sexta-feira, março 30, 2007
Billie Holiday, "Crazy he calls me" no album Billie Holiday's Greatest Hits (Verve)
Abraçava a chávena de chá quente com as mãos, aquecendo-as também, enquanto se sentava no sofá. Afundou-se no couro gasto com languidez e repousou a cabeça na almofada. Lá fora a ameaça de aguaceiro tinha-se concretizado e os vidros eram fustigados continua e lentamente com as lágrimas de chuva.
O som da sua própria respiração sibilante foi interrompido pelo gemido de Lady Day. Fechou os olhos e sorriu. Podia mover montanhas naquele momento, navegar oceanos e segurar o vento numa mão…
quarta-feira, março 28, 2007
"Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades para os outros
carregar pedras desperdiçar
muita força para pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
muita força para pouco dinheiro
Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
que força é essa amigo
que força é essa amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
que força é essa amigo
que força é essa amigo
Não me digas que não me compreendes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a crescer-te nos dentes
não me digas que não me compreendes"
Letra e música de Sérgio Godinho
(do álbum Os Sobreviventes, 1971)
construir as cidades para os outros
carregar pedras desperdiçar
muita força para pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
muita força para pouco dinheiro
Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
que força é essa amigo
que força é essa amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
que força é essa amigo
que força é essa amigo
Não me digas que não me compreendes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a crescer-te nos dentes
não me digas que não me compreendes"
Letra e música de Sérgio Godinho
(do álbum Os Sobreviventes, 1971)
terça-feira, março 27, 2007
O corpo humano de um adulto é constituído por aproximadamente 60% de água, sendo essa percentagem menor no sexo feminino. Mas ela varia com a idade, podendo ir desde 75% nos recém-nascidos até 50% nos idosos», refere o Dr. João Breda, nutricionista do Centro Regional de Saúde Pública do Centro e da Direcção-Geral da Saúde e professor na Universidade Atlântica.
- Meretíssimo! Eu rejeito essa afirmação!! I object!!
- Então, porquê cara Carminho? Conte ao tribunal, se fizer o obséquio.
- É que eu sou a prova viva e andante que eu não sou nem 60, nem 10, nem 80% de água!!!
Toda eu sou 100% de SAUDADES!!
Até jorrava umas lágrimas, mas lá está! 0% agua...
- Meretíssimo! Eu rejeito essa afirmação!! I object!!
- Então, porquê cara Carminho? Conte ao tribunal, se fizer o obséquio.
- É que eu sou a prova viva e andante que eu não sou nem 60, nem 10, nem 80% de água!!!
Toda eu sou 100% de SAUDADES!!
Até jorrava umas lágrimas, mas lá está! 0% agua...
Big Bacalhau com Natas is Watching You...
Episódio ''não sei a quantas vai, dado já lhe ter perdido a conta'...
Em plena era da globalização, o Bacalhau, sempre actual, cosmopolita e also a little bit mundano decidiu enviar alguns dos seus tutores para diferentes partes do mundo por forma a levar a cabo uma investigação acerca da difusão e divulgação mundial do dito cujo, o Bacalhau!
Assim, sendo, se bem se recordam, eu sou a narradora: - ‘’Hello, narreiter speaking, testing, one tue tri’’.
Com efeito, o Bacalhau , após um período de profunda meditação enquanto marinava entre uma cebolada regada com Azeite Galo - passe a publicidade -, decidiu empreender esta missão e para tal, designou como enviados especiais a jovem e destemida Maria e o igualmente jovem e aventureiro Bilha. Agora que ambos tinham mais de um quarto de século de vida, a ida já não mais carecia de autorização parental para participar em tal missão, na sua grandeza só equiparável à saga dos Descobrimentos!
Assim sendo, à multifacetada Maria foi atribuída a missão de ir espalhar os encantos do Bacalhau à cidade do Fog-Londres.
Na sua mala de viagem (que não era de cartão porque isso era só no tempo da Linda de Susa e a Maria é uma jovem fashion!), uma preciosidade se ocultava sob papel mate grosso – postas de bacalhau de elevada qualidade que não foram detectadas pelos pastores alemães da polícia fronteiriça, uma vez que, astutamente, Maria se havia enfrascado com perfume francês e conseguiu, assim, ludibriar os agentes caninos, Rex, ou em versão portuguesa, Max.
Aliás, ao que ouvi dizer, alguns cães chegaram mesmo a desmaiar com tal odor...outros houve que começaram a cantar ‘La Vie en rose’ e abortaram assim a missão e partiram em busca da sua caniche-metade.
Porém, contudo, todavia (!) a Agente Mary não iria sozinha; a acompanhá-la em toda a sua missão/viagem ia um também Jovem Agente chamado Mr. Peter – que já algum tempo actuava infiltrado na cidade Londrina disfarçado de estudante e que, se havia tornado um afiliado do Cod with Neites inglês, a nova Agência de Serviços secretos ingleses criada especificamente para a Missão de domínio do Mundo pelo Bacalhau! (HAHHAHAHHAHAHHA !! – simulação de risos de um louco que pretende controlar o Mundo!!)
Tudo foi de tal forma meticulosamente planeado que as postas atravessaram o Oceano Atlântico e entraram à socapa, mas com imensa classe e dignidade, nas terras de sua majestade, Queen Betinha II. (Ingrupa esta Beta!! Tens a mania que sabes tudo e controlas tudo!! Não só não controlas os adultérios dos teus descendentes ...muito menos postas de bacalhau a infiltrarem-se em Londres!! )
-God Save the Cod!! God Save the Cod!! – cantarolam (numa adaptação eufórica do hino inglês...) os Agentes Peter & Mary à chegada às instalações da British Secret Cod Agency (B.S.C.A.) com o nome de disfarce de The Rose Moon House....
A primeira coisa que fizeram foi colocar as sagradas postas de Bacalhau a descansar na cama, após a cansativa viagem de autocarro clandestino desde o aeroporto de Stanstead à Sede da B.S.C.A..
*
Entretanto, mais abaixo, contornando o Cabo das Tormentas (posteriormente conhecido como Cabo da Boa Esperança) encontramos o outro Agente Secreto, o bravo Bilha.
Se aumentarmos o zoom do Google Earth vemos que aquele ponto vermelhinho nos Maputo é o jovem Bilha.
Questionar-se-ão os leitores o porquê do ‘’vermelhou!’’ Não, Bilha não se convertera em fã da Fafá de Belém, se bem que esse seria um disfarce ultra-genial para justificar a sua estadia nos Maputo, uma vez que os Maputianos (!!???) gostarem bem da abandar suas bundinhas nas horas em que não trabalham (ou seja, a parte do dia em que não estão a dormir...). Mas desenganem-se desde já! O encarnado deve-se ao inteiramente ao escaldão que apanhou...
Fã de Praia por Natureza, o Jovem Bilha atracara no Aeroporto de Maputo e em poucos minutos já se estava a estender, qual fatia de Panrico branquinha sem códea, dentro da torradeira, que é o Sol Maputiano (???!!!). Resultado: tostou, vermelhou!!
Enquanto Bilha abandona o local do solário selvagem e se afasta cantarolando uma estranha canção composta por sons do género (Ai, Ui, Au, Ai, Ei, Ui, Au!) em busca da sombra de uma bananeira, vamos inteirar-nos do que, entretanto, se passava em Portugal ...
Google Earth searching for The Tuga Land...Aqui está!
Hum...vejamos Carminho... Está a fazer colagens de recortes das revistas Vogues que colecciona. Nos últimos tempos, a jovem tem sido vista a cortar e a colar, de uma maneira de tal forma obsessiva e persistente que consta que se lhe apanhou desprevenida uma dor lombar daquelas que ‘Deus nos livre!!’.
Entre recortes e colagens, Carminho tem sido vista a levar ‘’pancada’’ de uma massagista (ex-pugilista) de origens trasmontanas. Ao que parece, a jovem parece ter ficado fã, tanto que já recomendou os serviços da ex-pugilista à jovem Ivana. Hum...
A permanência de Carminho em Portugal não fora despropositada – através de mensagens pelo telex dos tempos modernos – Skype – ela vai assegurando a passagem de informações secretas para o jovem torrado Bilha...
Qual Vasco da Gama, este jovem descobridor dos tempos da Globalização e das proezas tecnológicas como a construção de Aeroportos sob pântanos, Bilha andava de sonda em punho, vestido de calções e de camisa havaiana, à procura de rastos do Bacalhau deixados em terras Maputianas, dos tempos da colonização portuguesa...
...Ouçamos uma das ultimas conversas entre ambos de telex, quer dizer, Skype! :
- crusssshhhhhh...hello Carminho babe?! Tudo em cima??
- crusshhhhhh...Olá Bilha tostado e sem códea! Aqui está tudo um pouco mais em abaixo, porque estou toda apanhadinha das costas de andar nas colagens!! Então, há novidades?
- Ya, babe! Por enquanto, a sonda já começou a apitar em locais bué de bacanos!!
- Ai sim? Então, viste Bacalhau?
- Ya, babe! Quer dizer, não babe! Quando a sonda apitava encontrava sempre, por coincidência, um prato de belos camarõeszitos ali a pedirem para eu os trincar...
E prontos, eu obedeço, está cá uma tosta!!
- Mas caríssimo! O menino B. (de Bacalhau, subentenda-se) não vai gostar nada disso.
- Ya, relax babe...Olha estou a entrar num túnel muito compridoooo.....Acho que vou perder rede.....Crsushhhhhhhh....Ad..e.....e......t..........ss.s..s.s.
- Mas, mas Bilha, estamos a falar de um computador para o outro, Tunel!!?? Que túne?!!! Olha lá estás a fazer aquilo que a Má-dá contava no outro dia que algumas pessoas fazem quando não estão para aturar melgas!!!??? TÔ, Tô???!!! Buáaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Palavras vãs estas de Carminho pois Bilha já se havia esquivado e rumado para a esplanada Maputiana para comer uns camarõezinhos...
Entretanto, em Londres, algumas postas de bacalhau estavam a demolhar, enquanto a Agente Mary estava de molho numa banheira cheia de espuma...e com um bunny lá dentro (?!) Não costumava ser um patinho de borracha? Tempos modernos estes...
A missão começava a ganhar corpo. Nesse cair de tarde, um grupo composto por chineses, italianos, espanhóis, franceses e mais não sei quê –eses... iam às instalações da Rose Moon House para uma apresentação (julgam eles!!) da Tupperware...
O esquema estava brilhantemente montado. Assim que todos estes non-tugas estivessem sentadinhos à espera dos tupperwares...pumba!! Ele ia surgir e maravilhar a plateia para sempre!!! (HAHHAHAHHAHAHHA !! – simulação de risos de um louco que pretende controlar o Mundo!!)
Nessa mesma noite, Má-Dá, Ivana e Carminho iriam também elas, sob ordens do menino B. às compras. Não eram umas compras quaisquer!! Iam em busca de um Kit Mata-Hari, para enviar para a Agent Mary ... Composto por objectos de altíssimo sigilo, apenas sabemos que o Kit teria um saco de Café (para Mary não dormir em serviço!), uma pasta de dentes (para escovar os dentinhos da Secret Agent, porque os dentífricos ingleses não têm flúor suficiente!) e um saco de rebuçados, para mimar as postas de Bacalhau caso fizerrem birrinhas...
Disfarçadas de pessoas-completamente-normais-que-vão-ao-Shopping-para-comprar produtos-altamente-supérfulos-e-extremamente-reveladores-de-um-carácter-consumista, as jovens lá conseguiram compor o Kit e lá o enviaram para Your Majesty’s territory.
Após a missão comprida, as jovens lá foram umas rebeldes e foram espreitar a última performance do Hug Grant ao cinema...Mas sem pipocas, para não darem nas vistas e serem reconhecidas pelo Crunch-Crunch!!
O aviso antes de o filme começar havia sido bem claro: ‘’Senhore Visionante do Filme que se segue após esta seca que estão a ler no écran. Está proíbido de se mexer na cadeira, de se levantar durante a exibição do filme (não foi ao WC? Tivesse ido! Nada de xixis nas cadeiras!!). Qualquer actividade suspeita, como por exemplo, se detectar a presença de Agentes Secretas disfarçadas de pessoas-completamente-normais-que-vão-ao-Shopping-para-comprar produtos-altamente-supérfulos-e-extremamente-reveladores-de-um-carácter-consumista, deve imediatamente ser reportada à segurança. No entanto, como está proíbido de se levantar permitiremos ainda que por uns segundos que levante a mão, fazendo-se notar pelo nosso segurança. Mas nada de falar durante o filme!!! Divirta-se...’’
Entretanto, na Rose Moon House a apresentação ‘’Tupperware’’ estava prestes a começar. O grupo de cobaias estava sentado em torno da mesa e eis que, munida do seu charme e intelecto acima da média, a Agente Mary aparece com duas pegas de cozinha em cada mão e suportando uma travessa que soltava vapor quente. Entre ‘Uau!!!s’’ , Mary colocou a mesma em cima da mesa e reparou que todos os que a rodeavam começavam a salivar...
Mary disse, triunfalmente:
- Ladies and Gentleman. Meet Mr. Cod!
A apresentação durou pouco mais de 5 minutos, porque as postinhas logo desapareceram da travessa e depois dos pratos...onde assentaram praça nem por 3 minutos.
O Bacalhau cumpria a sua missão em Londres! Havia-se infiltrado nos estômagos e no paladar dos non Tugas!! Dali para a frente, o Mundo estava a um passo da sua conquista!!!
(HAHHAHAHHAHAHHA !! – simulação de risos de um louco que pretende controlar o Mundo!!)
Quanto ao jovem Bilha, continuará em missão. Não vai ser nada fácil combater os camarões maputianos... Mas esperemos...o Bacalhau será o ultimo a rir!!!
(HAHHAHAHHAHAHHA !! – simulação de risos de um louco que pretende controlar o Mundo!!)
(Xiça, cale-se seu maníaco!! – Narradora sofre....)
Over and Out.
(Coscuvilhice Final - Sabe-se que as meninas Má-dá, Ivana e Carminho enviaram um requerimento por escrito ao menino B. para que lhe seja também paga uma viagenzita ao estrangeiro!! Afinal de contas, também elas são filhas do Bacalhau!! )
Em plena era da globalização, o Bacalhau, sempre actual, cosmopolita e also a little bit mundano decidiu enviar alguns dos seus tutores para diferentes partes do mundo por forma a levar a cabo uma investigação acerca da difusão e divulgação mundial do dito cujo, o Bacalhau!
Assim, sendo, se bem se recordam, eu sou a narradora: - ‘’Hello, narreiter speaking, testing, one tue tri’’.
Com efeito, o Bacalhau , após um período de profunda meditação enquanto marinava entre uma cebolada regada com Azeite Galo - passe a publicidade -, decidiu empreender esta missão e para tal, designou como enviados especiais a jovem e destemida Maria e o igualmente jovem e aventureiro Bilha. Agora que ambos tinham mais de um quarto de século de vida, a ida já não mais carecia de autorização parental para participar em tal missão, na sua grandeza só equiparável à saga dos Descobrimentos!
Assim sendo, à multifacetada Maria foi atribuída a missão de ir espalhar os encantos do Bacalhau à cidade do Fog-Londres.
Na sua mala de viagem (que não era de cartão porque isso era só no tempo da Linda de Susa e a Maria é uma jovem fashion!), uma preciosidade se ocultava sob papel mate grosso – postas de bacalhau de elevada qualidade que não foram detectadas pelos pastores alemães da polícia fronteiriça, uma vez que, astutamente, Maria se havia enfrascado com perfume francês e conseguiu, assim, ludibriar os agentes caninos, Rex, ou em versão portuguesa, Max.
Aliás, ao que ouvi dizer, alguns cães chegaram mesmo a desmaiar com tal odor...outros houve que começaram a cantar ‘La Vie en rose’ e abortaram assim a missão e partiram em busca da sua caniche-metade.
Porém, contudo, todavia (!) a Agente Mary não iria sozinha; a acompanhá-la em toda a sua missão/viagem ia um também Jovem Agente chamado Mr. Peter – que já algum tempo actuava infiltrado na cidade Londrina disfarçado de estudante e que, se havia tornado um afiliado do Cod with Neites inglês, a nova Agência de Serviços secretos ingleses criada especificamente para a Missão de domínio do Mundo pelo Bacalhau! (HAHHAHAHHAHAHHA !! – simulação de risos de um louco que pretende controlar o Mundo!!)
Tudo foi de tal forma meticulosamente planeado que as postas atravessaram o Oceano Atlântico e entraram à socapa, mas com imensa classe e dignidade, nas terras de sua majestade, Queen Betinha II. (Ingrupa esta Beta!! Tens a mania que sabes tudo e controlas tudo!! Não só não controlas os adultérios dos teus descendentes ...muito menos postas de bacalhau a infiltrarem-se em Londres!! )
-God Save the Cod!! God Save the Cod!! – cantarolam (numa adaptação eufórica do hino inglês...) os Agentes Peter & Mary à chegada às instalações da British Secret Cod Agency (B.S.C.A.) com o nome de disfarce de The Rose Moon House....
A primeira coisa que fizeram foi colocar as sagradas postas de Bacalhau a descansar na cama, após a cansativa viagem de autocarro clandestino desde o aeroporto de Stanstead à Sede da B.S.C.A..
*
Entretanto, mais abaixo, contornando o Cabo das Tormentas (posteriormente conhecido como Cabo da Boa Esperança) encontramos o outro Agente Secreto, o bravo Bilha.
Se aumentarmos o zoom do Google Earth vemos que aquele ponto vermelhinho nos Maputo é o jovem Bilha.
Questionar-se-ão os leitores o porquê do ‘’vermelhou!’’ Não, Bilha não se convertera em fã da Fafá de Belém, se bem que esse seria um disfarce ultra-genial para justificar a sua estadia nos Maputo, uma vez que os Maputianos (!!???) gostarem bem da abandar suas bundinhas nas horas em que não trabalham (ou seja, a parte do dia em que não estão a dormir...). Mas desenganem-se desde já! O encarnado deve-se ao inteiramente ao escaldão que apanhou...
Fã de Praia por Natureza, o Jovem Bilha atracara no Aeroporto de Maputo e em poucos minutos já se estava a estender, qual fatia de Panrico branquinha sem códea, dentro da torradeira, que é o Sol Maputiano (???!!!). Resultado: tostou, vermelhou!!
Enquanto Bilha abandona o local do solário selvagem e se afasta cantarolando uma estranha canção composta por sons do género (Ai, Ui, Au, Ai, Ei, Ui, Au!) em busca da sombra de uma bananeira, vamos inteirar-nos do que, entretanto, se passava em Portugal ...
Google Earth searching for The Tuga Land...Aqui está!
Hum...vejamos Carminho... Está a fazer colagens de recortes das revistas Vogues que colecciona. Nos últimos tempos, a jovem tem sido vista a cortar e a colar, de uma maneira de tal forma obsessiva e persistente que consta que se lhe apanhou desprevenida uma dor lombar daquelas que ‘Deus nos livre!!’.
Entre recortes e colagens, Carminho tem sido vista a levar ‘’pancada’’ de uma massagista (ex-pugilista) de origens trasmontanas. Ao que parece, a jovem parece ter ficado fã, tanto que já recomendou os serviços da ex-pugilista à jovem Ivana. Hum...
A permanência de Carminho em Portugal não fora despropositada – através de mensagens pelo telex dos tempos modernos – Skype – ela vai assegurando a passagem de informações secretas para o jovem torrado Bilha...
Qual Vasco da Gama, este jovem descobridor dos tempos da Globalização e das proezas tecnológicas como a construção de Aeroportos sob pântanos, Bilha andava de sonda em punho, vestido de calções e de camisa havaiana, à procura de rastos do Bacalhau deixados em terras Maputianas, dos tempos da colonização portuguesa...
...Ouçamos uma das ultimas conversas entre ambos de telex, quer dizer, Skype! :
- crusssshhhhhh...hello Carminho babe?! Tudo em cima??
- crusshhhhhh...Olá Bilha tostado e sem códea! Aqui está tudo um pouco mais em abaixo, porque estou toda apanhadinha das costas de andar nas colagens!! Então, há novidades?
- Ya, babe! Por enquanto, a sonda já começou a apitar em locais bué de bacanos!!
- Ai sim? Então, viste Bacalhau?
- Ya, babe! Quer dizer, não babe! Quando a sonda apitava encontrava sempre, por coincidência, um prato de belos camarõeszitos ali a pedirem para eu os trincar...
E prontos, eu obedeço, está cá uma tosta!!
- Mas caríssimo! O menino B. (de Bacalhau, subentenda-se) não vai gostar nada disso.
- Ya, relax babe...Olha estou a entrar num túnel muito compridoooo.....Acho que vou perder rede.....Crsushhhhhhhh....Ad..e.....e......t..........ss.s..s.s.
- Mas, mas Bilha, estamos a falar de um computador para o outro, Tunel!!?? Que túne?!!! Olha lá estás a fazer aquilo que a Má-dá contava no outro dia que algumas pessoas fazem quando não estão para aturar melgas!!!??? TÔ, Tô???!!! Buáaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Palavras vãs estas de Carminho pois Bilha já se havia esquivado e rumado para a esplanada Maputiana para comer uns camarõezinhos...
Entretanto, em Londres, algumas postas de bacalhau estavam a demolhar, enquanto a Agente Mary estava de molho numa banheira cheia de espuma...e com um bunny lá dentro (?!) Não costumava ser um patinho de borracha? Tempos modernos estes...
A missão começava a ganhar corpo. Nesse cair de tarde, um grupo composto por chineses, italianos, espanhóis, franceses e mais não sei quê –eses... iam às instalações da Rose Moon House para uma apresentação (julgam eles!!) da Tupperware...
O esquema estava brilhantemente montado. Assim que todos estes non-tugas estivessem sentadinhos à espera dos tupperwares...pumba!! Ele ia surgir e maravilhar a plateia para sempre!!! (HAHHAHAHHAHAHHA !! – simulação de risos de um louco que pretende controlar o Mundo!!)
Nessa mesma noite, Má-Dá, Ivana e Carminho iriam também elas, sob ordens do menino B. às compras. Não eram umas compras quaisquer!! Iam em busca de um Kit Mata-Hari, para enviar para a Agent Mary ... Composto por objectos de altíssimo sigilo, apenas sabemos que o Kit teria um saco de Café (para Mary não dormir em serviço!), uma pasta de dentes (para escovar os dentinhos da Secret Agent, porque os dentífricos ingleses não têm flúor suficiente!) e um saco de rebuçados, para mimar as postas de Bacalhau caso fizerrem birrinhas...
Disfarçadas de pessoas-completamente-normais-que-vão-ao-Shopping-para-comprar produtos-altamente-supérfulos-e-extremamente-reveladores-de-um-carácter-consumista, as jovens lá conseguiram compor o Kit e lá o enviaram para Your Majesty’s territory.
Após a missão comprida, as jovens lá foram umas rebeldes e foram espreitar a última performance do Hug Grant ao cinema...Mas sem pipocas, para não darem nas vistas e serem reconhecidas pelo Crunch-Crunch!!
O aviso antes de o filme começar havia sido bem claro: ‘’Senhore Visionante do Filme que se segue após esta seca que estão a ler no écran. Está proíbido de se mexer na cadeira, de se levantar durante a exibição do filme (não foi ao WC? Tivesse ido! Nada de xixis nas cadeiras!!). Qualquer actividade suspeita, como por exemplo, se detectar a presença de Agentes Secretas disfarçadas de pessoas-completamente-normais-que-vão-ao-Shopping-para-comprar produtos-altamente-supérfulos-e-extremamente-reveladores-de-um-carácter-consumista, deve imediatamente ser reportada à segurança. No entanto, como está proíbido de se levantar permitiremos ainda que por uns segundos que levante a mão, fazendo-se notar pelo nosso segurança. Mas nada de falar durante o filme!!! Divirta-se...’’
Entretanto, na Rose Moon House a apresentação ‘’Tupperware’’ estava prestes a começar. O grupo de cobaias estava sentado em torno da mesa e eis que, munida do seu charme e intelecto acima da média, a Agente Mary aparece com duas pegas de cozinha em cada mão e suportando uma travessa que soltava vapor quente. Entre ‘Uau!!!s’’ , Mary colocou a mesma em cima da mesa e reparou que todos os que a rodeavam começavam a salivar...
Mary disse, triunfalmente:
- Ladies and Gentleman. Meet Mr. Cod!
A apresentação durou pouco mais de 5 minutos, porque as postinhas logo desapareceram da travessa e depois dos pratos...onde assentaram praça nem por 3 minutos.
O Bacalhau cumpria a sua missão em Londres! Havia-se infiltrado nos estômagos e no paladar dos non Tugas!! Dali para a frente, o Mundo estava a um passo da sua conquista!!!
(HAHHAHAHHAHAHHA !! – simulação de risos de um louco que pretende controlar o Mundo!!)
Quanto ao jovem Bilha, continuará em missão. Não vai ser nada fácil combater os camarões maputianos... Mas esperemos...o Bacalhau será o ultimo a rir!!!
(HAHHAHAHHAHAHHA !! – simulação de risos de um louco que pretende controlar o Mundo!!)
(Xiça, cale-se seu maníaco!! – Narradora sofre....)
Over and Out.
(Coscuvilhice Final - Sabe-se que as meninas Má-dá, Ivana e Carminho enviaram um requerimento por escrito ao menino B. para que lhe seja também paga uma viagenzita ao estrangeiro!! Afinal de contas, também elas são filhas do Bacalhau!! )
segunda-feira, março 26, 2007
Porque há uma Fada em cada uma de nós...

Cá fora a tarde estava maravilhosa e fresca. A brisa dançava com as ervas dos campos. Ouviam-se os pássaros a cantar. O ar parecia cheio de poeira de oiro.
Oriana foi pela floresta fora, correndo, dançando e voando, até chegar ao pé do rio. Era um rio pequenino e transparente, quase um regato; nas suas margens cresciam trevos, papoilas e margaridas. Oriana sentou-se entre as ervas e as flores a ver correr a água.
De repente, ouviu uma voz que a chamava:
- Oriana, Oriana.
A fada voltou-se e viu um peixe a saltar na areia.
- Salva-me, Oriana – gritava o peixe. Dei um salto atrás de uma mosca e caí fora do rio.
Oriana agarrou no peixe e tornou a pô-lo na água.
- Obrigado, muito obrigado – disse o peixe, fazendo muitas mesuras. – Salvaste-me a vida e a vida de um peixe é uma vida deliciosa. Muito obrigado, Oriana. Se precisares de alguma coisa de mim, lembra-te que eu estou sempre às tuas ordens.
- Obrigado – disse Oriana – agora não preciso de nada.
- Mas lembra-te da minha promessa. Nunca esquecerei que te devo a vida. Pede-me tudo o que quiseres. Sem ti eu morreria miseravelmente asfixiado entre os trevos e as margaridas.
A minha gratidão é eterna.
- Obrigado – disse a fada.
- Boa tarde, Oriana. Agora tenho de ir embora, mas quando quiseres vem ao rio e chama por mim.
E com muitas mesuras o peixe despediu-se da fada.
Oriana ficou a olhar para o peixe, muito divertida porque era um peixe muito pequenino, mas com um ar muito importante.
E quando assim estava a olhar para o peixe viu a sua cara reflectida na água. O reflexo subiu do fundo do regato e veio ao seu encontro. com um sorriso na boca encarnada.
E Oriana viu os seus olhos azuis como safiras, os seus cabelos loiros como as searas, a sua pele branca como lírios e as suas asas cor do ar, claras e brilhantes.
- Mas que bonita que eu sou – disse ela. Sou linda. Nunca tinha pensado nisto. Nunca me tinha lembrado de me ver! Que grandes são os meus olhos, que fino que é o meu nariz, que doirados que são os meus cabelos! Os meus olhos brilham como estrelas azuis, o meu pescoço é alto e fino como uma torre. Que esquisita que a vida é! Se não fosse este peixe que saltou fora da água para apanhar a mosca eu nunca me teria visto. As árvores, os animais e as flores viam-me e sabiam como sou bonita. Só eu é que nunca me via!
[...]
Excerto retirado da ‘’Fada Oriana’’ de Sophia de Mello Breyner Andresen...
Ontem procurava uma prenda para a minha Princesinha Sofia e ao olhar para a Fada Oriana não resisti e comprei este presente para ela. Cheguei a casa e reli algumas partes.
Escolhi este excerto. Para pensarmos um pouco em nós mesmos e na forma como nos vemos...
Oriana foi pela floresta fora, correndo, dançando e voando, até chegar ao pé do rio. Era um rio pequenino e transparente, quase um regato; nas suas margens cresciam trevos, papoilas e margaridas. Oriana sentou-se entre as ervas e as flores a ver correr a água.
De repente, ouviu uma voz que a chamava:
- Oriana, Oriana.
A fada voltou-se e viu um peixe a saltar na areia.
- Salva-me, Oriana – gritava o peixe. Dei um salto atrás de uma mosca e caí fora do rio.
Oriana agarrou no peixe e tornou a pô-lo na água.
- Obrigado, muito obrigado – disse o peixe, fazendo muitas mesuras. – Salvaste-me a vida e a vida de um peixe é uma vida deliciosa. Muito obrigado, Oriana. Se precisares de alguma coisa de mim, lembra-te que eu estou sempre às tuas ordens.
- Obrigado – disse Oriana – agora não preciso de nada.
- Mas lembra-te da minha promessa. Nunca esquecerei que te devo a vida. Pede-me tudo o que quiseres. Sem ti eu morreria miseravelmente asfixiado entre os trevos e as margaridas.
A minha gratidão é eterna.
- Obrigado – disse a fada.
- Boa tarde, Oriana. Agora tenho de ir embora, mas quando quiseres vem ao rio e chama por mim.
E com muitas mesuras o peixe despediu-se da fada.
Oriana ficou a olhar para o peixe, muito divertida porque era um peixe muito pequenino, mas com um ar muito importante.
E quando assim estava a olhar para o peixe viu a sua cara reflectida na água. O reflexo subiu do fundo do regato e veio ao seu encontro. com um sorriso na boca encarnada.
E Oriana viu os seus olhos azuis como safiras, os seus cabelos loiros como as searas, a sua pele branca como lírios e as suas asas cor do ar, claras e brilhantes.
- Mas que bonita que eu sou – disse ela. Sou linda. Nunca tinha pensado nisto. Nunca me tinha lembrado de me ver! Que grandes são os meus olhos, que fino que é o meu nariz, que doirados que são os meus cabelos! Os meus olhos brilham como estrelas azuis, o meu pescoço é alto e fino como uma torre. Que esquisita que a vida é! Se não fosse este peixe que saltou fora da água para apanhar a mosca eu nunca me teria visto. As árvores, os animais e as flores viam-me e sabiam como sou bonita. Só eu é que nunca me via!
[...]
Excerto retirado da ‘’Fada Oriana’’ de Sophia de Mello Breyner Andresen...
Ontem procurava uma prenda para a minha Princesinha Sofia e ao olhar para a Fada Oriana não resisti e comprei este presente para ela. Cheguei a casa e reli algumas partes.
Escolhi este excerto. Para pensarmos um pouco em nós mesmos e na forma como nos vemos...
domingo, março 25, 2007
sábado, março 24, 2007
A surpresa
É sabádo de manhã e hoje deixei-me ficar a dormir até mais tarde, para recuperar do cansaço da semana e das várias noites mal dormidas. Acordo, visto uma roupa quentinha porque os dias frios voltaram a Londres, encho uma taça com leite, mel e corn flakes e uns minutos depois, ainda meia a dormir e com o meu London Guide – A to Z Street Map saio de casa em direcção ao posto dos correios para levantar correspondência. Aparentemente tratava-se de algo grande demais para a nossa caixa do correio e eu não estava em casa quando o carteiro veio cá. Na verdade, ele nem se dá ao trabalho de tocar à companhia (na 6.ª feira de manhã eu estava em casa quando o bilhete do Royal Mail “Sorry, you were out” foi colocado na dita caixa do correio). Está mesmo muito, muito frio e arrependo-me de não ter voltado atrás para buscar as luvas. Chego ao local e reparo que estão à minha frente tantas pessoas que mais me valia ter trazido o livro comigo. Já devia saber que sinto a falta dele nestes tempos mortos. Aborrece-me a espera, inútil na sua demora, embora necessária para o meu objectivo. Penso nas coisas que pedi à minha mãe e imagino se terão chegado inteiras depois da viagem desde Portugal. Quando chega a minha vez estendo o dito papelinho mentiroso (que diz que eu não estava em cas quando eu não me encontrava nourro sítio que não no Flat 4 da Rosemoon House!) e espero que a funcionária me traga uma caixinha que curiosamente tem um remetente diferente do que eu esperava: Li, Missy, C. e Na. Saio para o frio da rua a sorrir. Suponho que este sentimento de felicidade infantil só é compreendido quando se vive num emaranhado de emoções provocado pela distância das coisas e das pessoas que amamos. Caminho pelas ruas a sorrir. Sei que me vou deliciar a abrir a caixa da surpresa. Chego a abanar a mesma algmas vezes enquanto regresso a casa. Sempre fui curiosa. A minha mãe escondia as prendas no meio da roupa nos armários, mas eu tinha verdadeiras tardes de Indiana Jones em busca do presente perdido. Revirava as roupas e remexia tudo até encontrar o embrulho e depois, num exercício de paciência premiada desembrulhava, via o que era e volta a pôr tudo no sítio. Foi-se perdendo em mim o efeito surpresa, apesar de muitas vezes as prendas não serem para mim. Hoje em dia tenho até reacções consideradas estranhas. Desenvolvi uma reacção de apatia que deixa todos aqueles que me tentam surpreender, invadidos por pensamentos de “ups, ela não gostou” e “ela está com um ar confuso” e até mesmo “raios, ela já desconfiava”. Desta vez tive uma reacção muito natural: sorri. Sorri quando li o remetente e me surpreendi, e quando abri a caixa e percorri os “artigos do kit”. Nesta surpresa, algumas pistas foram sendo deixadas. O primeiro sinal foi um coment ao post da cafeína: “O pronto socorro vai a caminho”! Pensei para mim ao ler: “Isso é que me faria feliz. Cafezinho vindo de Portugal!”. Depois o post da surpresa deixou–me intrigada: “Quem irá receber uma surpresa?”, pensei. Finalmente a minha Li disse que me tinha escrito e desejou-me um fim-de-semana bom e pink. “Ás tantas, a carta vem num envelope rosa!”.
Sim, tornaram o meu sábado mais rosa, e o contraste com o cinzento do céu londrino foi delicioso. Vou agora arrumar os vários artigos do kit nos sítios certos. A vossa surpresa ficará espalhadinha pelo Flat 4 da Rosemoon House.
Tal como a imagem aqui ao lado mostra, o que vocês me enviaram foi na verdade pó de estrelas: o vosso carinho, cuidado e amor, a vossa amizade, atenção e preocupação são as partículas desse pó colorido, brilhante e delicioso.
Na Rosemoon House a Red Shoes Princess sorri.
:-)
Obrigada às minhas amorinhas!
sexta-feira, março 23, 2007
Usos e Abusos - o Telemóvel
Afinal o Telemóvel não serve só para comunicar, é também útil para "descomunicar"!!!
- 60% dos portugueses utilizam o telemóvel para evitar conversas indesejadas.
- 46% já desligaram dizendo que se tratava de um corte devido a perda de sinal.
- 71% admitem que não escrevem uma carta há anos, optando por enviar SMS.
- 4% já imitaram ruídos para fugir a uma conversa.
- 60% dos portugueses utilizam o telemóvel para evitar conversas indesejadas.
- 46% já desligaram dizendo que se tratava de um corte devido a perda de sinal.
- 71% admitem que não escrevem uma carta há anos, optando por enviar SMS.
- 4% já imitaram ruídos para fugir a uma conversa.
"Jornal o metro"
E esta hein!!!
quinta-feira, março 22, 2007
Surpresa

“A surpresa pode ser um sentimento de reacção relativo a um acontecimento inesperado.” Definitivamente, e acho que estamos de acordo, é verdade. E provoca reacções diferentes de pessoas para pessoas. Algumas riem até não poder mais, outros ficam impávidos e serenos a olhar ou a pensar na surpresa, outros choram…..
Algumas características da Surpresa:
“Não vem numa caixinha, como costumam dizer.” Mentirosos!!!
“Ela é imprevisível, inesperada.” Esperamos que sim!!!
“Ela te persegue sem ser vista ou cai do céu.” Não literalmente!!!
“Pode estar no fundo do mar, ou na beira da praia. Pode aparecer em seu trabalho ou em casa, quando estás prestes a dormir.” Definitivamente em casa!!!
“E ainda: nem sempre é boa, positiva ou gratificante. Mas é marcante, em qualquer circunstância.” Aqui, novamente, esperamos que sim!!!
“Feliz ou triste. Bem vinda ou não. É indelével e sem volta.” Não há dúvidas quanto a isto!!!
“Dizem que a cada esquina há uma.”
Isto tudo para dizer que, muito brevemente, alguém vai receber uma surpresa!
quarta-feira, março 21, 2007
A Chegada da Prima Vera
A cidade acordara em sobressalto: - Cadê ela!? - gritou Anacleto ainda em ceroulas.
- Cadê Anacleto? Por que raios e coriscos estás a falar em brasileiro? - disse Agustina.
- Ora Agustina, é por causa das tuas malditas novelas! O bicho do sotaque apegou-se-me! Mas será que ela já chegou!?
- Ai homem que impaciência!! Tudo por causa dela!! Por mim não ficas tu assim!
- Ora, cala-te mulher! Vejo-te todos os dias há pra mais de 25 anos! Com ela é diferente, só a vejo de ano a ano...
- Pois, pois...eu sempre desconfiei que tu e essa tua priminha tinham algum tipo de paixão assolapada...
- Ó meus amigos, chiça que hoje mordeu-te algum bicho, na certa! Vou-me levantar e vou lá abaixo ver se ela já chegou!
- Vai sim, vai sim, aposto que ela vai chegar aí toda fresca como de costume...ela e a mania das plásticas! Pff, agora essas modernices das espanholas ... Corporacions não sei de quê!
Anacleto encaminhava-se para a porta e de repente tocam à campaínha...Com as mãos suadas, Anacleto abre a porta e ei-la, fresca que nem uma alface - a Prima Vera chegara!!
Anacleto não resistiu à emoção e teve um enfarte... mas felizmente encontra-se agora bem, mas em observação no Hospital da terra. Ao seu lado, Agustina segura-lhe a mão. Fizeram as pazes.
É isto o que faz a Prima Vera...deixa-nos sem fôlego!...
segunda-feira, março 19, 2007

Pode parecer silly de todo mas sendo hoje dia do Pai ocorre-me discorrer (correr! quê? não disseste diz correr? eu disse correr.... Quê??!!!???!!???!??...) sobre um Pai que embora não existaem carnoca e osso, é Pai: o senhor Homer Simpson.
Apesar de tudo, de ser um bejekeiro, de ser um donuteiro, um preguiçoso, um artolas, um dorminhoco e um televiseiro, não deixo de ter uma simpatia por este personagem.
- Dough!” – diz Homer sempre que mete o pé na poça, na lama, na argola e em qualquer outro sítio, dado ser um tipo que se enterra muitas vezes...
Mas, por outro lado, comove-me sempre ver que ele adora a Lisa, adora a Maggie, adora a Marge e até (!) adora o Bart.
Não é o pai-modelo, apesar de nos desenhos animados a criação não ter limites. Podiam ter feito um Homer Simpson perfect dad...Mas não o fizeram e se calhar é por isso que gosto muito do senhor careca, barrigudo e amarelo..porque apesar de tudo, consegue parecer-me muito humano...
Apesar de tudo, de ser um bejekeiro, de ser um donuteiro, um preguiçoso, um artolas, um dorminhoco e um televiseiro, não deixo de ter uma simpatia por este personagem.
- Dough!” – diz Homer sempre que mete o pé na poça, na lama, na argola e em qualquer outro sítio, dado ser um tipo que se enterra muitas vezes...
Mas, por outro lado, comove-me sempre ver que ele adora a Lisa, adora a Maggie, adora a Marge e até (!) adora o Bart.
Não é o pai-modelo, apesar de nos desenhos animados a criação não ter limites. Podiam ter feito um Homer Simpson perfect dad...Mas não o fizeram e se calhar é por isso que gosto muito do senhor careca, barrigudo e amarelo..porque apesar de tudo, consegue parecer-me muito humano...
domingo, março 18, 2007
Oferta e partilha
Partilho convosco a banda sonora do meu fim-de-semana. A voz desta menina!
Espero que apreciem a oferta!!
E tenham uma boa semana!!
sábado, março 17, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
O dia a dia da cor verde
A cor verde acordou. O marido, castanho levantou-se pouco depois. Trocaram um beijo e ele saiu para trabalhar.O traquinas, cor de laranja acordou depois para ir para a escola. A cor verde foi até ao quintal. Mal saiu de casa o mau tempo desanuviou, afinal ela era a cor da esperança. A cor-de-rosa, esposa do vermelho encontrava-se cá fora a estender a roupa. As duas falaram sobre tudo o que se passava no mundo das cores. Ao fim do dia jantou com a familia. Viu o jornal juntamente com o marido.Deitaram o filho e foram dormir.
sexta-feira, março 09, 2007
A luz do Sol / A luz do teu rosto.
A luz do Sol.
A maravilhosa luz do Sol.
Os raios que me eram oferecidos deixavam antever que algo estava a mudar. Tinha mudado, aliás.
Sim, finalmente!!! A serenidade da Primavera depois de tanta angústia, de tanta espera e até de algum desespero.
Sabia tão bem ser acordada com raios de sol que me tocavam o rosto e me aqueciam.
Raios quentes deliciosos que me faziam despertar mais bem disposta e com vontade de ir depressa para a rua viver a vida. Não ir de metro para o trabalho, mas caminhar até lá. Deixar no armário a cara resmungona dos últimos meses e caminhar confiante com um sorriso nos lábios.
Permitir que o calor que me invade logo pela manhã fique durante o dia a aconchegar-me até ao momento em que me enrosco na minha cama à espera dos quentes raios de Sol que no dia seguinte me acordarão.

A luz do teu rosto.
A maravilhosa luz do teu rosto.
O sorriso que me era oferecias deixava antever que algo estava a mudar. Tinha mudado, aliás.
Sim, finalmente!!! A serenidade de te amar epois de tanta angústia, de tanta espera e até de algum desespero.
Sabia tão bem ser acordada com os teus beijos doces que me tocavam o rosto e me aqueciam.
Beijos deliciosos que me faziam despertar mais bem disposta e com vontade de ir depressa para a rua viver a vida. Não ir de metro para o trabalho, mas caminhar até lá. Deixar no armário a cara resmungona dos últimos meses e caminhar confiante com um sorriso nos lábios.
Permitir que o calor que me invade logo pela manhã fique durante o dia a aconchegar-me até ao momento em que me enrosco na minha cama à espera da luz maravilhosa do teu sorriso e dos teus beijos deliciosos que no dia seguinte me acordarão.
A maravilhosa luz do Sol.
Os raios que me eram oferecidos deixavam antever que algo estava a mudar. Tinha mudado, aliás.
Sim, finalmente!!! A serenidade da Primavera depois de tanta angústia, de tanta espera e até de algum desespero.
Sabia tão bem ser acordada com raios de sol que me tocavam o rosto e me aqueciam.
Raios quentes deliciosos que me faziam despertar mais bem disposta e com vontade de ir depressa para a rua viver a vida. Não ir de metro para o trabalho, mas caminhar até lá. Deixar no armário a cara resmungona dos últimos meses e caminhar confiante com um sorriso nos lábios.
Permitir que o calor que me invade logo pela manhã fique durante o dia a aconchegar-me até ao momento em que me enrosco na minha cama à espera dos quentes raios de Sol que no dia seguinte me acordarão.

A luz do teu rosto.
A maravilhosa luz do teu rosto.
O sorriso que me era oferecias deixava antever que algo estava a mudar. Tinha mudado, aliás.
Sim, finalmente!!! A serenidade de te amar epois de tanta angústia, de tanta espera e até de algum desespero.
Sabia tão bem ser acordada com os teus beijos doces que me tocavam o rosto e me aqueciam.
Beijos deliciosos que me faziam despertar mais bem disposta e com vontade de ir depressa para a rua viver a vida. Não ir de metro para o trabalho, mas caminhar até lá. Deixar no armário a cara resmungona dos últimos meses e caminhar confiante com um sorriso nos lábios.
Permitir que o calor que me invade logo pela manhã fique durante o dia a aconchegar-me até ao momento em que me enrosco na minha cama à espera da luz maravilhosa do teu sorriso e dos teus beijos deliciosos que no dia seguinte me acordarão.
Que preguiça!!!!!!!!!!!!
quinta-feira, março 08, 2007
Mulher

Como hoje é o Dia Internacional da Mulher, recordei uma frase, aliás questão, pertinente que me fizeram aquando do curso de Igualdade de Oportunidades.
"Gosta de ser mulher porque?"
Ora bem, na altura gaguejei e disse as frases comuns que toda a gente recorda no momento.
"Porque posso gerar um ser, ou seja, no meu caso ser mãe." Não é que este ponto não seja importante, porque o é de facto. E deve, realmente, ser maravilhoso termos a possibilidade de gerar um ser.
Mas passados uns tempos percebi que gostava de ser mulher por muitos outros motivos e se fosse hoje a minha resposta seria bem diferente.
Gosto de o ser porque posso chorar a ver um filme romântico, e ninguém vai achar que sou sensível demais. Assim como posso ter medo de assitir a um filme de terror e colocar as mãozinhas em frente da cara, e ninguem vai achar estranho.
Gosto porque posso ir as compras e comprar imensa roupa e chegar a casa e achar que não era nada daquilo que queria comprar, e a excepção da conta bancária que se vai ressentir, também não é o fim do mundo.
E... Hoje lembrei-me de mais um facto que me faz gostar de ser mulher: receber flores. Adoro. São lindas e fazem-me sentir importante do momento de as receber. E todas as ocasiões são boas para as receber.
E poderia continuar aqui a inumerar tantas outras coisas.
Fica aqui o mote para pensarmos o que tem de tão especial ser Mulher.
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