico-laborais' procurei refugio nas tiras cómicas do 'Dilbert'.
Quem me conhece, sabe que adoro o Dilbert...esse engenheiro informático que vive os dramas de quem trabalha em empresas, tentanto manter a coerência e a sanidade :)

Acho que esta tira ilustra a minha 'co-worker'...no sentido em que tal como a personagem desta tira é alguém que mais parece um cartoon!

(notinha...para quem n conhece, apresento: o Dilbert é o personagem que aparece em pé no ultimo quadradinho da tira, é engº informatico; o 'mau' é um outro engº. que integra a equipa de trabalho do Dilbert e o que está sentado é o gestor - vê-se logo pela ausencia de cabelo, não é?)

(cliquem na imagem para conseguirem ler melhor...a imagem é pequenina...)

beijinhos, divirtam-se e bom fim-de-semana!

Os Senhores e as Donzelas aceitam?


Passei por cá hoje, para um convite fazer?

Está a decorrer (a partir desta noite e até 6 de Agosto) mais uma edição da tão mediática e aclamada Feira Medieval de Santa Maria da Feira.

Convido-vos então, porque estamos no Verão, em vésperas de férias, e porque gostamos de festas diferentes, a deslocarmos os nossos veículos e posteriormente as nossa perninhas, por Terras de Santa Maria.

O Programa inclui para além de uma visita pela Feira, a realização de alguns jogos e, se acharem conveniente, a visualização das Justas Medievais. Estas realizam-se (calculo que todos os dias, uma vez que não há indicações do contrário), nas margens do rio Cáster, pelas 22h30, e custam por pessoa 3 euros (convém chegar mais cedo para comprar os bilhetes).


Que me dizem? Alinham? Este fim-de-semana ou o próximo?

Consultem as vossas agendas e digam-me qualquer coisita. Aguardo notícias vossas!

Beijos

Má-dá

quarta-feira, julho 26, 2006

MAR

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.


ANDRESEN, Sophya de Melo Breyner MAR, poesia Editorial Caminho, Lisboa 2001

Apetece tanto olhar para o mar, sentar na areia da praia a olhar para o mar, sentir a brisa do ar, inspirar, passar as mãos pela areia, olhar para essa Luz que encadeia, correr para a água,
mergulhar, mergulhar no mundo que conheço

Paz, calma
Por entre as águas, mergulha a alma

A descolagem


Olá pessoal!

Já falamos aqui da caminhada que todos estamos a fazer, tendo em vista as férias que se aproximam.

Depois dessa caminhada, e da contagem decrescente que eu e a Carminho temos feito, senti que estou dentro de um foguetão, a preparar-me para a descolagem para as minhas tão merecidas férias (pelo menos eu acho que as mereço).

Existirão alguns cuja partida será mais rápida, e outros irão permanecer dentro do foguetão, a fazer a contagem a cada momento que passa.

Aos que partem mais cedo, só vos quero dizer que rapidamente vos apanharei (até porque em pensamento também já estarei de férias, a produtividade é que vai reclamar) e desejar uma FANTÁSTICAS FÈRIAS.

Como qualquer verdadeiro astraunauta, cá vai: 10; 9.5; 9; 8.5; 8... (e por aí adiante)


Beijos

quinta-feira, julho 20, 2006

Após várias semanas de ausência, por problemas técnicos e afins, deixo uns breves pensamentos, especialmente dedicados aos casalinhos do blog..só vós digo uma coisa...ACORDEM PÁ VIDA, TÁ?!!!!!


Visão bem-humorada no amor


O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares que nunca viste.
O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que escondes dentro de ti e não mostras a ninguém.
Isso chama-se vibrador tailandês de três velocidades.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.
O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém.
Isso chama-se sequestrador.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa a sua marca por onde passa.
Isso se chama pombo com caganeira.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou para ver estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti.
Isso chama-se alienígena.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti.
Isso se chama controlo remoto de TV.
O amor é outra coisa.

"O amor é simplesmente... o amor."

quarta-feira, julho 19, 2006

Veneno

"Voltou a cabeça, deu um passo para o lado. As pessoas rodeavam-no a distância prudente. A luz das tochas iluminava o seu corpo disforme todo encurvado e as escamas de negro mate da serpente. Sentia-se fraco a ponto de não poder mais. Sabia-se fraco a ponto de não poder mais. Sabia que já não obteria a ajuda de ninguém. E no mesmo segundo, depois de ter lançado com toda a força dos pulmões um grito estridente e longo, abriu a mão esquerda e largou o pescoço da serpente, suspirou e baixou a cabeça em sinal de derrota.

A cabeça da serpente tombou, todo o seu corpo se abateu: estava morta. Ninguém sabia desde quando. Quando se entreajudaram para soltar os anéis e desprender a criança, isso fez-se facilmente. Toda a gente estava horrorizada e siderada pelo tamanho colossal da serpente, e os comentários sucediam-se. Mas a criança estropiada não se interessava por ninguém nem por nada. Os seus olhos não brilhavam. Por vezes sorria. Por vezes desatava a rir. Por vezes chorava. Por vezes resmungava para si própria coisas incompreensíveis. Perdera totalmente a razão a partir do momento em que decidira aceitar a derrota."

Veneno é uma pequena história sobre a luta de um rapazinho tai, sonhador, marionestista e guardador de vacas, com uma cobra gigante.”


Resolvi colocar este pequeno excerto, do final do livro, uma vez que acredito que só neste momento que percebes o que autor quer transmitir.

Lutem por tudo o que vocês queiram, mesmo que acreditem que estão sem forças e sem ninguém por perto.

sexta-feira, julho 14, 2006

Teias


Há noites envolvidas em abraços
Polvilhadas com o pólen de um amor-perfeito
E há perfis que se desenham em toques e traços
De imperfeição, curvilíneos, nunca a direito!

E há mãos que se moldam às nossas cinturas
Como arco-íris enrolados, irreflectidos.
E dos olhos se projectam as cores mais puras
Que nos trespassam e inebriam os sentidos

Há noites que nos engolem e nos tomam
Por agora, toldam o encanto
Mas há horas que nos despertam e acordam
E nos desembrulham deste manto

Por agora o desaconchego
Por agora despertamos, é certo
Sussurramos sem receio, sequer medo
Sussurramos que, mais adiante, estaremos perto

Há noites que são teias de prazer
Tricotadas por aranhas de fantasia
São essas noites que nos fazem correr
Que nos apressam para o pôr de sol de cada dia.

Ofereço um dos meus poemas . O meu poema preferido, aquele que, modéstias à parte, me saiu melhor... Porque hoje é um dia especial e porque quero polvilhá-lo com o polen de um amor (mais que) perfeito. Ofertas de poemas são ofertas de amor, de carinho, de amizade..

A Ti, ofereço-te o meu Amor
Aos restantes, o meu carinho e amizade...

quinta-feira, julho 13, 2006

A Felicity message...


« Do you know what I definitely believe in? Fate -that things happen for a reason»

Quem não se lembra da menina Felicity Porter, do triângulo com o Ben e o Noel, da menina inocente que amadureceu e se emancipou durante a vida universitária? Do desgosto do Noel ao som dos R.E.M. e da 'Everybody Hurts'?
Da residência universitária e das partidas que uns armavam uns aos outros? Da técnica de estudo da Helena, que memorizava listas enormes enquanto devorava M&M's?

Da maravilhosa banda sonora, da elegante cidade de Nova Iorque, do Dean & Deluca (bem ao estilo Starbucks), do beijo apaixonado da Felicity e do Ben entre pós de especiarias (que mais pareciam pózinhos de pirilimpimpim) na dispensa do Dean & Delluca, após imensos e sofridos episódios?
Quem não se lembra?

Da espera sofrida nas tardes de Sábado só para apanhar mais um episódio, uma vez que o horário andava sempre a saltar... Ali colada ao televisor. Ao som da música de abertura, era a maravilha, o viver intenso daquela história que parecia ter tantos pontos de semelhança com as minhas histórias, com os meus afectos e vivências...

Sobretudo, das mensagens da Sally...mensagens de esperança, que me tocavam, que me faziam sorrir e me faziam crer mais ainda que esta vida é cheia de felicidade, basta estarmos de braços abertos para a receber. Porque ela reside nas pequeninas coisas, até num grão de areia...
Até num episódio de ficção da TV...

Escolhi esta messagem da Felicity....porque eu acredito no destino ... e acredito sobretudo que a vida nos destina o melhor do mundo, para cada um(a) de nós. Mesmo que por vezes, não consigamos ver de imediato toda a 'tela', mais cedo ou mais tarde, a vida encarrega-se de nos mostrar a obra de arte que, de facto, é ...

Se calhar hoje estava 'destinada' a revisitar a Felicity... Soube-me tão bem, tão bem que tinha que partilhar convosco.

Um quadradinho de chocolate para cada um de vós ...

quarta-feira, julho 12, 2006

Caminhada...


Caríssimos amigos:

Vamos a meio de (mais) uma semana e confesso que só penso naquilo. Insistentemente, tento não pensar naquilo, vocês sabem... Até porque isso me desconcentra e pode contribuir negativamente no meu desempenho...Mas, que posso eu fazer? Tudo conspira para que o balão de pensamento, bem ao estilo BD, surja em cima da minha cabecinha, sem pré-aviso!

Tudo: os dias de calor quase sufocante, os anúncios de televisão com imagens de praia, sorrisos rasgados e refrescos à mistura, pessoas que passam na rua com a toalha debaixo do braço, colegas mega-bronzeados ou simplesmente colegas que não estão por cá porque estão em sítios bem melhores do que este 'cubículo'...

Mas não estou, não vou e nem quero desanimar, por isso caminho, dia após dia, com coragem e com ânsia (controlada) ...

A todos os caminhantes uma palavra: Coragem! Falta pouco!

E já que falo de caminhada para as férias aqui vai um belo poema de António Machado:

Caminante, son tus huellas el camino,
y nada más;caminante,
no hay camino, se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.
Já falta pouco para vermos o céu de Porto Côvo repleto de estrelas ... :)

Beijos para todos!

segunda-feira, julho 10, 2006

Com saudades...

Meus queridos,

Finalmente arranjei um bocadinho para aqui aparecer... Confesso (!), já estava com saudades vossas!
Têm sido dias algo agitados. De regresso, de mudança, de alegria e emoções fortes (nervoso miudinho).
Contudo, sempre, sempre com um sorriso nos lábios (está sempre comigo...)!
As recordações também têm surgido... De velhos hábitos, de um (re)conhecimento da minha cidade, de momentos vividos e de pessoas. Muitos abraços tenho eu dado!
Sempre, sempre com um sorriso nos lábios (está sempre comigo...)!
Tinha saudades disto. Desta gente. Deste terra. De uma A1 que se resume a Aveiro-Porto. Da minha cidade favorita, onde cada vez que passo aquele Ponte (Arrábida, sempre!) fico com um "brilhozinho nos olhos" (já dizia o cantor)...
E sempre, sempre com um sorriso nos lábios (está sempre comigo...)!
Partilho convosco estes meus momentos. Julgo que devem ser partilhados com quem está próximo.

Beijinhos para as meninas
Abraço para os meninos
Um beijo doce para quem está sempre comigo

domingo, julho 09, 2006

E a lista continua...

Lembrei-me de um post que Maria publicou há algum tempo: "As coisas Boas da Vida".
Recordei momentos e tentei descrevê-los em palavras, mas a lista era enorme e não traduzia nem de perto o quanto eram bons.

Então lembrei-me de uma forma de juntar tudo num momento, e talvez assim, conseguisse, pelo menos desta vez, fazer com que compreendessem...
Procurei e descubri!

Recordei aqueles dias no Gerês, com amigos que me aquecem a alma, com a promessa de um novo ano e novos abraços.

Recordei a madrugada de um ano novo, recostada num sofá, enquanto assistiamos a um filme que descubri com uma amiga que me sorri em sintonia.

Recordei a partilha, a bordo de um carro, de um riso delicioso e aberto que explodiu de um olhar sorridente e propositadamente "distraído", depois da cumplicidade das palavras que surgem naturalmente como se fossem patilhadas desde sempre.

E recordei que tenho muita sorte em ter tantos cúmplices, que conspiram para que sorria, e que se for preciso cantam por cima das minhas palavras a música que passa na rádio, mesmo que a minha vontade seja a de me magoar com memórias.

Vejam lá se não há momentos como estes em que o triângulo dos afectos se fecha por um instante e se ilumina...

sexta-feira, julho 07, 2006

Barba Rija à Tuga!

Mais uma Sexta-feira e mais uma semana de sensações ao rubro!! Com altos e com baixos, é certo, mas sempre com alma lusa cheia de orgulho!

Hoje, pela matina, na leitura habitual do jornal virtual , reparo que estão já fechados os votos para a eleição do melhor jogador jovem deste Mundial.
Estavam a ‘votos’ todos os rapazes sadios e com dentição completa, nascidos no ano da graça de 1985, no mínimo...

No entanto, no decurso desta manhã caiem-me, qual cachos de uva madura, na caixa electrónica, mensagens de incentivo para votar no caro (ou melhor, extraordinariamente caro, a avaliar pelo preço de transferência para o Manchester United) jovem madeirense Cristiano Ronaldo, ou como eu lhe prefiro chamar: Cristie Ronnie.

Em vez de ficar embuída de espírito votante, fiquei desolada...A esta hora os votos caíriam em saco roto, talvez no ‘black hole’ da internet...
E, em vez de Cristie Ronnie, um outro jogador pôde regozijar-se com o Prémio Melhor Jogador Jovem do Mundial: o Prémio Gillette!

Hã, mas esperem...Prémio Gillette!??
...Pois claro, aí está! Agora percebi! Afinal, o que estavam a eleger era o jogador jovem melhor barbeado deste mundial!! Ah, uff!
Mas, mas...mesmo assim, Cristie Ronnie não deveria ganhar? Ele, que anda sempre todo barbeado...? Hum...
Mas vendo bem as coisas, nós também não apreciamos homens sem pêlos no peito, na cara ... pois não? Onde já se viu? O belo lusitano quer-se ao natural! De barba rija!
E nós sabemos, sem votos que, para nós, os melhores foram e são os nossos jogadores, sem dúvida!!

E as lâminas, as máquinas de barbear ... os outros que as levem!

Com os nossos, o negócio é mais jogar bem a bola!! Não concordam?!

Over and out!

segunda-feira, julho 03, 2006

Bolinhos congelados?!?!?!?!

Como podem imaginar fiquei extremamente desolada com uma receita que foi publicada de uns bolinhos de bacalhau congelados que se faziam acompanhar de um tal arroz com bolinhas verdes.
Nunca imaginei que tal ultraje aos bolinhos de bacalhau acontecesse. Embora tenha referir que vi nas espinhas, do bacalhau que desfio todos os dias na lanchonete do Bilha, que algo me iria indignar. Mas nunca, nunca mesmo, poderia imaginar que tal se tratasse de Bolinhos De Bacalhau CONGELADOS.


Só agora estou a revelar a minha indignação, porque para além de ter de digerir este assunto, tão delicado para mim, e dada a minha extrema sensatez, teria de ponderar a partilha da receita de Bolinhos de Bacalhau, que aliás todos conhecem.

Estou certa que o Bilha não se irá aborrecer comigo, dada a importância e gravidade do assunto. Aqui vai a receita.

Bolinhos de Bacalhau à Moda da Má-dá

Ingredientes:
Para 4 pessoas (se as 4 pessoas comerem menos dá para mais)
  • 250 g de bacalhau demolhado (da Noruega, não há dúvida alguma, até porque ele patrocina as nossas mentes brilhantes);
  • 200 g de batatas (descascada, como é óbvio);
  • meia cebola (por favor vejam se é mesmo meia, usem regra e esquadro, se for necessário, porque um pouco a mais ou a menos pode estragar toda a confecção do prato);
  • 1 colher de sopa de salsa picada (fresca de hoje);
  • 1 cálice de vinho do Porto (pequeno ou grande, dependendo do efeito que se quer produzir nas pessoas);
  • 3 a 4 ovos (de galinha);
  • Pérolas q.b (para os menos entendidos refiro-me ao sal, do qual uns podem abusar mais do que outros);
  • Pimenta e noz-moscada (com alguma moderação);
  • óleo para fritar (de amendoim, porque é mais saudável - hiper, super importante)

Confecção:


Cozem-se as batatas e reduzem-se a puré, ou seja, esmaga-se as batatas até ficar um tipo de papa, mas mais sólida.


Coze-se o bacalhau, escorre-se (colocar num estendal de preferência e plástico, porque os de ferro podem enferrujar), limpa-se de peles e de espinhas (importa referir que estas não se devem deitar foram, porque existem benefícios no seu uso ;)) e esfrega-se muito bem num pano limpinho e grosso, até ficar completamente desfeito em fios.

Numa tigela média (mais uma vez peço atenção as medidas), junta-se o puré de batata, sem casca, o bacalhau, em fios, a meia cebola e salsa picadas finamente (podem usar à régua, por causa das medidas), o vinho do Porto, e tempera-se com sal, pimenta e noz-moscada.


Incorporam-se os ovos inteiros, isto é, para os menos entendidos, a parte branca (que é efectivamente transparente e viscosa), e a parte amarela, um a um (mas se conseguirem partir dois a dois é mais rápido), ligando intimamente a massa até esta apresentar uma consistência ideal. Moldam-se as bolinhas com a ajuda das mãozinhas (ao natural é melhor.... quero dizer sem luvas e sem a ajuda de outros utensílios) e fritam-se em óleo de amendoim bem quente, até ficarem bronzeadinhos, como se tivessem ao Sol.

Nota: A quantidade dos ovos depende muito do tamanho destes e da própria galinha e da qualidade da batata – não esquecer que o que é Nacional é bom, ou será que é o que é da Selecção?!?!?!?!?!


Agora sim, com esta receita podem degustar os verdadeiros Bolinhos de Bacalahu acompanhados do tal arroz de um tal chef Al.

PARTILHA

Maria e Má-dá, duas meninas muito pensadoras, entre um café e umcaipirinha desenvolveram algumas ideias a implementar nas fabulosas, e cada vez mais próximas, férias no Alentejo.
Assim, temos o prazer deanunciar a todos os membros do g+g o seguinte plano de festas:
- dada a existência de muitos casalinhos apaixonados neste fabuloso grupo, nós comunicamos que estes ficarão encarregues de preparar fabulosas refeições para toda a malta!! Já alguém havia sugerido que fossem os meninos a preparar as ditas refeições. No entanto a nós parece-nos (eu Maria fui contagiada pela sensatez de Má-dá!!) que é mais apropriado que tais actividades sejam desnvolvidas a dois! Saliente-se que tal demonstra extremo altruísmo da nossa parte, que faremos o imenso sacrificio de ficar mais algum tempo na praia para não atrapalhar na realização de tais tarefas!! Ao se encarregar os vários casais desta tarefa fazemo-lo somente a pensar no bem dos mesmos! Senão vejamos: haverá forma melhor de se desnvolver o companheirismo numa relação do que a divisão de tarefas!?? Testando a compatibilidade na cozinha!!?? Muito bem pensado da nossa parte!!!
- Uma vez que vocês têm direito a preparar as refeições, nós meninas solteiras achamos ser justo "reinvindicar" um dos apartamentos só para nós... vocês que estão acasalados que se entendam!!!
E pronto para já parece nos serem razoáveis estas nossas sugestões!!!
Aguardam-se comentários...
Maria e Madalena
P.s. - Obviamente que pela nossa parte... não haverá recuo relativamente às mesmas !!!

Memoirs of a Gaija


Isti foi um fini di simána tipicamenti Japonês.

Ôra Vê-jam:

Nu sá-ba-Du eu, Carminho Li, fui com o meu Bilha San e com os carus Ámi-gus: Ivana Chi e Sal San, a convite de J. Tsan e F. Tsan, a um Sushi rest.

Entramos no belíssimo espaço e logo, logo, a música tipicamente japonesa nos invadiu a alma ... Ao que parece, a música (disseram-nos) pertencia à cantora Britney Osaka, que tem sido o número 1 recorrente na lista do Top Ten Japonês.

Já acomodados (e desenganem-se as mentes que pensavam que estávamos no chão), fomos abordados por uma brasileira tipicamente japonesa.

‘- E aí, caras? Já escolheram seus suchis?’

J. Tsan escolheu o manjar; começamos por umas belíssimas entradas bem ao gosto lusitano: umas chamucinhas (ou melhor, uns crepes enrolados recheados com legumes).

Yummie- San! ‘– dissemos em coro, após o desgosto provocado pela degustação do chá vermelho ...

A seguir, trouxeram-nos umas tábuas, à boa maneira francesa...mas em vez de queijos e tostas, lá estava ele, o tal, o senhor, o mestre SUSHI!

- ‘U-lá, Sushi San’! – cumprimentamos.

Para ilustrar, deixo a foto ao lado. Quanto ao sabor, bem, o que posso dizer é que:

- não é salgado, mas também não é insosso;
- não é doce, mas também não é amargo;
- não é picante, mas também não é desprovido de condimentos.

E mais: enche a barriguinha (que é o que a gente portuga bem aprecia) e é saudável!
E mais ainda: é limpinho! Nada como os chinos-sans que se escondem a cozinhar nas caves, junto do mestre das tartarugas ninja! Nada disso, ali os mestres preparam tudo à nossa frente, tudo nas claras! Sim, senhor, são uns senhores!!

Após um belo jantar rumamos a outros lugares, desta vez mais ao estilo tuga, porque caros, ‘O que é nacional é bom!!!’

Mas aqui fica a sugestão para uma futura jantarada do gang g+g: sempre podemos ir todos de robe que ninguém diz que não é um típico Kimono!!

No domingo, ainda com o Japão dentro de mim (uma vez que sou lenta a fazer a digestão) saborei, na maravilhosa companhia do meu adorado Biilha, o filme ‘Memórias de uma Gueisha’, outra sugestão para os membros...Um filme muito bonito e com um final feliz (bem ao gosto da Carminho!)
E são estas as memórias recentes desta gaija, Carminho!!

Sayonara e Arigatô!

domingo, julho 02, 2006

Força PORTUGAL...

Vamos acreditar na equipa portuguesa...

Vamos acreditar nesta equipa que nos tem dado mostras do seu empenho e da sua vontade de vencer...

Vamos acreditar que seremos os Campeões do Mundo!!

FORÇA PORTUGAL...

quinta-feira, junho 29, 2006

Arroz de ervilhas com bolinhos de bacalhau

Sugestão culinária para esta semana: "Arroz de ervilhas com bolinhos de bacalhau"
Chefe de cozinha: Al

Ingredientes
  • Arroz agulha marca "Arroz todo bom"
  • Ervilhas do Gana congeladas a uma temperatura de -10º
  • Azeite "Canta de Galo"
  • Óleo vegetal de girassol
  • Cebola nova ou velha (a idade não importa)
  • Pimenta (atenção, este ingrediente é fundamental)
  • Sal grosso ou fino (como preferirem, gostos não se discutem!)
  • Água da torneira (sem lixívia, de preferência...)
  • Bolinhos de bacalhau (já prontos... já que a sua preparação fica para uma outra receita!)

Utensílios fundamentais:

  • Panela em inox com pegas em ouro (de preferência da TV Shop)
  • Colher de pau (não se aconselha o uso do pau de cabinda)
  • "Pano evita queimaduras"
  • Frigideira

Confecção

Coloca-se "ao lume" a panela com um fio de azeite, com a cebola cortado em quadrados (atenção: garantir que são mesmo quadrados e não rectángulos ou outra figura geométrica... estamos a cozinhar e não a demonstrar os nossos conhecimentos de geometria adquiridos no secundário!).

Após estarmos naquela fase em que a cebola ganha alguma côr, mas antes de queimar, adiciona-se a água, juntamente com a um pouco de sal e pimenta. Saliento que a pimenta é fundamental!

Deixa-se ferver, isto é, espera-se que a água se comece a movimentar e a ganhar umas bolhinhas... Chegando a esta fase, colocam-se as ervilhas e logo de seguida o arroz. Fecha-se o tacho!

Entretanto, vai-se abrindo o tacho e mexendo com a colher de pau, só para dar aquele ar que sabemos cozinhar!

Enquanto o arroz processa a sua bela cozedura, colocam-se os bolinhos congelados na frigideira e deixamos os mesmos ganhar um certo bronze! Mais uma vez, antes de os queimar, é necessário retirá-los.

Passados cerca de 10 minutinhos, prova-se o arroz do tacho só para garantir que está cozidinho e voilá!!! Está feito!!!

Deliciem-se!!!

Amor(as)


Apetitosas,
Vitaminadas,
Cheias de Vida!

Simples...
Lindas por dentro e por fora!

Todas difererentes
Todas únicas...

São assim as minhas Amor(as) - as minhas Amigas:

Uma delícia!!!!

quarta-feira, junho 28, 2006

Avante!

A felicidade é algo que se multiplica quando se divide. E porque a água do rio corre para o mar, adiante com este Blog até porque deitar cedo e cedo erguer dá saude faz crescer!!

Ponham lá os vossos Posts porque ao menino e ao borracho põe deus a mão por baixo. E ainda que ache que cada macaco no seu galho ... a candeia que vai à frente alumia duas vezes. E verdade seja dita, grão a grão enche a galinha o papo.

Não se esqueçam! De pequenino se torce o pepino!
Bora lá a postar minha gente… Que esta vida são dois dias.

Beijos

segunda-feira, junho 26, 2006

Encontrei...

Na esperança de teus olhos


Eu ouvi no meu silêncio o prenúncio de teus passos

Penetrando lentamente as solidões da minha espera

E tu eras, Coisa Linda, me chegando dos espaços

Como a vinda impressentida de uma nova primavera.

Vinhas cheia de alegria, coroada de guirlandas

Com sorrisos onde havia burburinhos de água clara

Cada gesto que fazias semeava uma esperança

E existiam mil estrelas nos olhares que me davas.

Ai de mim, eu pus-me a amar-te, pus-me a amar-te mais ainda

Porque a vida no meu peito se fizera num deserto

E tu apenas me sorrias, me sorrias, Coisa Linda

Como a fonte inacessível que de súbito está perto.

Pelas rútilas ameias do teu riso entreaberto

Fui subindo, fui subindo no desejo de teus olhos

E o que vi era tão lindo, tão alegre, tão desperto

Que do alburno do meu tronco despontaram folhas novas.

Eu te juro, Coisa Linda: vi nascer a madrugada

Entre os bordos delicados de tuas pálpebras meninas

E perdi-me em plena noite, luminosa e espiralada

Ao cair no negro vórtice letal de tuas retinas.

E é por isso que eu te peço: resta um pouco em minha vida

Que meus deuses estão mortos, minhas musas estão findas

E de ti eu só quisera fosses minha primavera

E só espero, Coisa Linda, dar-te muitas coisas lindas...


Vinicius de Moraes

(Ei! Tu aí na varanda! Para o caso de ainda não teres percebido...)

quinta-feira, junho 22, 2006

Acreditar no para sempre

«Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.»

in Miguel Sousa Tavares (o grande!!!) em «Não te deixarei morrer, David Crokett»

Sim, eu também acredito... e vocês?

segunda-feira, junho 19, 2006

Good Vibrations

Caríssimos Amigos

Nesta segunda-feira de Junho, em pleno regresso ao trabalho (isto é uma estafa!) decidi, num gesto generoso e revivalista, partilhar memórias recentes e conhecimentos preciosos para umas próximas férias...
Antes de mais, coloquemos o vinil em posição...e deixemos os Beach Boys envolver-nos com o fantástico...‘I’m looking for a good vibration...’


Sim, em busca de boas vibrações, ‘Quatro estarolas iniciaram uma viagem fantástica quando um deles, o maior....’ disse:

- Pessoal, tudo a postos para o Algarve? Apertem os cintos, fasten your site bells...por falar em bells, isto lembra-me algo...hum. hum...Bells, bell, hum...já seii!!! Bell de Isabel.... Ah, meu amor...’

- Ei! Cuidadinho, mãos no volante, está bem!!??? (gritou o casal Bilha e Carminho...)

Auto-estrada afora, com a Lua a dançar à nossa frente e trovões a iluminarem o caminho lá fomos...parando em quase todas as estações de serviço para cumprimentarmos o pessoal e para auditarmos os WC’s. Isto de viajar com auditores é no que dá!

E eis que, entre melodias, chegamos à simpática Vila Moura, esse paraíso cheio de palmeiras e de rotundas! E claro, de gente muito gira (como nós, evidentemente!)!
O descarregar de toneladas de bagagem ainda foi algo demorado, não fosse este um grupo vaidoso e ultra-precavido... até o belo do Mikado nos acompanhou...(para o caso de nos apetecer umas belas de umas espetadas, quem sabe?)

E eis que, finalmente, nos instalamos no belíssimo número 58, com vista para a piscina! Embalados pelo cansaço e ansiosos pelo amanhecer, ali ficamos a sonhar (pelo menos na versão oficial)... zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

A aurora rompeu e o galo cantou! Cheios de energia (tanta tanta que até baptizamos um jovem casal de melenas douradas e tonalidade de pele de holandês puro! com o simpático nome de Al & Calina, em alusão às pilhas alcalinas...), lá decidimos tomar o pequeno-almoço fora.

Batemos a porta do número 58, ávidos pelas boas vibrações de um pequeno-almoço aromatizado com uma amena brisa de verão e povilhado com a despreocupação típica das férias. Chegados ao chegar ao elevador, mesmo ali, na portinha do dito cujo, uma forte vibração cognitiva apossou-se da mente do jovem Bilha:

- Calina, bateste a porta?
- Sim, claro...
- Ó não! As outras chaves estão metidas na fechadura!!
(jovens, e aqui começou a aventura...e a pornografia...que isto não é decente, não!)
- Mas que dizes, metidas do lado de dentro?
- Sim, enfiadas lá dentro, e ainda por cima rodadas...
- Ó não! – disse Carminho - Os meus perfumes e cremes estão lá dentro!!
- Vamos meter a nossa chave e experimentar? – disse o jovem Al.
- A tua chave? Não sei não...não sei se resulta... – disse Calina, depois desta calinada...onde já se viu, bater assim com a porta, quando ela tem coisas lá enfiadas por dentro? Ai, ai, a vida...

Esperançados e empenhados e esfomeados (!), lá enfiaram a chave mas ela não entrava. Com outra lá dentro, nada feito!
Persistentes, ainda fizeram uma nova tentativa, mas em vão...
Entretanto, começou a ouvir-se trovejar... Porém, todavia, contudo desenganem-se as mentes que logo pensaram em mau tempo! Os trovões provinham directamente dos estômagos destes jovens em privação alimentar desde as 3 da manhã!
Como a cabeça funciona melhor de barriguinha cheiinha e feliz, lá decidiram ir comer algo.
Já acomodados num chiquésimo café, cheio de glamour e falo-vos nada mais nada menos do que a cafetaria do Ali Super (upa, upa!!), assistimos a duas cenas caricatas: a primeira, que os manequins das montras afinal andam por aí, a julgar pela loira de óculos escuros, chapéu de palha, perna cruzada, vestido castanho curto e decotado como se quer, e cigarro em riste, paralisada (perdão, sentada) à nossa frente! Se aquilo não era uma gaija boua, mesmo boua, daquelas que dizes: ‘ Ei, que boua!!’ não sei o que seria...
A outra cena caricata foi mesmo as torradas que nos serviram...quando se fala nos tradicionais escaldões algarvios, pelos vistos isso aplica-se também às torradas...pretas como carvão! Bronze fatal!! Aqui o grupo deu mostras da sua assertividade (e Carminho deu provas da sua forretice: ‘- Recuso-me a pagar torradas queimadas!!’) e lá conseguiu que a senhora das madeixas louras em fundo castanho se descentra-se da sua coloração capilar e se concentra-se em não deixar as torradas torrarem!! (passe o pleonasmo!)
Bom, saciados (se bem que ainda se comia mais qualquer coisinha...) lá marcharam para a conquista: não, não era Tróia que tinha que ser conquistada! Era mesmo o 58 da não menos magnifica Vila Moura!

E aqui, caros, entra o know-how, o verdadeiro saber da gatunagem (perdão, libertinagem) quando Bilha faz uma proposta indecente a Carminho:

- Vou tentar meter um cartão. Babe, emprestas-me um cartão dos teus?
(proposta esta acompanhada de um olhar matador que logo, logo, me deixou desarmada...cedi, portanto à proposta e saquei do meu cartão...)

Mete cartão, tira cartão da ranhura, rapidamente o dito adquiriu maleabilidade. No entanto, continuávamos na mesma: cá fora!!
Calina também meteu o cartão e ainda se queixou que o cartão estava a ficar mole... A porta era mesmo impenetrável!!

Entre risos de nervoso miudinho, tentamos tudo! E quando digo tudo isso incluí termos pedido uma colher de chá na cafetaria para servir de chave de fendas para abrir a pequena saída de ar qua havia na porta... Lá conseguimos, mas a mão que lá cabia seria possivelmente a de um anão...

Bom, dando largas à imaginação, lá telefonamos aos bombeiros locais que, habitualmente, costumar ser humanitários e salvar gatinhos que se empoleiram em árvores... Al lá estebeleceu a ligação mas, surpreendentemente, o nosso pedido de salvamento foi recusado:

- Sim, somos da corporação dos senhores dos capacetes, munidos de machados que apagam fogos e salvam gatinhos. No entanto, lamento. Para a deslocação, o senhor teria que ter alguém dentro de casa. Ora, continução de bom dia!!

Caso para dizer ao simpático senhor do capacete que:

- Ó meu caro amigo!!! se estivesse alguém dentro de casa, abria-nos a porta!!!!!!!!!!! Dah....

O pedido de ajuda seguinte foi dirigido ao simpático senhor do condomínio, que logo, logo, acolheu Calina e Bilha em sua casa e, num inglês irreprensível, telefonou para um ainda mais simpático marroquino que, num flash, chegou ao local do crime... Sim, crime, ora vejamos: estupro (chave enfiada na fechadura), violência (maus tratos repetidos ao cartão) e tentativa de arrombamento.... Já para não falar em mal-criação que no meio de tudo, lá soltamos uns: Bolas, caraças e carambas pelo meio...
Ora cá vai o segundo ensinamento de boa ladroagem quando o senhor marroquino, saca de uma faca de cozinha (vulgo catana) e corta uma rodela de uma garrafa vazia de agua do luso. Invocando que este material é mais maleável, também ele tentou entrar no trinco, mas logo se apercebeu que o plástico não era duro o suficiente...Palavras dele, não minhas...

A segunda tentativa foi com um novo cartão, desta feita, com as medidas e espessura ideais...E, finalmente abriu...A porta abriu!!!

Qual Alibabá, qual ‘Abre-te sésamo’??? Malta, o belo do cartão é o que está a dar para abrir portas!!! E sem precisar de PIN nem códigos de acesso!
E dizem por aí...que com uma bela radiografia também se obtém bons resultados.

Por isso, antes de saírem de casa vejam se deixaram chaves metidas por dentro e depois, tranquem a porta à chave, não vá este texto ensinar coisas do demo ...

Os dias seguintes foram um misto de boa comida, boa disposição e, claro, bom futebol. Futebol, daqueles bons, sabem? Daqueles mesmo, mesmo bons que uma pessoa até diz: ‘Ei que bom!?. Descobrimos que somos giros, mas que Trivial Pursuit Genius não é bem made for us...Também ainda se perguntassem coisas interessantes como: Quem escreveu o Sei Lá?, Ou de que cor era o cavalo branco de Napoleão?
Mas não, perguntam coisas que não interessam a ninguém, tipo: O que têm em comum Saramago, Salman Rushdie ...e uma série de nomes que não saem na Caras?

Um tédio! ;) O que vale é que no meio do jogo, íamos assistindo a um filme giríssimo do Jackie Chan a fazer de índio!! Achei que aquele papel era a cara dele!!!

Quero também prestar homenagens aos dotes culinários evidenciados nestas mini-férias. Graças a estes jovens gourmets e bons cozinheiros, quatro barriguinhas felizes foram vistas a passear por Portimão, enquanto comiam um crepe gigante cheio de gelado, topping e chantilly!!! A fome foi de facto, negra!!!

Aprendeu-se coisas novas. Por exemplo, Bilha esclareceu a mente de Al quando lhe revelou o que eram ‘banhos sentados’... Calina relembrou que trovoada não se escreve trevoada, mas sim trovoada (obrigada Calina!!)
e Carminho proibiu o uso da terminologia que envolva as duas letras C (de casa) e U (de uva). Citando-me a mim mesma, essa palavra é ‘muito feia!!’.

Boas vibrações, sem dúvida, se fizeram sentir no seio deste grupo de jovens casalinhos.

Digamos que o auge vibratório foi atingido quando, num belo serão (após um atento visionamento da final do ‘Dança Comigo’) todos giríssimos e cheios de brilhantina, resolvemos ir socializar com o Sr China na Marina de Vilamoura.

Todos fashion, envoltos numa nuvem perfumada, dirigimo-nos à viatura oficial, cedido gentilmente para esta viagem pela nossa cara Calina.
Al caminhava decidido e confiante pelo pátio do condomínio que agora estava meio adormecido (passava da meia-noite) e comenta:

- Ah, este comando do alarme não tem nada dentro!

Logo soltamos uma gargalhada de boa disposição e dissemos:

- Fantástico! Boa piada! Agora abre-nos lá a porta que os penteados lisos estragam-se e encaracolam com a humidade da piscina!!! – disse Carminho.

- Não, não. Isto está vazio, capixe?

- Isso não é nada fixe, pá! – disse Bilha. – Como vamos abrir o carro?

- Com a chave, dah! – disse Calina.

- Ou com um cartão!!! – exclamou Carminho, mais culta em técnicas de assalto e arrombamento de portas do que o Junho homólogo.

- Pois, vamos abrir e o alarme vai tocar. Mas eu, tenho a chave que desliga o alarme. – afirmou Al.

Ufa! Suspiraram.

Eis que a abertura das portas do veículo acciona o alarme e logo todo o prédio despertou. Não era Berlioz, nem Ravel, muito menos Wagner, mas o som de tragédia era semelhante ( e mais repetitivo)...Nem me atrevo a tentar aqui reproduzir o som do alarme...digamos que um surdo era bem capaz de o escutar...

Porque estes quatro apreciam desafios e aventuras, regadas com adrenalina e suor, a chave do alarme não funcionou!!! E o que antes era silêncio, agora era uma brutal poluição sonora!!

- Planeamento!! – ouviu-se alguém gritar – Vamos procurar o que falta do comando!

Enquanto Al e Bilha tentavam que a chave cumprisse a sua função (i.e. calar o histérico alarme), as meninas rapidamente activaram a sua visão nocturna (qual felinas) e, de cócoras iam apalpando o pátio...Até é algo sensual de se assistir...Não fosse a idade que já pesa e as cruzes a dar de si...

E, bom! Para acelerar isto um pouco, imaginem como nos filmes que:

Meia hora depois....

Bilha e Al tinham pegado no carro e levado o alarme gritante a passear pela Marina de Vilamoura. Houve até quem lhes cedesse passagem...(gente que confundiu sirene de emergência com alarme, imagine-se!).
O senhor do condominio já tinha chegado entretanto ao pátio e desfazia-se a rir com a nossa imensa (falta de) sorte, enquanto eu, Carminho, contava a história aos restantes moradores tentando desfazer ideias de que aquilo era um assalto a um carro...
Pelo meio da história, ia-me abaixando e apalpando o pátio, acompanhada da minha companheira (que ménage!!) Calina quando:

- Encontrei!!!!! – gritaram ao mesmo tempo.

Sim, ambas, conseguiram encontrar a agulha no palheiro, ou antes, a placa do alarme e a pilha!

Logo telefonaram para os meninos que, por sorte, ainda não tinham ensurdecido, nem tinham sido parados pela Polícia. É sempre assim: quando precisamos da Polícia, ela nunca aparece! Provavelmente andavam a multar carros...

Coitadinhos....Todos sujos de óleo, com os tímpanos maltratados...

Agora dizem vocês: Ó tadinhos...E foram descansar não foi?

Nah, qual quê? Fomos pra rambóia, pra night!!

E dançamos, dançamos e rimos e rimos e namoramos e namoramos

Em síntese, foram bouas, muito bouas, mesmo mesmo mesmo muito bouas estas mini-férias entre Amigos!! Daquelas que dizes: ‘Ei que bouas’!!!

Sem dúvida, com Boas Vibrações, em todos os sentidos ;)!!!!


P.S. – Introduzi, como podem ler (se tiverem pachorra para ler até ao fim, que eu quando começo a escrever não páro e esta frase é bom exemplo disso...:)), dois novos elementos: o Al e a Calina: Al&Calina. Tolos de todo e, sem dúvida, companhia da melhor!
Como a menina Calina já comentou neste espaço, desde já aqui fica registada a sua entrada pela porta da frente, bem como a do seu caro mais-que-tudo, Al, neste espaço do g+g!
Welcome!! Beijos a todos.

domingo, junho 18, 2006

Olh'ó Balôn!


Informamos todos os/as interessados/as que está aberto o concurso de Quadras de S. João para o ano 2006.

Todos/as os/as interessados/as poderão parcticipar no concurso, bastando para isso colocarem aqui os vossos trabalhos. Estes ficarão sujeitos às apreciações dos/as restantes concorrentes. Temos que rentabilizar recursos, meus caros!

Mas atenção! Nada de linguagem imprópia! Que a gente até nem se importa de ser brejeira mas há limites! Tá?!

O objectivo é, na tarde de sexta feira, podermos encontrar o/a vencedor/a da Quadra Mai Linda (sim é assim o nome do título atribuído).

Mãos ao trabalho, que é como quem diz, neurónios a trabalhar.

Prémio?
Qual Prémio?
Prémio?
Qual Prémio?

Vão lá trabalhar.....

sexta-feira, junho 16, 2006

Vamos dançar GOTAN?


Olá gente gira!

Tenho em mãos uma proposta irrecusável... Porque nós merecemos!
Para que não se queixem que os espectáculos estão sempre em Lisboa, que não existem oportunidades no Porto, que demora muita tempo, etc., etc... Eis que vos sugiro irmos ver/ouvir/dançar GOTAN PROJECT no Coliseu do Porto.
Terá lugar no dia 7 de Julho (sexta-feira), pelas 21.30.
O preço dos bilhetes é de 25€ (pé) ou 30€ (lugares com marcação) - não sei se repararam mas não coloquei a bold...
Julgo que não deveremos ter muito tempo para adquirir bilhetes... mas eu tenho esperança (sempre!) que ainda existam alguns para nós. Não poderia ser de outro modo.
Espero que gostem da sugestão e... aproveitemos!

Aguardo reacções!

Beijinhos e abraços

quarta-feira, junho 14, 2006

Vai onde te leva o Coração


Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raizes é derrubada à primeira rajada de vento e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e frutos! E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.
Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar!!!

(susanna tammaro)

Recordo esta passagem do livro com o titulo acima ... Lamechas, sentimental? Sim assumo, sou e muito... :) Fiquem muito bem e deixem-se conduzir pelo vosso coração...Até breve.

segunda-feira, junho 12, 2006

E assim se prega uma boa partida...


"- As pessoas têm estrelas que não são idênticas para todas. Para umas, que viajam, as estrelas são guias. Para outras, não passam de pequenas luzes. Para outras, que são sábias, são problemas. Para o meu homem de negócios, eram ouro. Todas essas estrelas são mudas. Mas tu,tu terás estrelas como ninguém tem...

- Que queres dizer?

- Quando olhares para o céu, à noite, já que moro numa delas, já que me estou a rir numa delas, é como se todas as estrelas se rissem para ti. Tu, tu terás estrelas que sabem rir!

E riu-se outra vez.

- E quando já te tiveres consolado (as pessoas consolam-se sempre), ficarás contente por me teres conhecido. Serás sempre meu amigo. Às vezes abrirás a janela unicamente por prazer... E os teus amigos ficarão muito admirados por te verem rir ao olhar para o céu. Dir-lhes-às então: "Sim, as estrelas fazem-me sempre rir!". Julgar-te-ão louco. Preguei-te uma boa partida..."

(Saint - Exupéry in "O Principezinho")

São as palavras do principezinho. Porque as estrelas também me fazem rir. E porque suspeito que também tenho uma estrela onde um principezinho, que me pregou uma bela partida, ri para mim.

Procurem a vossa estrela. Procurem a Maravilha!

(A foto é de Hugo delgado. O desejo de felicidade para o pequeno milagre que nasceu no Domingo é de todos nós, deduzo eu pela alegria contagiante que se vive por aqui...)

domingo, junho 11, 2006

Monday

Olá gente gira!!!

Pois é... depois de uma excelente noite no Bazaar acompanhados por uma lua cheia, eis que uma nova aventura se desenha. O Verão está aí, a vontade de ficar em casa, julgo, não será muita.
Deste modo, sugiro um "muve" para segunda à noite. Eis as minhas sugestões (cinemas AMC):

- 1ª escolha: Infiltrado - fascínio do poder, a fealdade da ambição e o mistério de um assalto perfeito neste incendiário thriller. Estes actores interpretam duros nova-iorquinos que procuram despistar uns aos outros para proteger os respectivos interesses. Realizador: Spike Lee. Horário: 21.40
- Para quem não gostar do primeiro: Freedomland (A Cor do Crime - as traduções pt estão cada vez melhores) - Numa noite já longa num subúrbio de classe baixa em Nova Jersey, uma mulher com vestígios de sangue no corpo, um ar atordoado e sem pronunciar uma única palavra, entra cambaleando nas urgências do centro médico de Dempsy.Depois de receber tratamento médico, relata à polícia uma terrível história em que foi forçada a sair da sua viatura por um homen de raça negra, mas durante o interrogatório a polícia desconfia que ela não está a contar toda a verdade... Realizador: Joe Roth (não conheço...) Actores: Samuel L. Jackson, Julianne Moore. Horário: 21.55
- Para os mais pequeninos: Astérix e os Vikings - A pequena vila gaulesa acolhe o irreverente Atrevidix, sobrinho do chefe, e Astérix e Obélix são encarregues de fazer dele um homem de verdade. Este adolescente medricas, vindo de Lutécia, vai ter um treino de choque, mas que não irá servir de muito... Entretanto, os Vikings desembarcam na Gália... Actores: Roger Carel e Jacques Frantz (devem ser novos na praça). Realizadores: Stefan Fjeldmark e Jesper Møller (gajos do "nuorte" carago!). Horário: 21.15.

Bom, fico à espera das vossos comentários/novas sugestões.

Até lá, beijinhos e um especial abraço ao quase "tio" (ai que bem!)
Sal

sexta-feira, junho 09, 2006

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos os que vivemos,
Uma vida que é vivida,
E outra que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a viva que a gente tem
É a que tem de pensar.

Fernando Pessoa

terça-feira, junho 06, 2006

COMEMORAÇÃO




Boa tarde a todos!
Avizinha-se um dia muito importante para o g+g.
Este sábado, dia 10 de Junho, faz um aninho que toda esta aventura começou.
Onde começou ela? Exactamente no local indicado pela foto. Onde, para alguns fomos ofendidas e para outros elogiadas!!!! Mas sempre com bom humor.
Por tal, proponho que os elementos do gang, futuros membros e amigos dos membros e futuros membros (aí que confusão!!!! espero não me esquecer de ninguém) se juntem para um café, no próximo sábado (e não kinta, nem sexta), à noite, para uma pequena comemoração!
Esta inclui, para além do dito café, chá, sumo, gelado, ...., recepção de boas vindas ao futuro membro (que espero sábado, seja já membro) boa disposição, recordações e quem sabe mais algumas coisas.
O convite está feito. Aceitam-se sugestões de locais.
Até lá, tenham uma Fantástica, Maravilhosa, Estupensa, Magnífica, Extraordionária, Incrível, Fabulosa Semana.
Beijinhos
Má-da

Bacalhau com Natas... com uma pitada de Sal, q.b.

“Como quem num dia de Verão abre a porta de casa E espreita para o calor dos campos com a cara toda”

- Olha-me isto!! O que se passou aqui?! Quem é que andou a pintar o meu belo estabelecimento! Que cena!!

Bilha, no arrancar de mais uma manhã solarenga de Junho comentava desta forma o enorme grafitti colorido que cobria parte da sua lanchonete com música.

- Inda por cima fala-me aqui de campos!! Isto vai afugentar a clientela!! Eles vão pensar que em vez de virem prá praia, tão a chegar ao campo!! Ca ganda chatice!! Inda por cima num se percebe: então espreita-se pró calor?! Hei, que já se me estragou o dia!!

- Calma, Bilha, tudo tem uma explicação. O menino tem andado tão atarefado a tentar descobrir uma fórmula que combata a Frize de bacalhau do Bar da Betty que parece esquecer-se das coisas...Vá lá, ‘Porque recordar é viver’, faça um esforço e lembre-se. Quem é que ultimamente anda possúida pelos grandes génios da Literatura?? Hum...Quem é que passa a vida a citar Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Tony Carreira e o grande Toy?? Hum, diga lá quem, hum? – dizia a Bilha a ultra sensata e sempre fashion Má-Dá (que hoje trazia as calçadas as suas sabrinas douradas...a bater com o dourado do sol...sempre na moda!! ;))

- Ei, ganda nóia!! Foi ela!! Ganda maluca!! Ai, se a apanho de Boogie!!! Foi a Ivana, tá-se a ver pelo graffiti!! C’um camandro!! Prontos! Ufa, estou mais descansado!! É que depois de ter visto aquele filme marado do Código do tal méne chamado Vinci pensei que isto aqui escrito fosse um anigrama, ou coisa e tal!! Sou um tipo da paz, da camisa havaina, da chinela...

- Calma, Bilha...É só um grafitti, a Ivana tem que fazer exposições do trabalho dela em algum sítio não é?

- Yá...olha mas bora lá começar a fritar pastéis de bacalhau, que estão quase a ser nove da matina e o pessoal que vem pra praia quer comer!!!

- Está a sair, chefinho!!

Enquanto Má-dá se enfiou na cozinha da lanchonete e fazer bolinhas dos pastéis de bacalhau, Bilha fazia o inventário dos ingredientes:

- Ei, isto hoje começa pró torto! Num posso crer nisto!? Ó Má-Dá, tens por aí as pérolas mágicas!!??

- Não Bilha, acabei ontem com o ultimo pacote!

- Yá...vou ter então que pôr em marcha o plano B! - saca do aparelho celular móvel que Carminho lhe havia oferecido pelos anos e marca o número 459857.

Do outro lado da linha, aparece uma menina telefonista que diz:

- Caro cliente, este número está incompleto. Para ligar para a linda cidade dos moliceiros, dos ovos moles e das salinas, disque o prefixo 256. Obrigada e volte sempre, porque enquanto existirem pessoas que não marcam os números de telefone correctos, eu vou ganhado uns tustos a fazer gravações com esta voz ultra-sexy. Agora, pode ir à sua vida, jovem. Desligue, desampare a linha!!

Embora Bilha tenha ficado algo atordoado com esta voz mega sensual, lá conseguiu estabelecer a ligação:

- Tá lá!!? – dizia uma voz grave do outro lado do auscultador.

- Iá, méne, é o Bilha! Tá tudo?!

- Ei maior! Tá tudo! Há que tempos não falamos, meu! Tás bacano?

- Tudo nos conformes! Tou aqui com falta dos grãozinhos!! Topas?

- Grãos!? Ei, ó pá, mas que queres que te diga? Eu ainda tentei ir ao Grão D’ Areia no outro dia, mas aquilo está sempre à pinha! Também não é preciso ficares assim!? Vamos lá ver as babes esta semana, alinhas?

- Ei, ei...alinho, mas não é isso! Falta-me aqui os pózinhos mágicos, o poderoso conservador dos meus bacalhaus!!

- Ei, a sério? Então, caro amigo, não te preocupes, vou já à Ria fazer um carregamento e já estou a caminho!! Antes mesmo de piscares os olhos!!

E, antes de Bilha piscar o olho, estava a entrar pelo areal adentro um Porsche Carrera amarelo (a bater com o sol, claro está!! E com a tonalidade da areia!!) a alta velocidade.

As meninas que estavam sentadas na esplanada da lanchonete a tomar a sua meia de leite com o belo do pastelinho de bacalhau logo se agitaram e sacaram dos espelhinhos das suas carteiras. Enquanto retocavam o baton, soltavam pequenos guinchinhos: hihihihihi, hihihihi, hihihi

(inda dizem que as mulheres são descendentes do macaco...quer-me a mim, narradora, parecer que descendem dos pinguins,...com estes guinchinhos...bem, adiante).

O Porsche faz uma travagem brusca mesmo na soleira de madeira da lanchonete e logo se levanta uma espessa nuvem de areia. Entretanto, Bilha e Má-dá desatam a tossir...enquanto estão às apalpadelas ao ar...

- Então, cóse, está tudo? – diz o viajante ultra-veloz, mais rápido que o sapo e do que as novas placas terceira geração e meia!

- Então, méne! Cof, cof, cof! Dá cá um abraço!!! – diz Bilha, emocionado e completamente engasgado com as quantidades industriais de areia engolida...

- Sim, vim-te acudir. Trago aqui material do bom! Estes são pós do melhor, do bom mesmo! São pedras diria! Pedras precisosas!! Ei, Má-dá, princesa, trazes aí a carreta de mão, pra descarregar o produto?

- Tudo eu! Dois marmanjos e terei que ser eu a sacrificar as minhas unhas impecáveis! (mas lá foi...)

De repente, o aveirense, vindo directamente da Ria, descarrega o seu Porsche e saltam qual pepitas (!) quantidades colossais de nada mais, nada menos, do que Sal!!!!!

(sim, sal!!! qual é o espanto?! Dah, estavam à espera do quê?? eu dei pistas...ora leiam pra trás....ai, esta gente!! bem, é sal do grosso, do salgadinho!!!)

- Ei, dá cá um abraço...

(Argh...parem lá com isso...Gaijos a abraçarem-se tantas vezes...Parem com isso!! Já chega, já se percebeu que são bué de amigos. Isto da amizade é lindo e coisa e tal, mas doseiem aí as manifestações!! Continuai, então, mas afastados, okis? – narradora sofre...mesmo!)

- Ei, ó Sal, tu esmeraste-te. Trazes aí produto do bom! Isto agora é que vai ser cada bacalhauzinho salgadinho, upa, upa!! – dizia Bilha, fascinado.

- Pois, é pá. Sabes que agora com a concorrência ali na Ria de Aveiro, os carregamentos têm que ser grandes e na hora, para garantir o produto mais fresquinho do mercado!! Eles no Jumbo e no Pingo Doce garantem ‘ah, e devolvemos o dinheiro é o fresquinho e tal’, mas eu cá digo: ‘Não há sal mais fresquinho do que o do Sal!!’

- És o maior. ‘brigadão, salvaste aqui montes de bacalhaus, pá! Ficas connosco para o jantar! Vamos preparar hoje uns Bacalhaus com Natas com uma pitada de sal, que vais-te regalar! Vou já convocar o resto do peoples, o g+g e hoje aqui, na Lanchonete, isto vai BOMBAR!!!


E prontos, mais uma boa acção para o Mundo foi realizada, desta vez por um novo membro que, vindo de Aveiro, se associa ao gang dos mais giros e que veio salvar milhões de bacalhaus indefesos!! Será que se habitua aos hábitos de cá, desta cidade do Norte? Como será que o Sal reagirá ao constatar que poderá ter que andar de metro? Bem, sendo o metro da mesma cor do seu Porsche pode ser que o choque seja menor...
Bem, Sal, eu narradora e em nome dos g+g dou-te as boas vindas aqui!! Sem dúvida que vieste condimentar um pouco esta bacalhoada! Esperamos agora que contribuas com post(as) de bacalhau, que a gente bem aprecia!!!

quinta-feira, junho 01, 2006

Beatriz

(significado do nome: aquela que faz os outros felizes; pessoa que dá nova luz às pessoas e aos ambientes)

Trago na minha pasta uns livros e umas revistas científicas. Pesam que nem chumbo! O ombro dói, machucado com a alça da pasta. É apenas mais um Sábado e que já vai a meio, mas a sensação do dever cumprido sabe melhor quando chego a casa e cheiro este odor de mar salgado e a areia molhada salpicada com as algas trazidas pelas marés.
Na linha da praia há gente a correr, animais a passear, pares a namorar, um velho que lê o seu jornal. No Grão d’ Areia, lá ao longe, consigo ver formas humanas em miniatura. Estão com a azáfama dos preparativos da gente que há-de vir. Hoje será a celebração do fim do Verão. Verão esse que passou por mim sem que me apercebesse. Se não vivesse em frente à praia e não houvesse o desassossego da gente e dos carros que me impediam a concentração durante o estudo, nem me teria apercebido da mudança de estações.
No elevador olho-me ao espelho e mal me reconheço com este corte de cabelo. Anos e anos se passaram com os meus cabelos loiros, encaracolados e rebeldes. Mas sinto-me bem hoje ao ver-me com os cabelos escuros e curtos. Mantêm a sua rebeldia – traço do meu ser - os caracóis espiralados, mas emolduram o meu rosto de um modo completamente diferente. Para uns, aparento uma inesperada jovialidade; para outros, este penteado assinala a ruptura com os excessos, com a minha sensualidade manifesta. Sei bem que os meus cabelos foram o atractivo principal de muitas festas! Todos me assemelhavam à Nicole Kidman. Sei bem que destruí relações à custa de uma beleza que não pedi para ter, mas que sempre soube usar a meu favor – a favor dos meus caprichos, como alimento do meu ego, a seiva do meu esplendor diferenciado!
Mas este reflexo que hoje me é devolvido enquanto subo é o reflexo da esperança. Realça o verde dos meus olhos e os traços do nariz. Pequeno e decidido, como sempre me disse a minha mãe. A minha eterna e maior fã! A única que me reconhece verdadeiramente, por detrás desta aparência de ilusão e fascínio.
Tal como o mar que hoje contemplo da janela do meu quarto, o verde dos meus olhos embala-se em tranquilidade. Está renovado, tal qual o mar que agora sossega da perturbação do Verão, das gentes que o invadiam, das vidas que engoliu e escondeu em si. São as ondas que o lavam, ao mar; são as ondas deste novo corte que me lavaram a mim, à minha alma.
Rodo a chave na porta e ouço o palrar por que ansiava. Largo o peso que trago comigo e esqueço o cansaço do corpo. Sigo em direcção a este som, do qual estou cativa. Espreito para dentro do quarto e lá está: a razão da minha renovação, o motivo do reencontro comigo mesma, a luz que iluminou a direcção que me parecia irremediavelmente perdida – “Beatriz!”.
Vê-me e logo me estica os braços, pedindo que me aproxime e que lhe dê colo. “Claro que te dou colo, minha flor! Vem cá à madrinha! Como estamos hoje? Bem dispostas, não é verdade?! Ai, que abraço forte!!! Que saudades tínhamos uma da outra, não era, meu favo de mel ?!”
Responde-me num maravilhoso palrar, com melódicas entoações e a expressão de um pequeno anjo. E tudo se torna secundário, marginal até.
Por este pequeno milagre da vida, tornei-me num milagre de transformação.
No dia em que demorava para nascer, no sufoco da maternidade, resolvi largar o tabaco. Rejeitei a companhia de longa data, sufoquei o prazer que me dava e desprezei o conforto que me dera naquelas longas horas de espera da boa nova vinda da sala de partos.
Até que, subitamente e segundos antes de te dares a conhecer a este mundo, senti o maior pânico da minha vida – o medo de que me rejeitasses, que recusasses o meu colo, enojada com o cheiro de tabaco entranhado nos dedos. Corri ao quarto de banho da maternidade e lavei as mãos até à exaustão. Esfreguei palma contra palma, como um obsessivo-compulsivo com medo da contaminação iminente.
Não te merecia receber desta maneira.
Naquele quarto de maternidade em que os meus olhos caíram sobre ti, sobre a fragilidade do teu pequeno corpo, toda a luz se amplificou. Enrugada e com os olhos arregalados de espanto, deixaste-te pegar ao colo e encaixaste-te entre os meus braços. Não me conseguias ver, é certo, mas eu vi-te tão claramente... Vi que eras o sinal da mudança de tudo e de todos, até de mim! Reencontrei-me em ti, no toque da tua pele macia e rosada, no cheiro da tua nuca, na serenidade do bater ligeiro do teu pequeno coração. Agarraste com força o meu dedo mindinho e pensei que seria pela tua mão que conheceria um novo ciclo da minha vida, o ciclo da renovação.
Permaneceste embalada no meu colo, pela noite dentro, até a enfermeira anunciar que chegara a hora da amamentação. Saí para estares com a tua mamã, no vosso momento mais cúmplice. Confesso que senti inveja da minha irmã, pela primeira vez em toda a minha vida. Pelo presente que acolhia em braços, pela vida que gerara dentro de si, pela perfeição que era parte do seu ser, para sempre!
Nessa noite, na manhã seguinte e nos dias que se seguiram até hoje, não me sais da mente. Estás implicitamente presente, subjacente em todas as minhas decisões, em todos os passos que dou, em todos os cantos. Carrego contigo durante o dia o cheiro das tuas madrugadas mal dormidas e o calor do teu corpo adormecido em cima do meu corpo estendido no sofá. Moldado a mim, como se o conhecesses mesmo antes de te conheceres a ti mesma neste Mundo.
Cresceu força dentro de mim, uma vontade imensa de te fazer orgulhosa de mim, uma ânsia de te acompanhar na vida, como um exemplo de vida.
Por ti, renunciei aos excessos, à embriaguez da noite, à volatilidade amorosa e à indiferença que sentia por tudo e todos. Usava a beleza como íman, e num jogo de manipuladora sedução, gerava dependências. Dependências essas que desprezava, que espezinhava. Regozijava-me com a facilidade em moldar as pessoas aos meus caprichos, para logo de seguida, as largar, as afastar, nem dores de separação e com um golpe certeiro e seco: “Deixei te ter interesse por ti. Penso que será melhor não nos vermos mais por uns tempos. É melhor para os dois. Adeus”.
E, sempre que o fazia, logo sentia uma enorme euforia, a celebração de uma nova conquista que sabia certa por vir. Porque sempre vinham e iam, como as ondas. Em constante renovação. Era nessas noites de ruptura e de (re)início que me ia perdendo cada vez mais, na insaciabilidade do álcool e no prazer de mais um cigarro aceso por mais uma presa fácil que ingenuamente, acreditava seduzir-me, inconsciente de que, em poucos instantes, mergulharia no verde dos meus olhos e sufocaria por entre as minhas madeixas loiras. Em espiral, para inebriar, para confundir, como labirinto do qual não conseguiam achar saída.

Por ti, cortei os cabelos, soltei amarras dos antepassados, libertei e pedi perdão, aceitei consequências, reencontrei o gosto pelo estudo e pela superação, abri horizontes e viajei pela Europa. Reencontrei-me para te poder reencontrar assim: fresca, renovada e limpa. Como este mar de Outono que mora à nossa frente. Com a claridade de uma alvorada e sem o fumo e o disfarce da noite.

Nos teus olhos verdes reencontrei esperança para me tornar numa pessoa melhor.
No teu rosto em constante mutação, encontro semelhanças comigo em bebé. Maliciosamente, coloquei as nossas fotografias lado a lado, para que quem entre comente a nossa inegável parecença. A tua expressão e entrega genuínas. Ah! Como havia mudado tanto!
Enquanto brincámos juntas, esqueci a fome que trazia embrulhada no estômago! Esqueci que o tempo continua a passar à nossa rebelia.
“Vem, minha Beatriz, vamos papar.” Que hoje o dia é só Nosso e nada mais interessa!

Notas: Decidi assinalar o primeiro dia de Junho relembrando e partilhando com todos um texto que escrevi há algum tempo. Primeiro, porque hoje é dia Mundial da Criança e este texto fala de uma criança e da sua capacidade de melhorar a vida de alguém já adulto.
Segundo, porque refere pelo meio um local à beira-mar muito agradável na Praia de Lavadores (em Gaia) - o Grão d'Areia - que foi (e bem!) sugerido pelo André como local de encontro para o cafézinho de amanhã, pelas 22h00.
Terceiro, porque o texto fala de mar, de ondas, de areia, de praia, enfim, de todas essas coisas boas de que já começamos a poder novamente desfrutar... e porque hoje é também o dia de abertura oficial da época balnear.

beijinhos

quarta-feira, maio 31, 2006

Porque recordar é viver


O prometido é devido...

Resolvi fazer um comentário aquela cidade da qual só senti falta quando já lá não estava. Tardiamente? Sim, um pouco. Mas agora volvido um mês resolvi fazê-lo. Não é tortura é apenas recordação, com saudade.

Escrevo da cidade que designei por "Sabores, cheiros e cores".
Porque este nome? - perguntam vocês. Fácil. A primeira impressão desta cidade é que ela é definitivamente diferente, mas só as poucos conseguimos perceber em que é consiste essa diferença. Encontrei três elementos que a tornam distinta, mas existem outros, estou certa.

Comecemos pelas Cores. Também elas são três. Cinzento - do ceú, do tempo, o clima, o que lhe queiram chamar; Vermelho - dos autocarros e cabines telefónicas; Laranja escuro - das casas e prédios.

Cheiros!!!! Oh! os cheiros..... são vários. Se não, recordemos. Começa-se no Comboio (meninas sei que não se esqueceram) e definitivamente é um cheirooooooo!!!!, diria eu a amaciador (suspiro). Depois (continuem a recordar) temos os maravilhosos aromas das “Body Shop” e lojas afim que se dedicam ao comércio de maravilhosos sabonetes decorados com flores secas ou dos fabulosos frascos de gel de banho, cremes e óleos. Uma verdadeira delícia. Definitivamente o nariz fica por lá.

Por fim temos os sabores, que são de todo o MUNDO! Comida Inglesa?! Nem por isso! Chinesa, Italiana, Indiana, Tailandesa, Orgânica, entre outras. Tudo verdadeiramente condimentado.

A completar este cenário só mesmo os fins de dia passados nos “pubs” repletos de pessoas com os seus copos de vinho ou cerveja e uns aperitivos.

Então recordaram?



P.s. Como se tem falado tanto de Primavera e Verão, do sol, das flores e outras coisas mais, deixo-vos uma foto desta cidade e que muito me faz lembrar esta altura do ano.

terça-feira, maio 30, 2006

Promessa de Verão

“Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda”

Alberto Caeiro

Espreito com vontade os campos com os olhos inteiros. Nesta cumplicidade com a Natureza em que o sol se mostra sem vergonhas e o calor se faz sentir, a promessa de Verão é tentadora... Aguardo animada que a Mãe de todas as coisas me premeie com o solstício. Está próximo...

Anseio que, nesta nova fase, as forças invisíveis que regulam os ânimos, as vontades e a frequência dos sorrisos se conjuguem e me abram a porta para o outro lado. Ainda que não saiba de que lado estou. Será mesmo importante?

É isto que me faz esta promessa de Verão: Será mesmo importante saber tudo? Saber onde estou e porquê? Às vezes basta estar. E sorrir em sintonia com quem está comigo.

O sorriso é a moeda de troca dos Afectos. O abraço é a garantia de permanência.
Porque, como dizia a uma amiga algures no tempo, a matemática dos afectos é ilógica. E por isso mesmo, quero estar dentro de um sorriso, envolvido num abraço.

Sigo as palavras de Eugénio e grito-vos Amigos, com a voz do vento de Verão:

“Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma.”



Bons sorrisos. Bom Verão....

quinta-feira, maio 25, 2006

Dias de chuva e eu ...

há dias assim:
em que a testa acorda franzida
em que os olhos se encolhem
e em que tudo à minha volta mirra

há dias assim:
de chuva miudinha invisível
dias em que tudo é nada e nada é sim
em que até o dia me diz que não, somente a mim!

há dias assim, só porque sim.
se não os houvesse
saberia tão bem
esta ânsia louca que, no dia de amanhã

..... a chuva já não mais passe por mim?

terça-feira, maio 23, 2006

A T-Shirt MaisGira


Oi minha gente linda!

Com a subida de temperaturas e o aproximar (ainda que distante) do Verão, há que vestir algo mais fresco sem nunca descurar o nosso estilo e boa aparência.

Para nós: Lançamento exclusivo: T-Shirt G+G


Bora aí pessoal: Toca a vestir a camisola!!!



(Bilha: não te preoucupes! Há modelos masculinos...:) )

quinta-feira, maio 18, 2006

A ti, meu amor, um poema em jeito de canção...


Mar sob o céu, cidade na luz
Mundo meu, canção que eu compus
Mudou tudo, agora é você

A minha voz que era amplidão
do universo da multidão
Hoje canta só por você.
Meu homem, meu amor, meu lugar
Antes de você chegar
era tudo saudade.
Meu canto mudo no ar
Faz do seu nome hoje o céu da cidade

Lua no mar, estrelas no chão
A seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você

Levanta o sol do meu coração
Já não vivo, nem morro em vão
sou mais eu por que sou você

Meu homem, meu amor, meu lugar
Antes de você chegar
era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
Faz do seu nome hoje o céu da cidade

Lua no mar, estrelas no chão
A seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você

Levanta o sol do meu coração
Já não vivo, nem morro em vão
sou mais eu por que sou você


Muitos Parabéns... Adoro-te!!

quinta-feira, maio 11, 2006

Confissões

Há quem, numa onda de levada moderna, se confesse numa Dance Floor...uma certa Madonna (dizem as más-línguas)...
Pois bem, lanço-vos o mote: Quais são os vossos pecados?
Ira, Vaidade, Avareza, Gula, Preguiça, Luxúria, Inveja serão realmente os pecados??
Existirão outras categorias que se possam denominar de ‘pecaminosas’ ?
Pecado e prazer andarão mais de mãos dadas do que pecado e culpa??

Confessemos os nossos pecados...

Convocatória

Se te queres animar, rir, descontraír
e quiçá (?!) mostrar o teu sexy umbigo
pois então, hoje é dia de saír:
Reunião, pelas 22h00, no renovado Ourigo!

(Ah, e podes sempre levar um Amigo!!)

terça-feira, maio 09, 2006

Guerra de Sexos

Os homens podem ser divididos em três categorias: “prémio”, “surpresa e ”desespero de causa”.
Transformar um homem em potencial marido constitui uma das mais delicadas plásticas da civilização. Requer uma combinação de: ciência, escultura, bom senso, fé, esperança e caridade.

Ora vejam:



Se nos insinuamos, somos atiradiças.
Se ficamos na nossa, estamos armadas em difíceis.

Se aceitamos fazer sexo no primeiro encontro, somos fáceis.
Se não aceitamos fazer sexo no primeiro encontro, estamos a fazer joguinho.

Se colocamos limitações no namoro, somos autoritárias.
Se concordamos com o que o namorado diz, somos lesas.

Se lutamos pelos nossos estudos e profissões, somos ambiciosas.
Se não estamos nem aí para os estudos e profissões, somos feministas.
Se não ligamos a esses assuntos, somos desinformadas.

Se somos nós a matar uma barata, não somos femininas.
Se fugimos de uma barata, somos medrosas.

Se aceitamos tudo na cama, somos vulgares.
Se não aceitamos, somos pouco inovadoras.

Se adoramos roupa e cosméticos, somos fúteis.
Se não gostamos, somos desleixadas.

Se nos chateamos com alguma atitude dele, somos mimadas.
Se aceitamos tudo o que ele faz, é porque ele nos tem na mão.

Se queremos ter quatro filhos, somos inconsequentes e malucas.
Se só queremos ter um, não temos instinto maternal.

Se gostamos de ritmo, somos umas roqueiras doidas.
Se gostamos de música calma, somos românticas sem graça.

Se usamos cores alegres e vestidos sofisticados, ele recusa-se a sair, acusando-nos de chamar a atenção na rua.
Se usamos um fato discreto e sóbrio, ele sai, mas fica durante todo o tempo a observar as mulheres com vestidos sofisticados e cores alegres.

Se estamos brancas, dizem para irmos apanhar uma corzinha.
Se estamos bronzeadas, olham para a primeira loira que passa que, normalmente é branca.

Se fazemos cenas de ciúmes, somos neuróticas.
Se não fazemos, não sabemos defender o nosso amor.

Se falamos mais alto que eles, somos descontroladas.
Se falamos mais baixo, somos subservientes.

Se os acompanhamos em todas as distracções, aprovando que ele fume e beba, ele queixar-se-á aos amigos que somos umas indiferentes.
Se nos preocupamos com a saúde dele, evitando que fume ou beba, ele queixar-se-á aos amigos que somos umas dominadoras.

Se somos populares entre os amigos, ele fica cheio de ciúmes.
Se não somos populares, ele fica a tentar perceber “que diabo haverá de errado com esta criatura?”


E depois vêm dizer que as mulheres são complicadas!
Homem: sempre um problema!

segunda-feira, maio 08, 2006

The Riverside

Pequeno poema em homenagem às nossas 'mamis'

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...

Somente,esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
Para que o dia fosse enorme,
bastava toda a ternura que olhava nos olhos de minha Mãe.


Sebastião da Gama (1924 - 1952)

sexta-feira, maio 05, 2006

A cidade-movimento

Bem sei que o relato vem tardio... Mas a verdade é que a agitação da cidade de Londres parecer ter-se entranhado em cada uma de nós, de tal forma que o ritmo de pulsação (nas veias e nas ideias) ainda não acalmou. Ainda assim, o dever da amizade nos relatos, a memória dos afectos, ou apenas a necessidade de parar e registar emoções, fazem-me escrever. Imprimo, portanto, nas letras e sinais gráficos um fragmento do que vivi, senti e sorri.

As cores que predominam - o vermelho, o preto e o dourado - são completadas pelo tijolo em cada casa e recanto. Cidade feita de Legos homogéneos, Londres é inundada de gente a todas as horas do dia. Vistas de longe (à distância do tempo e do espaço), também as suas pessoas parecem peças de um Puzzle. Como na pintura de Monet (com que nos presenteiam na National Gallery e na Tate Modern...), vistas de perto são pinceladas que imprimem movimento à cidade, cada uma com a sua cor, suas ideias e olhares. Vistas de longe são uma amálgama de cores e traços que, juntos, formam uma cidade fantástica.
(Ainda assim, prefiro Pollack... Com as suas cores primárias, o seu jazz impresso na pintura e os seus traços que parecem dizer-nos “Vens? Danças?”.)

A cultura, que inunda a cidade por todos os lados, é surpreendentemente acessível. Falo de cultura-arte para apreciação e aprendizagem. Pintura, escultura, arte antiga e moderna. A arte que habita os museus de Londres pode ser visitada gratuitamente. Nestes, entramos e observamos, perdemo-nos com o olhar e, por vezes, com os suspiros e exclamações de surpresa e prazer a cada esquina, onde “aquele” quadro, aquela escultura se nos apresenta. Uma massagem aos sentidos é o que é.

Paradoxalmente, a cultura-produto é elitista. Também lá o Livro, a Música e o Teatro espreitam com a etiqueta de venda demasiado alta para que as pessoas-pinceladas consigam pegar-lhe. E o paradoxo surge: em todos os locais onde há gente há livros. Abertos e a serem lidos... Surpreendente.

As caminhadas, os momentos de viagem em silêncio e a observação das pessoas dão azo a ideias fabulosas de histórias e contos. É uma cidade que convida à imaginação. Que nos dá vontade de registar de alguma forma o que queremos partilhar com o mundo. Que nos diz que é possível. No entanto, o movimento não permite parar facilmente. E a ideia que surgiu no metro, aquela ideia fabulosa a registar assim que pudesse, era perdida no mar de estímulos com que era bombardeada constantemente.

E depois há as amigas... As pinceladas que tornaram tudo mais bonito. Pintei o meu quadro em Londres. Observei com os olhos da mente e do coração, escolhi as cores-sentimentos, os materiais-sentidos, e pintei com o pincel chamado memória. A minha pintura está, assim, esboçada. O tempo, as conversas, as outras viagens e tudo o mais que tenho pela frente farão o resto. Na minha galeria de imagens e momentos, quem vier verá.

Foi uma boa semana. Mas já penso na próxima...

quarta-feira, maio 03, 2006

Agradecimento a êmeile

Cara Maria,

Devo dizer-lhe que fiquei deveras impressionada com o seu émeile. Nunca pensei que fosse capaz de escrever...Diga lá: a menina ditou isso a alguém, não foi, sua malandra!?

Ólhe, gostei da foto que me enviou...reconheço que se anda a tratar melhor. Fez uma limpeza de pele, reparei!! Espero que não se importe mas reenvio-lhe por aqui a sua foto, para ma devolver com o seu autógrafo...sabe, fiquei sua fã!!!

Chique a valer!!

Bijufa!

MCarmo Porcini

E-mail da Maria para a Lady Porcini.....


A entregar algures no rio de Janeiro (onde virem uns frangos tostados .. aí está a Lady Porcini)

Então Lady Porcini pensavas que ias aí para as terras de Vera Cruz com o Bilha e que nós ficávamos aqui nesta terra de colonizadores!? Pois bem, enganaste te, mas isso é para daqui a umas quantas linhas.....
Tens a mania que sabes tudo e que nós somos todos uns palermas, não é?! Não quiseste dizer a ninguém porque é que o Bilha foi contigo para o Rio de Janeiro!!?? Para te limar as unhas é que não deve ter sido!! Vocês não querem que a malta saiba... Mas, como já te disse, nós não somos parvos.. e até eu que era ingénua e inocente... já percebi que vocês tão a tramar alguma!! Depois de muitas noites de insónias, e depois de ligar luz e ler livro, desligar luz, ligar luz e ouvir música, desligar luz, ligar luz e comer bolachas, desligar luz, ligar luz e pensar no assunto, percebi!! Vocês foram esconder o corpo no Brasil! Desmembraram o gaijo – muito bem conservadinho pelo sal da nossa terra ou será o sal de Aveiro??? – distribuiram-no pelas mil malas da Porcini – os agentes do aeroporto desistem aos fim das 100 primeiras e upa lá enterrar o gaijo!!! Parece me óptima ideia, aliás portugas a esconder corpos no Brasil já leva fama!! Vejam lá é se a coisa vos corre melhor!! Pelo menos, eu Maria não sei se vos posso ir aí visitar na prisão! È que além de andar mais pobre que nunca, a minha agenda anda numa agitação que nem te conto! Isto do workshop de contos eróticos é muito giro mas ainda não está a dar €. Acho que ainda estou na fase do investimento como dizem aqueles mens de fato e gravata que estudam números e coisa e tal e depois trabalham nos bancos e grandes empresas e ganham resmas de dinheiro e depois vão para o Brasil!! Pois é... Lady Porcini... o melhor que fiz na vida foi deixar de te limar as unhas e começar a limar as minhas!! Podes crer ando com umas unhacas sexys como nunca: fui a uma festa no sábado e levei-as pintadas de castanho brilhante!! Eu e as minhas unhas arrasamos com aquela terra!
Enfim, Lady Porcini vais ter de arranjar outra escrava... eu agora sou escrava das letras, da literatura, dos grandes nomes, da criação, do imaginário, do espirito livre.... Ai, Maria do Carmo o que te faz falta é libertares-te desses preconceitos que te prendem a essa regras da sociedade absurdas que aprendeste do livro de cabeceira da tua momi.... No workshop de contos eróticos aprendemos que a paixão tudo justifica e que os breves momentos de felicidade e de prazer que possamos ter tudo justificam! E olha andei a fazer trabalho de campo... Sim, porque isto da teoria é tudo muito bonitinho e coisa e tal mas não podemos comer tudo o que nos põem no prato... mas não é que eles tinham razão.... vale mesmo a pena!!!!! O prazer, a felicidade, a grandeza de um beijo, de um abraço e de...... e nada mais que eu posso já não ser ingénua mas não sou leviana!!! Enfim, tu Porcini não querias que eu descobrisse estas coisas e por isso sempre que te pedia para ir para as aulas de escrita tu não deixavas... porque tu sabias que no dia que eu saísse dessa casa para ir para as escritas não voltava a essa vida de servidão ...... Mas olha fartei-me ... A casa de TumTum foi a gota de água, de sumo, de coca-cola, de sangria, olha de tudo junto....... entendes?? Dizeres que unhas redondas são demodé.... Tu não percebes mesmo nada de nada!!! Tu que nem as unhas sabes arranjar! Olha o Bilha que te trate da manicure!!! Vais ver o lindo serviço que vai ficar....
Olha, li num blog que vocês andam aí no Rio feitos 2 frangos.... que bem.. só não percebi a parte do honeymoon... aí a lua é de mel??? Como sabem? Provaram-na?? Que estranho ... Dá para trazerem um pedacinho?? Gostava de provar... É que já provei muita coisa, mas lua nunca!!

Por falar em olhar, aquelas três, Ma-Dá, Betty e Ivana mandaram-se para Londres ... eu não pude ir... Percebes? Muitos compromissos, muito trabalho de campo, muita pesquisa, muito trabalho manual!! Isto de se querer vir a ser profissional exige muito treino, muita prática... Há tantas técnicas diferentes a dominar, tantas posições dos tempos verbais, tantas preposições e .... muita azáfama!!!

Mas confesso que fiquei com pena de não ir... ouvi dizer que os objectos da prática literária em terras lá da Rainha são muito interessantes... e podem-se encontrar um pouco por todo o lado, nos Starbucks - não percebi muito bem o que são mas parece que tem a ver com estrelas (star) e livros (bucks) -, no metro (que é uma coisa terrível , feia e preta cheia de gente, corpos esculpidos e bem constituídos, o movimento de um metro que se desloca comprimindo todos que dentro dele se encontram – narradora delira com a memória do metro londrino no qual nunca andou! Afinal os problemas de identidade continuam, seja quem for a narradora!!) .... e noutros sítios, como o HardRockCafé que parece que é um café de pedras duras!! Mas como será que eles comem aquilo??? A sério, quando vocês voltarem têm de explicar como funcionam essas delícias gastronómicas que aqui na província não há nada disso!
Enfim, parece que de facto lá em Londres há muitas oportunidades de pesquisa,.. mas eu já tinha um projecto entre mãos... pernas.. não mãos, enfim tinha um projecto por aqui.......
Olha - pela n-ésima vez olha -, sabes a Xaozinha? Lembras-te dela? Pois é, lá me pediu para irmos visitar a capital aqui dos espanhóis e olha não resisti a ir ver com os meus próprios olhos se eles são também como direi???? Se serão possíveis alvos de pesquisa!! Isto é, se terão por lá objectos de pesquisa!!!

Uma artista literária tem de abrir horizontes, entendes? É cultura Lady Porcini!!! Cultura, arte, prazer, deslumbre, .... Mas isto é uma estafa... não se pára de um lado para o outro: tanta pesquisa, tanta experiência, tanta flexibilidade e tanta acrobacia que me exigem!!!
Acho que tive um workshop muito exigente: colocaram a fasquia bem lá no altinho no altinho das salinas de Aveiro e agora é difícil estar à altura das expectativas!! Por isso é que tenho de me esforçar Porcini e aproveitar mais e mais e mais .... e treinar e treinar ... muita prática.. muito jogo de mãos, de cintura ... um joguinho de pernas.... upss.....
Olha Lady Porcini ,... tava aqui ...
Upss... calma já vou pera...
A sério um segundo
‘Tava aqui na .... na ... cam.... a caminho da Biblioteca e cheguei e ....
Tem calma.. olha que me rasgas a roupinha e eu não tenho €€€ para comprar mais.. olha que inda não me pagaram do workshopp
Ah desculpa tão ali uns malucos a fazer um barulho.... Não sei que se passar mas acho que é um ladrão a querer roubar a roupa de uma senhora!!
Olha Lady Porcini tenho de ir pesquisar para a cam,,, bem para a biblioteca!!! Muitas obras me esperam ... e tenho de ir.. porque algumas estão nas prateleiras altas e tenho de flexibilizar... bem...
Já vou......acalma-te....
Fui Porcini...

PS – Deixei aqui o e-mail aberto por enviar enquanto fui para o meu fim-de-semana erótico em Madrid!! Muita pesquisa que fiz!! Enchi o meu caderninho de notas!!! Lá para o início do Verão já devo ter obra para publicar!!! Nessa altura saberás mais sobre o meu hiper weekend!!! Hihihihiih

Pronto Lady Porcini.... aqui vai ......